sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Degustação de vinhos uruguaios em Olinda

No dia 15/12/16, participamos da nossa última degustação do ano, que ocorreu na cidade de Olinda, mais precisamente no Convento de São Francisco. O evento foi organizado pelo Recife Convention & Visitors Bureau através de uma parceria entre o Governo de Pernambuco, a Secretaria de Turismo de Olinda, o Consulado do Uruguai  e a GOL Linhas Aéreas. E a participação da GOL se deu justamente em razão da criação da linha direta entre Recife e Montevidéu, a fim de tornar viável essa nova conexão. De qualquer forma foi uma ótima oportunidade para que os pernambucanos pudessem conhecer os vinhos uruguaios e perceber como eles são típicos, singulares e, acima de tudo, dotados de muita qualidade. A ideia de fazer o evento na cidade de Olinda quebrou a rotina usual, uma vez que os vinhos normalmente são divulgados em feiras realizadas na cidade do Recife.

Além disso, o Convento de São Francisco foi um belo cenário de fundo para a degustação de bons vinhos. Entretanto, o comentário geral foi de que o trânsito dificultou muito o deslocamento da cidade do Recife até a cidade de Olinda e, ainda, que o local da realização do evento era muito bonito, mas a falta de climatização prejudicou a degustação dos vinhos, já que a sensação térmica era desagradável e a temperatura dos rótulos degustados subia com muita facilidade. 

Inclusive, os produtores tiveram grande dificuldade com o fator temperatura. Em regra, os vinhos eram servidos muito quente, por conta da temperatura do ambiente, ou muito muito gelado, diante da necessidade de colocá-los em baldes de gelo. A iluminação foi outro ponto que prejudicou a divulgação dos vinhos, pois estava muito escuro e os participantes tinham dificuldades em enxergar os rótulos. 

As taças tinham formato inadequado e também não colaboraram para a plena percepção dos vinhos degustados. De qualquer forma o saldo balança foi positivo, com mais acertos do que erros. E ficamos na torcida para que esses erros sejam corrigidos e que novos eventos dessa categoria sejam realizados. Nos próximos posts vamos comentar os vinhos que mais chamaram nossa atenção, pontuando que em relação a Pisano ("hors concours"), já fizemos dois posts no blog que contemplam os vinhos que estavam na feira, além de muitos outros (link 1 e link 2). Não percam!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Tandem 2011

Inspirados pelo tema da CBE do mês de janeiro de 2016, vinhos de regiões que nunca havíamos provado, vamos falar de um vinho marroquino que estava em nossas anotações, mas ainda não tinha sido publicado no blog. O Tandem 2011 é produzido pela Domaine des Ouled Thaleb, uma vinícola fundada em 1923 e que vem retomando o crescimento dos vinhos daquela região. Ele é fruto de uma parceria entre Allain Graillot (um mito de Crozes-Hermitage), Jacques Poullain, dois famosos enólogos franceses, e a vinícola marroquina. O vinho foi uma verdadeira surpresa, pois não tínhamos grandes expectativas em relação a ele. Quando degustado apresentou cor rubi intenso. Nos aromas foi possível perceber ameixa e amora, além de notas defumadas e especiadas. Na boca o corpo era médio, os taninos macios e a persistência mediana. Uma bela surpresa, com estilo próprio, do Norte da África.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: Marrocos
Região: Rommaninas
Uva/Corte: Syrah
Teor alcoólico: 13,5% 
Preço: R$ 120,00
Degustado em: 15 de novembro de 2014
Link: (-)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2010

Semana passada recebemos o certificado do ISG - Internacional Sommelier Guild, uma das principais instituições de ensino sobre vinho no mundo. Aqui no Brasil o curso é ministrado pela Sommelier School, que é um Centro de Formação de Sommeliers. Durante o curso tivemos a oportunidade de provar vinhos com bastante tipicidade, cerca de 48 rótulos, entre brancos, tintos, espumantes, fortificados e de sobremesa. Escolhemos alguns para postar aqui no blog e o primeiro a ser escolhido foi um Barolo, simplesmente fantástico, o vinho predileto do curso. 
O Barolo é um vinho produzido no noroeste da Itália, na região do Piemonte, com a uva Nebbiolo, bastante complexo, com taninos marcantes. Em regra, não deve ser consumido logo após o processo de vinificação, uma vez que precisa passar por alguns  anos de envelhecimento para chegar ao ponto ideal. Para os produtores tradicionais a maceração das uvas é longa e ocorre em grandes toneis de madeira. Já alguns produtores mais modernos, buscando agradar ao mercado, têm substituído algumas técnicas de vinificação para gerar um vinho mais delicado, frutado, macio e mais acessível na juventude, mantendo, entretanto, sua capacidade de adegagem. 
A família Rivetto há quatro gerações produz vinhos nas terras de Alba, desde 1902, quando o avô Giovani abriu sua loja de vinhos que se tornou ponto de referência na venda do produto. Suas vinhas são minimalistas, representando com autenticidade seu terroir, não fazendo uso de produtos químicos sintéticos ou fertilizantes, sem que haja, portanto, um manejo agressivo do solo. 
O Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2010 estagiou por 30 meses em barricas de carvalho esloveno e descansou por mais 10 meses antes da comercialização. No visual apresentou intensidade média, cor rubi com halo atijolado. Interessante lembrarmos que a Nebbiolo é uma variedade com pouco pigmento, o que gera uma cor quase alaranjada, principalmente com o decurso do tempo. No nariz foi possível sentir aromas primários (da uva) - fruta escura e terciários (do envelhecimento), como flores e folhas secas, notas terrosas e cogumelos. Na boca era encorpado, com uma acidez marcante, taninos elevados, que irão amaciar com o tempo e persistência longa. O exemplar degustado ainda estava jovem, mas já era possível perceber toda sua complexidade, definitivamente um vinhaço.
Classificação Vinho por 2: Excelente 
País: Itália 
Região: Serralunga D'Alba - Piemonte
Produtor: Rivetto
Uva/Corte: Nebbiolo 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 460,00
Degustado em: 19 de julho de 2016
Link: Rivetto 
Dica de harmonização: vai bem com carnes vermelhas e queijos maduros
Temperatura de serviço: 18°

sábado, 14 de janeiro de 2017

La Concepción Syrah 2009

O tema da CBE de janeiro foi realmente inspirador e resolvemos desenterrar alguns vinhos "exóticos" que havíamos degustado, mas que não tinham sido postados no blog. Mais uma vez, por conta dos bons amigos que temos, pudemos provar este exemplar boliviano feito pela Bodega e Viñedos La Concepción. Na verdade ele é um corte de Syrah (85%) e Carbernet Sauvignon (15%), mas como a legislação dos países produtores de vinho da América do Sul, em regra, diz que havendo predominância de 85% de uma determinada uva, o vinho pode ser engarrafado como varietal, foi rotulado apenas como Syrah. Passou por um amadurecimento de 11 meses em carvalho francês. As vinhas que lhe dão origem têm idade média de 20 anos e estão situadas em altitudes que variam de 1750 até 2100 metros acima do nível do mar. Quando degustado apresentou cor atijolado com halo levemente laranja. Já mostrava bastante evolução aos 5 anos de idade, uma vez que foi degustado em 2014. Nos aromas as frutas vermelhas secas, que pudemos sentir, já se mostravam em segundo plano, predominando aromas como ervas secas, café e cedro. Na boca tinha corpo mediano, taninos já macios, acidez mediana e persistência na mesma linha. Valeu por ser uma curiosidade. Certamente foi provado quando já ultrapassado o ápice e, em outras condições, talvez pudesse ser considerado como bom.
Classificação Vinho por 2: Regular(+)
País: Bolívia
Região: (-)
Uva/Corte: Syrah (85%) e Carbernet Sauvignon (15%)
Teor alcoólico: (-)
Preço: (-)
Degustado em: 19 de abril de 2014

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vinã Doña Dolores Gran Reserva - #CBE

O tema de janeiro da Confraria Brasileira de Enoblogs foi escolhido pelo colega Victor Beltrami do blog Balaio do Victor, que sugeriu a prova de um vinho de um país de nunca havíamos experimentado. Ano passado um grande amigo foi ao México e nos presenteou com um espumante de lá, que tem um dos nomes de Anna (Dolores). As anotações já estavam feitas e como ainda não tínhamos postado, vamos considerar que o tema foi obedecido, afinal, não é todo dia que se prova vinho mexicano aqui no Brasil. O  espumante Viña Doña Dolores Gran Reserva é produzido pela Finca Sala Vivé, uma empresa do grupo Freixenet. A vinificação é feita pelo método tradicional e para o vinho base são utilizadas as uvas Macabeo, Chardonnay e Chenin Blanc. Quando degustado apresentou cor amarelo palha. No nariz foi possível perceber frutas brancas e notas florais, acompanhadas de sutis toques tostados e de panificação. Na boca mostrou boa estrutura, cremosidade e perlage fino. Um bela surpresa do México.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: México
Região: Querétaro
Uva/Corte: Macabeo, Chardonnay e Chenin Blanc
Teor alcoólico: 12,0% 
Preço: (-)
Degustado em: 28 de maio de 2016 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Pisano: Personalidade e qualidade em vinhos uruguaios

No final do ano passado (2016) tivemos o prazer de participar de uma degustação promovida pela Mistral aqui no Recife, no restaurante Coco Bambu. Vale lembrar que no começo do mesmo ano vistamos os Pisano lá no Uruguai e todos os detalhes foram comentados aqui no blog (link). Dessa vez, aqui no Recife, a vinícola foi representada pelo Gerente de Exportação Nikolás Kozic (foto ao lado), que conduziu com maestria a apresentação dos vinhos da bodega. Mais uma vez ficamos certos de que falar dos Pisano é falar em muita personalidade e qualidade em seus vinhos.

Provamos um branco, um rosé e três tintos feitos com a Tannat, a uva emblemática do Uruguai. A degustação foi muito bem pensada, sendo possível perceber, em relação aos tintos, que nas três gamas apresentadas a qualidade é sempre alta, aumentando apenas a intensidade e complexidade de cada exemplar.

O primeiro vinho degustado foi o Cisplatino Torrontés 2015 que apresentou cor amarelo esverdeado. No nariz foi possível perceber notas florais, típicas da castas, além de aromas cítricos. Não é enjoativo como a maioria dos exemplares argentinos. Na boca o corpo era mediano, com boa acidez e persistência. Custa por volta de R$ 66,00 (toda linha Cisplatino) no site da importadora. (Bom)

Na sequência provamos o Cisplatino Rosé 2015, feito com a uva Cabernet Franc. Um rosé que mostrou um pegada mais intensa do que o habitual. No visual a cor era um rosado de alta intensidade. No nariz percebemos frutas vermelhas como morango e framboesa, além de um toque lácteo, muito embora ele não passe pela conversão malolática. Na boca mostrou certa estrutura, sendo mais firme do que a maioria dos rosés. Tinha boa acidez, corpo médio (+) e bom retrogosto. (Bom)

O primeiro tinto degustado foi o Cisplatino Tannat 2013. Cabe destacar que a linha Cisplatino é de exportação exclusiva para o Brasil. "A escolha do nome se deu porque quando o Uruguai estava lutando pela independência e fazia parte do Brasil era chamado pelos brasileiros de Cisplatina", segundo Nikolás Kozic. O Cisplatino Tannat mostrou cor rubi de média (-) intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas vermelhas como cereja, além da madeira, de forma muito sutil, em razão do estágio de parte do vinhos em barricas de carvalho usadas por três ou quatro meses. Na boca mostrou corpo médio, acidez alta e taninos presentes, mas de qualidade. (Bom).

Depois, partimos para o Rio de los Pájaros Tannat 2013, que passa por um amadurecimento de seis meses em barricas francesas de segundo uso. No visual a cor era rubi de média intensidade. No nariz foi possível notar frutas escuras como amoras, além de café e cedro. Na boca mostrou corpo médio (+), acidez alta e taninos de qualidade, mas que ainda ficarão mais macios com o tempo. Bom (+). No site da Mistral está por volta de R$ 83,00.

Por fim, para fechar com chave de ouro, provamos o RPF Tannat 2011 (safra histórica no Uruguai), vinho pelo qual somos apaixonados. Na taça ele mostrou cor rubi de alta intensidade. No nariz surgiram aromas de frutas negras (amoras) e vermelhas (cereja), defumado, couro e a barrica mostrando-se bem integrada, agregando notas de noz moscada e cedro. Na boca era encorpado com taninos de qualidade e muito nervo. Sem dúvida uma vinho com aptidão gastronômica. É para acompanhar um belo churrasco (link). (Muito Bom). No site da importadora está custando R$ 125,97 e faz valer cada centavo.

No final da degustação restou ratificada a impressão que tivemos no Uruguai: Los Pisano son los Pisano!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Safra 2017 deve atingir 600 milhões de quilos de uva

Depois da quebra de 57% da última colheita, representantes do setor acreditam em uma produção com quantidade normal e de muita qualidade

As previsões são boas e tudo indica que as condições climáticas e o manejo realizado pelos produtores ao longo dos meses ajudarão para que safra de uva se normalize esse ano. Depois de uma perda de 57% em 2016 – considerada a maior quebra desde 1969 –, a expectativa é que a produção no Rio Grande do Sul atinja 600 milhões de quilos de uva em 2017, cerca de 100% a mais se comparado ao ano anterior, quando foram colhidos pouco mais de 300 milhões de quilos.

De acordo com o vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e presidente da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho/RS), Oscar Ló, as primeiras uvas começaram a ser colhidas no início de janeiro, com maior incremento de volume a partir da segunda quinzena do mês. “Estamos muito contentes com a qualidade, os vinhedos estão com uma boa produção. As condições climáticas estão muito favoráveis neste ano. Tudo indica que teremos uma safra normal e, com isso, os estoques também deverão voltar aos patamares dos anos anteriores, alcançando o armazenamento de cerca de 150 milhões de litros. A quebra do último ano não impactará negativamente na qualidade e nem no volume da produção desta safra”, avalia Ló.  

O coordenador e o vice-coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Denis Debiasi e Olir Schiavenin, respectivamente, tiveram as mesmas percepções do dirigente e acreditam em resultados positivos para essa safra. “Não houve registros significativos desfavoráveis em relação ao clima. Por enquanto, está tudo tranquilo. A sanidade da uva está boa, os produtores fizeram manejos adequados, incluindo uma boa adubação. Tudo se encaminha para bons resultados”, pontua Schiavenin.       

Em relação à qualidade, as vinícolas do estado do Rio Grande do Sul comemoram a sanidade observada nas variedades até o momento. Tudo indica também que as uvas atingirão uma boa graduação de açúcar. “Esta safra está com uma produção excelente. Noventa e nove por cento das regiões não apresentaram doenças fúngicas”, constata o ex-presidente do Ibravin e atual integrante do Conselho Deliberativo da entidade pela Comissão Interestadual da Uva, Moacir Mazzarollo.

Ainda segundo Mazzarollo, as próximas semanas serão decisivas para obtenção desses resultados. “A qualidade final se dá no momento da colheita. Mas as previsões climáticas indicam que os próximos meses estarão dentro da média ou ainda menor em volume de chuva”, explica.

O chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, acredita que os efeitos do fenômeno La Niña ajudarão para que se colham as uvas com a maturação adequada. “Os prognósticos meteorológicos apontam para uma influência moderada do La Niña, em que ocorreria uma incidência de chuvas menor que o normal, mas este efeito ainda não se confirmou. Tudo indica que essas massas com menor umidade venham até fevereiro”, observa. “Estamos acompanhando e conversando com técnicos e os dados apontam para um prognóstico bastante positivo. As chuvas de setembro e outubro não impactaram negativamente”, avalia Zanus.

Fonte: Ibravin

domingo, 11 de dezembro de 2016

Visita à Bodega Pizzorno

A visita que fizemos à Pizzorno, assim como a da Pisano, também foi fantástica. Uma verdadeira visita técnica. Francisco Pizzorno mostrou todos os detalhes da produção. Desde a verificação do potencial alcoólico dos lotes dos vinhedos, através da utilização do refratômetro, passando por prova de vinhos brancos em tanques de aço inox e, realizando, até mesmo prova de barrica de um Tannat que repousava nas caves da vinícola. É sempre bacana ver uma nova geração levando o trabalho da família adiante com maestria.


A Pizzorno é uma vinícola de grande vibração, onde novas ideias são sempre bem vindas. Não é à toa que eles trabalham muito bem com algumas castas não tradicionais no Uruguai, a exemplo da Malbec. Produzem, também, um incomum Tannat feito através de maceração carbônica, que mostra uma lado totalmente desconhecido dessa casta. Fazem, ainda, alguns espumantes pelo método tradicional, que nos agradaram bastante. Não bastasse tudo isso, o Francisco Pizzorno ainda tem um projeto pessoal, no qual ele trabalha com a Petit Verdot, inteiramente em barris de carvalho, nos quais ocorre toda a fermentação, maceração e amadurecimento dos vinhos. O bacana é que nessa última leva eram apenas duas barricas que estavam sendo produzidas, um vinho de muito exclusividade.


Falando dos vinhos, iniciamos a prova com o Don Próspero Sauvignon Blanc 2015 e uma prova de tanque da safra 2016 que também estava fantástica. Ele tinha cor amarelo palha. Nos aromas as notas cítricas comandavam, sendo nítida a presença de maracujá. Na boca tinha boa acidez e corpo leve como é característica da casta. Muito bom. O curioso é que a colheita é feita em 3 parcelas, cada uma em um momento diferente. Há uma diferença de 12 dias entre a primeira colheita, sendo que a primeira oferece frutas com mais acidez e a última mais aromas e aspectos cítricos nas uvas.  
  


Na sequência degustamos o Don Próspero Maceração Carbônica Tannat 2015, mostrou como toda criatividade dos Pizzorno consegue se traduzir em qualidade. Inclusive ele foi eleito pelo guia Descorchados como vinho revelação. Em nada se parecia com os Tannats que estamos acostumados. Tinha cor rubi claro. No nariz eram nítidos os aromas de framboesa, tutti-frutti e banana, a lembrar um Beaujolais. Na boca mostrou corpo leve e com ótima acidez. 
  

Provamos, também, o Don Próspero Tannat Malbec 2015, que talvez seja o tinto de melhor custo x benefício da vinícola. É incrível o trabalho que eles fazem com a Malbec e ela gera resultados tão bons que entra no corte do vinho topo de gama dele, o Primo. Na safra 2011 a Malbec representou 20% do corte do Primo. Analisamos o Don Próspero Tannat Malbec 2015 e ele apresentou cor rubi de média intensidade. No nariz foi possível perceber frutas vermelhas e toques florais. Na boca o corpo era médio, os taninos macios e a acidez presente. Muito bom. Foi um dos preferidos dos confrades que estavam conosco na visita.


Tivemos a felicidade de provar, também, o Pizzorno Reserva Tannat 2013, além de uma prova de barrica do 2015. Um belo exemplo do nível em que a Tannat pode chegar no Uruguai. Mostrou cor rubi com reflexo violáceos de média intensidade. Nos aromas percebemos frutas maduras escuras como amoras, tudo em notas licorosas, além dos aromas vindos do aporte em barrica como pimenta do reino e cedro. Na boca era encorpado com taninos presentes, mas de qualidade. A acidez era alta, como é comum nos tintos uruguaios. A persistência mostrou-se longa e agradável. Muito Bom.


Falando do projeto particular de Francisco Pizzorno, provamos o Petit Verdot Exclusivo (2014/2015). O nome já diz tudo. Da leva que estava sendo feita eram apenas duas barricas que estavam sendo trabalhavas na cave. As uvas são colocadas inteiras nas barricas e todo processo de fermentação e maceração é feito lá, através da ação de leveduras indígenas. Além disso ele ainda faz o blend de safras. A garrafa que adquirimos é um blend das safras 2012/2013. Quando degustado tinha cor rubi, com o halo sutilmente mais claro. No nariz percebemos notas defumadas, terrosas, noz moscada, chocolate e ervas finas, além de frutas escuras. Foi consenso que no nariz foi o vinho mais complexo que provamos lá. Na boca era encorpado, com taninos presentes, longa persistência e um sutil amargor no fim. Algum tempo em garrafa vai fazer bem para deixá-lo mais macio. Sem dúvida um vinho de muito caráter e personalidade.


O último tinto que degustamos foi o Primo 2011. É o vinho topo de gama da vinícola, feito com uvas de uma safra considerada histórica. Tanto é assim que ele recebeu nota 93 no Guia Descorchados de 2016. Trata-se de um corte feito com Tannat (50%), Cabernet Sauvignon (25%), Malbec (20%) e Petit Verdot (5%), que passa por 12 meses em barris de carvalho francês e americano. Foram feitas apenas 1500 garrafas. Quando degustado mostrou cor rubi intenso. Nos aromas foi possível perceber uma mescla de frutas negras em compota como amora e ameixa, além de especiarias como noz moscada e pimenta do reino. Na boca era encorpado, com ótima acidez e persistência. Um final de boca realmente longo. Ainda vai se beneficiar com o tempo em garrafa, quando os taninos ficarão ainda mais macios e os aromas terciários agregarão ainda mais complexidade. Muito bom (+).


E para limpar o palato depois dessa quantidade de vinhos, provamos aquele que foi considerado o melhor espumante do Uruguai pelo guia Descorchados 2016, o Pizzorno Rosé Nature Pinot Noir. Ele mostrou cor salmão. Nos aromas sentimos notas cítricas e de frutas vermelhas maduras, como framboesa. Na boca tinha ótima cremosidade, acidez e persistência. Um belo espumante. Muito bom.


Depois dessa visita maravilhosa, só temos que agradecer a Francisco Pizzorno e toda a equipe da vinícola que nos recepcionou tão bem e nos deu uma verdadeira aula sobre o manejo das videiras e os métodos de produção dos vinhos. Esperamos voltar em breve!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

RM investe em gifts da Chandon e cestas de final de ano

Em clima natalino, as lojas RM Express, apresentam seus kits para o final do ano. Com intuito de oferecer alternativas, tanto para o bolso como para o paladar de todos os seus clientes. As lojas dispõem de vinte e uma opções com diversos produtos selecionados em baús, cestas e kits de natal. Respectivamente, o kit prata contém 18 itens e custa R$ 59,90, com direito a um frisante. Vale reforçar que mais de 90% das cestas e kits tiveram seus preços diminuído por meio de ajustes nos mixes, trocando alguns produtos de mesma qualidade, mas com um valor menor.


O Grupo RM oferece ainda nove opções para os modelos de Baús, que tem dos mais variados preços, desde R$ 49,90 como o Cristal composto com um vinho chileno ou de um espumante moscatel ou o brut com duas taças além do baú. Até o Platinum que tem 58 itens, entre eles três whiskys escoceses, vodka russa, dois champagne, três vinhos, um licor além de diversas iguarias especiais, como condimentos e chocolates importados  por R$ 3.025,00. Ganha destaque também o Prata, que quem comprar irá garantir 11 itens, por R$ 233,00, e entre eles, desfrutará de um vinho espumante, um champagne brut, além do tradicional queijo do reino e panetone.

Uma outra oportunidade são as tradicionais cestas, que entre as opções, algumas vem com uma champanheira que poderá ser utilizada depois, como é na Cristal IV, que custa R$ 94,00 e vem com 6 itens como o espumante Brut e mix de nozes. Já para quem curte uma cerveja mais diferente e artesanal gostará da Cristal Beer que vem com quatro tipos de cervejas diferentes além de um mix de nozes, batatas e salgadinhos importados por R$ 113,00. Com diversas opções, os presentes de fim de ano estão disponíveis nas unidades do RM Express da Madalena, Boa Viagem, Santo Amaro e Caruaru.

Final de Ano

A Chandon como sempre investe em packs promocionais para o final do ano. A novidade agora são esses modelos já disponíveis nas lojas RM Express(Pack 6 garrafas + 1 garrafa especial Magnum 1,5 litros = R$ 407,40 / Pack Brut + 2 taças = R$ 93,80). No primeiro você compra seis garrafas e leva uma de 1,5 litros e na segunda opção, você compra uma garrafa e ganha duas taças especiais para o brinde do réveillon. As lojas RM Express estão em Boa Viagem, Santo Amaro, Madalena e Caruaru.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Recife ganha dia especial para os apreciadores de vinhos

A Casa dos Frios, em parceria com a escola Enoclass, irá promover no próximo dia 18/11 (sexta-feira), um evento voltado para a apresentação de vinhos de diversas nacionalidades. Trata-se da primeira edição do Wine Day, feira que acontecerá no andar superior da Casa dos Frios das Graças, a partir das 18h.

Na ocasião, cerca de cem rótulos estarão disponíveis para degustação, inclusive ícones da vitivinicultura mundial, como o italiano supertoscano Tignanello, o português Chryseia, o argentino Achaval Ferrer Finca Altamira e o champagne Louis Roederer Brut Premier, entre outros. Na lista dos expositores estão a Licínio Dias Importação (LD), Mistral, Estampa Wines, Zahil, Casa Flora, Porto a Porto, Winebrands, Berkmann Wine Cellars, além da própria Casa dos Frios, com seus rótulos de importação direta.

Durante o evento, os participantes terão a oportunidade de comprar os vinhos demonstrados na feira por preços bem abaixo da tabela normal. Outra vantagem é que na compra de um ingresso para participar do Wine Day, que custa R$ 100, o cliente poderá reverter metade desse valor para a compra de vinhos no local.

As entradas estão sendo comercializadas apenas na Casa dos Frios (unidades Graças, Boa Viagem e RioMar Shopping). Somente 200 ingressos serão disponibilizados. Não haverá reservas.

SERVIÇO:

WINE DAY
Quando: 18/11/16 (sexta-feira)
Horário: a partir das 18h
Onde: Casa dos Frios (Av. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife-PE)
Ingressos individuais: R$ 100 (dos quais R$ 50 podem ser revertidos em compras de vinhos no local). Vendas apenas na Casa dos Frios (Graças | Bo
a Viagem | RioMar)

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Miolo Reserva Tempranillo 2014 #CBE

Em mais uma participação na Confraria Brasileira de Enoblogs, que teve como proposta nos fazer garimpar bons vinhos numa faixa de preço até R$ 40,00, resolvemos provar o Miolo Reserva Tempranillo 2014. A temática foi muito pertinente já que estamos vivenciado tempos de crise e dólar nas alturas, o que tem impacto direto no preço dos vinhos. A vida não está fácil para os apreciadores da bebida de baco. Entretanto, rótulos como esse nos trazem algum esperança. Ainda é possível degustar vinhos de boa qualidade sem causar um rombo no bolso. Quando degustado ele apresentou cor rubi com reflexos violáceos de média intensidade. No nariz foi possível perceber ameixa e a madeira de forma muito sutil. Os aromas eram diretos, mas agradáveis. Na boca mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O maior problema dele talvez seja a persistência, que se mostrou um pouco curta. Enfim: um vinho que dá conta do recado e não agride o bolso!
Classificação Vinho por 2: Bom
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Uva/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 13,00%
Preço: R$ 39,00 na RM Express
Degustado em: 28 de outubro de 2016
Link: Miolo