domingo, 26 de março de 2017

Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011

Paul Hobbs é um dos enólogos mais famosos do planeta, conhecido não apenas por seus vinhos californianos, mas por diversos projetos e consultorias prestadas ao redor do mundo como na Argentina (Viña Cobos, Pulenta, Riglos e El Povenir), Chile (Pérez Cruz), França (Crocus), Uruguai (Familia Deicas), dentre outros lugares. Imaginem que ele (americano) foi convidado por franceses para elevar a qualidade dos vinhos feitos com a Malbec na sua região berço, Cahors, no Sudoeste da França. Um feito incrível. O Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011 foi produzido com uvas colhidas à noite, fermentado através da ação de leveduras indígenas e amadurecido por 11 meses em barris de carvalho francês novo (43%). Quando degustado, apresentou cor rubi intenso sutilmente atijolado. No nariz percebemos em grande intensidade licor de cereja, notas florais e barrica muito bem trabalhada, agregando toques de especiarias. Na boca tinha corpo médio (+), boa acidez e persistência. Um Pinot Noir que não nega suas origens, esbanjando fruta e intensidade. Quarto lugar para esse Pinot Noir em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Russian River Valley 
Uva/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 14,2 % 
Preço: R$ 475,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Paul Hobbs

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ridge Lytton Springs 2009

A Ridge é uma famosa vinícola californiana que participou do Julgamento de Paris e na segunda edição dessa prova venceu o embate nos tintos com o rótulo Monte Bello. O Ridge Lytton Springs 2009 é feito predominantemente com a Zinfandel (mais de 70%), com outras partes de Petit Sirah (com "i" mesmo) ou Durif como também é conhecida, além de Carignan. Trata-se de um vinho que recebeu na safra 2009 95 pontos Robert Parker. Quando degustado apresentou cor Grená intenso. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como amoras, tabaco, além de notas mentoladas e defumadas. Na boca era encorpado, com taninos de qualidade e muita persistência. Nos pareceu estar no chamado período de dormência, pois os vinhos da Ridge são muito longevos e, mesmo com muita idade, mostram-se em plena forma e exuberantes. Ficou com a quinta colocação no embate de californianos.
Classificação Vinho por 2: Bom (+) - Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Dry Creek Valley 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,50 % 
Preço: R$ 385,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Ridge

terça-feira, 14 de março de 2017

Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006

Depois de fundar a Bodega Montes no Chile, responsável por vinhos como Montes Alpha e Montes Folly, além de seguir com projetos na Argentina como a Kaiken, o pioneiro Aurélio Montes resolveu seguir para a Califórnia, onde fundou a Napa Angel. O Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006 passa por um processo de maceração a frio por 7 dias, seguindo por uma fermentação de 10 dias e após o final dessa etapa, a maceração ainda continua por mais 10 dias. Uma parte dele (45%) é amadurecida em barris novos de carvalho francês. Quando degustado apresentou cor atijolada com grande intensidade. Pela cor já era possível identificá-lo, pois a diferença de idade era grande em relação aos demais vinhos que participaram da degustação. Nos aromas percebemos tabaco, couro, café e notas defumadas. A frutas estava muito escondida. Na boca era bastante encorpado, com taninos presentes e com alguma adstringência. Foi o vinho que menos agradou. Estava muito evoluído nos aromas, embora na boca ainda se mostrasse vivo. Talvez tenha passado o seu melhor momento. Levou o último lugar da degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Regular 
País: Estados Unidos 
Região: Napa Valley 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,50 % 
Preço: R$ 350,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Napa Angel

quarta-feira, 8 de março de 2017

Degustação de Vinhos Californianos - Confraria Wine Friends

Em março de 2016 a Confraria Wine Friends se reuniu para degustar alguns vinhos californianos e tentar entender a tipicidade daquela região. Numa sequência de posts vamos comentar os vinhos que mais nos agradaram, começando pelo último colocado até o grande campeão. O tema foi bastante amplo - poderia ter sido mais específico - mas ideia era realmente abarcar algumas das principais variedades produzidas na Califórnia.


Deu para perceber como a Cabernet Sauvignon, a Zinfandel e a Pinot Noir  se expressam por lá e ainda havia um vinho de corte na degustação, com um blend bem diferente do usual. Os vinhos eram todos de produtores muito conceituados, alguns, inclusive, chegaram a participar do julgamento de Paris, só que com vinhos diferentes do que foram postos à prova. Fizeram parte da contenda: Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011, Seghesio Sonoma Couty Zinfandel 2012, Seghesio Old Vine Zinfandel 2011, Ridge Lytton Springs 2009 e Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006. Não percam!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Château de Pourcieux 2015

O Château de Pourcieux pertence à família do Marquês d'Espagnet e é um belíssimo exemplo de arquitetura provençal, tendo sido registrado em 1993 no inventário oficial de monumentos históricos. O castelo possui, em suas adegas, cubas que datam do século XVIII e são verdadeiros monumentos, além de uma vasta coleção de barricas de carvalho que foram montadas naquela época e estão em uso até os dias de hoje. O vinho Château de Pourcieux é oriundo de vinhedos que possuem solo de calcário e argila e que estão dispostos de modo a protegê-los do vento Mistral e a dar máxima exposição ao sol. Na sua composição predominam três castas: Syrah, Grenache e Cinsault, que são colhidas de forma mecânica. 

O interessante na elaboração desse rosé elegante é que suas uvas são vinificadas separadas para depois ser feita a assemblage. Analisando o vinho notamos a cor rosé e o halo incolor, de intensidade média. No nariz sentimos notas primárias de frutas vermelhas frescas, como morango, e notas florais. Na boca acidez bem marcada, corpo leve, álcool médio e boa persistência. Um vinho refrescante, elegante, perfeito para bebericar na piscina ou numa tarde de calor.
Classificação Vinho por 2: Muito bom 
País: França 
Região: AOC Côtes de Provence Sainte Victoire 
Produtor: Château de Pourcieux 
Uva/Corte: Syrah 35%, Grenache 35%, Cinsault 20%. Os 10% restantes de Cabernet Sauvignon, Mourvèdre e Carignan
Teor alcoólico: 13,35% 
Preço: R$ 100,00 
Degustado em: 19 de julho de 2016 
Link: Château de Porcieux 
Dica de harmonização: pratos leves, como peixe grelhado e queijos leves 
Temperatura de serviço: 7° a 9°C

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Artesana Tannat-Zinfandel 2013

Outra bodega que chamou nossa atenção foi a Artesana. Trata-se de uma vinícola de pequena produção, mas com muita qualidade, que tem foco nas uvas Tannat, Zinfandel e Merlot. É a única que trabalha com a Zinfandel, isso porque foi fundada em 2007 por um americano, que resolveu introduzir a uva ícone de seu país no Uruguai. Representando a vinícola, estava presente Analia Lazaneo, uma de suas enólogas. O Artesana Tannat-Zinfandel 2013 leva 80% de Tannat e 20% de Zinfandel em seu corte, passando por um amadurecimento de 20 meses em carvalho francês (Tannat) e americano (Zinfandel), gerando uma produção exclusiva de apenas 1436 garrafas. Quando degustado apresentou cor profunda, muito escura. Nos aromas a Zinfandel comandou com notas licorosas e de fruta em compota como amora e framboesa, além de cedro e noz moscada. Embora o teor alcoólico fosse de 14,5%, ele estava bem integrado e não sobrou. Na boca bastante encorpado, mas com taninos macios. A persistência era longa e repetia no retrogosto as frutas em compota.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat e Zinfandel 
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 87,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: Artesana

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Prelúdio Barrel Select tinto 2009

Outra presença forte na feira de vinhos uruguaios foi a da Familia Deicas, através de seu Gerente de Exportações Diego Pérez e, ainda, de Fabiano Albuquerque, Rodrigo Cavalcanti e Ana Lima, todos da Interfood. Destaque para o vinho Prelúdio que é fruto de uma seleção especial de barricas. A cada 6 meses os melhores barris, com capacidade de prosseguir durante o exigente processo de envelhecimento, são escolhidos. A vinícola começa a produção desse vinho com 600 barricas e, ao final de um amadurecimento de 24-30 meses, menos de 200 barris permanecem selecionados. Na safra 2009 o corte do Preludio foi composto por Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%), Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%), passando por um amadurecimento de 30 meses em carvalho. Quando degustado apresentou cor rubi intenso com reflexo atijolado. Nos aromas mostrou frutas vermelhas maduras, além de  especiarias como noz moscada e baunilha. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos polidos e com grande persistência. Sem dúvida um dos grandes vinhos de corte do Uruguai.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%),Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%)
Teor alcoólico: 13,50 %
Preço: R$300,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Gran Tannat Premium 2013

O Tannat topo de gama de Montes Toscanini é um vinho muito interessante. Muito típico e particular. Prova disso é que, ao contrário de vinhos chilenos e argentinos, cujos vinhos topo de gama costumam apresentar graduações alcoólicas superiores a 14% ou 15%, o Gran Tannat conta com seu álcool na casa de 13%, o que contribui para um melhor equilíbrio de seus elementos. Durante a fermentação alcoólica a temperatura é controlada (máxima de 26°C) e a maceração realizada é prolongada, com utilização de remontagens diárias para melhor extração de cor e taninos. Ele passa, ainda, por fermentação malolática e amadurecimento em barricas de carvalho americano por 18 meses. Quando degustado apresentou cor rubi de bastante intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como ameixa e amoras, café, cedro, tabaco e couro. Na boca era encorpado e com taninos presentes, mas de qualidade. O retrogosto era longo e persistente e repetia com certa intensidade a nota de café, que se percebia no nariz. Certamente um vinho de guarda, que já está pronto para ser degustado, mas ainda tem muito chão pela frente.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Tannat
Teor alcoólico: 13,00%
Preço: R$ 220,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Vinho por 2 agora também no YouTube

O vinho por 2 começou um canal no YouTube para compartilhar experiências e informações sobre o mundo dos vinhos. Será mais um meio para mostrar como é fascinante e prazeroso aprender sobre suas características, apreciar e conhecer as diferentes variedades existentes, descobrir um pouco mais sobre os critérios de avaliação e o fenômeno das pontuações, além de apresentar diferentes regiões de cultivo, matérias, dicas, opiniões e curiosidades. A intenção é dar preferência aos vinhos de dia-a-dia, com bom custo x benefício, acessível a todos. Que possam se divertir conosco, enquanto aprendemos juntos! É só acessar e curtir! Ah, não esquece de se inscrever no canal!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Quinta da Receita: Tapioca Brulèe com calda de Acerola


A sobremesa do almoço Pernambuco Armorial foi de comer de joelhos, simplesmente divina, super delicada, fina e saborosa. A receita  da Tapioca Brulèe com calda de acerola é de autoria do querido Luiz Carlos Albuquerque, ex-aluno da Faculdade Guararapes, e foi produzida por ele e pelos colegas Monique, Cláudia, Marcos, Marcelo e Dalva. 


Na hora da escolha do vinho, ficamos em dúvida entre o Moscatel de Setúbal Horácio Simões e o Viña Tarapacá Late Harvest, dois bons vinhos de sobremesa, com estilos completamente diferentes. O Moscatel de Setúbal é fermentado em cuba de cimento e sofre acréscimo de aguardente vínica. Sua cor é topázio claro, com aroma floral, de especiarias e nozes. Na boca é macio e persistente. Já o Viña Tarapacá Late Harvest é um vinho produzido com uvas em estágio de sobrematuração. Ele tem cor dourada, aromas de mel e damasco e na boca bom equilíbrio entre doçura e acidez. Degustando a sobremesa com as duas opções, constatamos que o Late Harvest harmonizou melhor, em razão de sua delicadeza. Não podemos deixar de ressaltar que, toda a equipe, que organizou e produziu o almoço, arrasou! Já estamos com saudades! 


TAPIOCA 

INGREDIENTES:

Tapioca Granulada 150g 
Leite 600ml 
Coco ralado sem açúcar 75g 
Leite de coco 200ml 
Açúcar 50g 

MODO DE PREPARO: 
1. Ferva o leite, o leite de coco e o açúcar.
2. Depois de fervido, ponha na tapioca granulada com o coco ralado.
3. Deixe a tapioca hidratar por 40 minutos ou até que as bolinhas estejam moles.



BABA DE MOÇA

INGREDIENTES

Açúcar ½ xíc.
Água 3 colheres de sopa
Leite condensado 395g 
Leite de coco 200ml 
Gemas 6 
Manteiga sem sal 1 colher de sopa
Raspas de laranja 

MODO DE PREPARO:

1. Ferva o açúcar com água até formar uma calda líquida;
2. Desligue e jogue as gemas peneiradas e a manteiga;
3. Mexa bastante;
4. Adicione o leite condensado, o leite de coco e as raspas de laranja;
5. Mexa levemente em fogo baixo, até engrossar. Não deixar ferver muito para não talhar;
6. Misture a tapioca hidratada na baba de moça e mexa, até ferver;
7. Passe no mixer na mistura para arear;
8. Disponha em ramequins e leve para a geladeira;

CALDA DE CAIPIRINHA E ACEROLA

INGREDIENTES:

Acerola 8 und.
Mel 4 colheres de sopa 
Cachaça 80 ml 

MODO DE PREPARO:

1.Soque os frutos no pilão e acrescente o mel;
2. Em uma panela, adicione a mistura com a cachaça e cozinhe em fofo baixo, por 15 minutos ou até formar uma calda;
3. Sirva a calda separada.

Observações: A sobremesa é feita como um pudim de geladeira e desenformada para ser servida com um leve polvilhado de açúcar cristal, massaricado com muito cuidado para não queimar nem amargar. A calda de acerola é bem sutil, posta no prato, como se pode ver na foto. Esperamos que gostem!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Reserva Familiar Rosé 2016

Na sequência do evento de vinhos uruguaios, tivemos a oportunidade de experimentar os vinhos da bodega Montes Toscanini, representada por um de seus proprietários e também enólogo, Leonardo Montes Toscanini. A importadora Porto a Porto também se fez presente, através da enóloga e sommelière Emille Cruz (foto). A Montes Toscanini tem um perfil familiar, estando no ramo há mais de 100 anos; seu foco é totalmente voltado para os vinhos e, por isso, não recebe turistas. Tanto cuidado, se fez perceber nos vinhos que provamos, de grande tipicidade e que, nitidamente, evitam seguir o caminho da sobrematuração, o que se nota através do percentual de álcool mais comedido em relação a vinhos chilenos e argentinos. Um dos melhores rosados da feira foi o Montes Toscanini Reserva Familiar Rosé 2016, feito com a uva Cabernet Sauvignon. Muita personalidade, em um vinho rosé mais intenso do que o habitual. Quando degustado apresentou cor rosa intenso, quase um rubi de baixa intensidade. No nariz foi possível perceber frutas vermelhas como morango e cereja. Na boca era mais encorpado que o habitual e com ótima acidez e persistência.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 50,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Quinta da Receita: Bode do Reino com AS3 Premium


O bode do reino foi o prato principal servido no almoço de final de curso da turma de Gastronomia da manhã da Faculdade Guararapes. Estava simplesmente fantástico e foi elaborado pelos alunos: Nathália, Isadora, Karolliny e Elaine. Para harmonizar o vinho escolhido foi o AS 3 Premium, um cabernet chileno bem típico, na cor era rubi bem escuro, nos aromas foi possível perceber ameixa e amora, além de notas herbáceas (pimentão verde) bem integradas, cedro e pimenta do reino. Na boca o vinho era encorpado, mas com taninos macios e um retrogosto persistente. Vamos à receita:
 
Ingredientes: 

Para o bode:
1 pernil desossado de aprox. 2kg
1 garrafa de vinho
2 cenouras grandes em rodelas
2 cebolas grandes em pétalas
2 folhas de louro
3 dentes de alho 
Tomilho fresco à gosto
Pimenta do reino em grãos à gosto
Sal a gosto

Para o purê de jerimum:
1 jerimum inteiro de aprox. 1,5kg
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
Pimenta do reino moída à gosto
500ml de água fervente
200gr de manteiga sem sal

Para fritar a carne:
Azeite à gosto
Manteiga de garrafa à gosto


Modo de preparo:
Na véspera, limpe o pernil desossado retirando os nervos. Disponha-o em uma assadeira ou vasilha e esfregue nele os dentes de alho amassados. Em seguida coloque o restante dos ingredientes, exceto o sal. Deixe o pernil nessa marinada por no mínimo 12h, sob refrigeração, virando-o de 4 em 4h, para que o tempero seja bem distribuído. Após esse período, corte o pernil em escalopes, salgue e frite-os em azeite e manteiga. Disponha-os em uma assadeira e leve ao forno baixo para completar o cozimento, por 10 minutos. Coe o líquido da marinada e reserve, desprezando os vegetais. Leve ao fogo baixo, até reduzir e engrossar. Reserve. Descasque e corte o jerimum em pedaços. Leve ao fogo a manteiga, em seguida a cebola, refogue um pouco e acrescente o alho. Acrescente o jerimum e deixe refogar um pouco. Tempere com pimenta e sal à gosto, acrescente água fervente, e deixe cozinhar. Quando estiver bem macio, processe o jerimum fazendo um purê. Você pode amassar diretamente na panela ou processar em um liquidificador ou mixer. Sirva em seguida o purê com a escalope de bode e regue com o molho. 
Agora é só aproveitar essa delícia!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Garzón Reserva Tannat 2013

Foi comentário de boa parte do público, inclusive de alguns de nossos alunos, que esse teria sido o melhor vinho tinto do evento. De fato o Garzón Reserva Tannat 2013 é um excelente vinho. Prova disso é que apesar de sua graduação alcoólica ser de 16,5%, em momento algum o álcool fica aparente. O porém é que, no nosso ponto de vista, ele mostra um estilo bastante internacional. Numa degustação às cegas seria muito difícil embora feito com a Tannat - dizer que se trata de um vinho Uruguaio produzido com a referida casta. Quando degustado apresentou cor violácea de grande intensidade. Percebemos aromas de fruta vermelhas e negras como cereja e ameixa, além de chocolate e barrica muito bem integrada. Na boca mostrou bastante corpo e taninos ainda com alguma adstringência. Certamente vai evoluir bem em garrafa, para atingir o ápice.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região:Maldonado
Uva/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 16,50 %
Preço: R$ 165,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Garzón Albariño 2015

O destaque, falando dos brancos, de todos os vinhos que provamos durante o evento de vinhos uruguaios foi o Garzón Albariño 2015. É incrível como esta variedade tem apresentado bons frutos no Uruguai, gerando vinhos de ponta. Certamente o fato da Garzón estar localizada a apenas 18 km do Oceano Atlântico, contribui para o tamanho frescor que seus vinhos apresentam. Quando degustado apresentou amarelo palha. No nariz foi possível sentir damasco, toques cítricos e notas minerais. Na boca o corpo era médio, a acidez presente e o retrogosto persistente. Sem dúvida mais complexo do que o Pinot Grigio e o Sauvignon Blanc da mesma linha, além de mais untuoso e encorpado, em razão do contato com as borras finas por alguns meses. Ótima pedida!
Classificação Vinho por 2: Muito bom (+)
País: Uruguai
Região: Maldonado
Uva/Corte: Albariño
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 90,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Quinta da Receita: Salada Dorinha com espumante Miolo Cuvée Tradition Brut

Voltando às postagens da Quinta da Receita, hoje apresentamos a salada servida no almoço de conclusão do curso de Gastronomia da Faculdade Guararapes, que ocorreu no  dia 09 de dezembro do ano passado. O cardápio do almoço foi planejado e executado pelos alunos do referido curso, que escolheram como tema Pernambuco Armorial. A Salada Dorinha era uma entrada fria com molho bechamel e crocante de queijo coalho. Os alunos responsáveis por essa delícia foram Ana Paula da Silva Melo, Bárbara Arruda de Paula, Ítalo Duarte, Juliana Silva e Mariana Azevedo. A entrada ficou linda, gostosa e casou muito bem com o Miolo Cuvée Tradition Brut, espumante brasileiro delicado e versátil, também escolhido pelos alunos. Vamos à receita:

Ingredientes (porção para 10):
 
Queijo coalho tipo b - 750 gr
Queijo manteiga - 300gr
Tomate cereja - 150 gr
Cebola roxa - 150 gr
Cenoura - 100 gr
Beterraba - 60 gr
Rabanete - 60 gr
Alface - 500 gr
Azeitona Verde - 150 gr
Charque - 300 gr
Palmito - 150 gr
Manteiga - 50 gr
Farinha de trigo - 50 gr
Leite - 300 gr
Goma de tapioca  - 300gr
Sal - 5 gr
Pimenta rosa - 5 gr
Vinagre Balsâmico - 5gr
Cominho - 5gr
Azeite de Oliva - 5gr

Modo de Preparo: 

Escalde a charque em água fervente, espere esfriar e desfie. Após desfiada, refogue em azeite de oliva aromatizado com cominho por alguns minutos e reserve.

Corte a alface em chiffonade (tiras bem fininhas), os tomates no meio e os demais vegetais em julienne (palitinhos), tempere com sal, pimenta e um fio de vinagre balsâmico e reserve.

Rale o queijo coalho e espalhe uma camada fina sobre uma frigideira antiaderente, formando um círculo, adicione uma leve camada de goma de mandioca e aguarde alguns minutos, quando a goma estiver firme e o queijo com uma cor dourada, retire do fogo e o deite sobre o fundo de uma tigela, ou forma arredondada, para que ganhe o formato desejado, leve ao forno a 100ºC até que esteja levemente seca e crocante. Deixe esfriar.

Para o molho, derreta a manteiga em uma panela em fogo baixo e adicione a farinha de trigo de uma vez e misture bem, para que se forme um roux (é uma preparação originária da culinária francesa, que consiste em cozinhar farinha de trigo em manteiga derretida, até formar um creme espesso e homogêneo), quando estiver dourado, acrescente o leite quente e misture até que levante fervura, acrescente por fim o queijo manteiga ralado e mexa até que este derreta completamente e o molho engrosse. Tempere com sal e pimenta do reino, e reserve.

Para montar a salada, espalhe uma colher do molho no centro do prato, e coloque a crosta de goma e queijo em cima, para que não saia do lugar; coloque um punhado de alface no fundo da crosta, logo depois monte os outros itens da salada sobre o alface, finalize com gotas do molho e com a charque desfiada. 

Temos certeza que quem fizer vai gostar!