quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

2012 pode se consagrar como a melhor safra para espumantes nacionais

"Vale dos Vinhedos comemora qualidade das uvas Chardonnay e Pinot Noir Viticultores, enólogos e cantineiros do Vale dos Vinhedos estão embriagados de felicidade. É que as uvas Chardonnay e Pinot Noir, utilizadas para a elaboração do vinho base para espumante, estão excepcionais. Com este desempenho a projeção é de espumantes equilibrados e longevos, principalmente para quem trabalha com o método tradicional (champenoise) como é o caso dos produtores do Vale. A colheita dessas uvas iniciou há 15 dias e está em fase final. Na próxima semana será a vez de começar a colher a uva Chardonnay para vinhos finos e no final de fevereiro inicia a colheita das tintas comoa Cabernet Sauvignon e Merlot.

Com ótima relação entre açúcar e acidez, as uvas colhidas apresentaram 17º babo e pH baixo próximo de 3.0, ideais para espumantes. O diretor técnico da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), Daniel Dalla Valle, comenta que a qualidade está surpreendendo os produtores do Vale que apostam na safra como uma das melhores para espumantes. “Com excelente matéria prima o produto final certamente será de qualidade. Conhecimento e tecnologia para isso nós temos”, destaca.

Dos 104 prêmios conquistados por espumantes brasileiros em 2011 em concursos internacionais, 61 (59%) foram elaborados por vinícolas do Vale dos Vinhedos. O mercado já reconhece a qualidade dos espumantes elaborados por vinícolas do Vale dos Vinhedos. Mais de 40% da produção de espumantes comercializados no Rio Grande do Sul é proveniente do Vale dos Vinhedos.

Dos 104 prêmios conquistados por espumantes brasileiros em 2011 em concursos internacionais, 61 (59%) foram recebidos por vinícolas associadas à Aprovale. O mercado já reconhece a qualidade dos espumantes elaborados pelas vinícolas do Vale dos Vinhedos e mais de 40% da produção de espumantes comercializados no Rio Grande do Sul é proveniente desta Indicação Geográfica.

Foto: Gilmar Gomes"

Fonte: Aprovale


Matilda Plains Cabernet/Shiraz 2009

Em uma degustação de syrah/shiraz que realizamos já faz algum tempo, tivemos a oportunidade de degustar o Selkirk Shiraz, da mesma vinícola, o qual nos agradou bastante naquela oportunidade. Infelizmente o mesmo não aconteceu em relação ao Matilda. Trata-se de um corte de Cabernet Sauvignon (64%), Shiraz (24%) e Merlot (12%), com passagem de 10 meses por barricas de carvalho. O nosso exemplar, quando degustado, apresentou cor rubi sem evolução. Nos aromas foi possível sentir frutas vermelhas frescas e notas herbáceas que lembravam grama cortada. Na boca tinha acidez presente, taninos com certa adstringência e, por incrível que pareça, um leve salgado! Nunca havíamos experimentado esta sensação antes. Ficamos curiosos e procuramos na internet avaliações sobre este mesmo vinho. Encontramos blogueiro que teve a mesma impressão, pelo menos não foi loucura nossa! Este vinho ainda precisa de algum tempo em garrafa, para com sorte, evoluir positivamente.
Classificação Vinho por 2: Regular
País: Austrália
Região: Langhorne Creek
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (64%), Shiraz (24%) e Merlot (12%),
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$ 60,00
Degustado em: 10 de outubro de 2010
Link: Bremerton

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vinho antialérgico foi patenteado pelos portugueses

Notícia bem interessante e de grande importância, que foi divulgada pela Revista de Vinhos de Portugal:

"Descoberta da Universidade de Aveiro permite a alérgicos ao anidrido sulfuroso beber vinho sem constrangimentos

Foi hoje anunciado pela Universidade de Aveiro que as pessoas alérgicas ao vinho vão passar a poder beber sem constrangimentos, com uma descoberta feita por uma equipa de investigação em que se dispensa o anidrido sulfuroso. O segredo do vinho 'antialérgico' é "a adição, durante a sua produção, de um polissacarídeo chamado quitosana que é extraído, por exemplo, das cascas dos caranguejos e dos camarões, podendo também ser extraído de fungos", explica Manuel António Coimbra, responsável pela equipa de investigação. O sulfuroso, que é adicionado nas várias etapas da vinificação para evitar a proliferação de microrganismos que degradam o vinho e as oxidações que o acastanham, é um composto químico que pode provocar reacções alérgicas nalgumas pessoas, que se vêm por isso impedidas de o consumir. O método descoberto pelos investigadores do Departamento de Química da Universidade de Aveiro, pode vir a revolucionar a indústria vinícola, pois permite produzir vinho sem recurso à adição de anidrido sulfuroso, mantendo as práticas enológicas comuns a todas as adegas. A equipa de investigação desenvolveu uma película à base de quitosana que, quando posta em contacto com os vinhos brancos, os preserva a nível microbiológico e mantém as suas características sensoriais, seja no sabor, seja no aroma, e que não causa reacções alérgicas, podendo assim o vinho ser consumido por toda a gente. As películas à base de quitosana foram desenvolvidas a pensar em todos os tipos de vinhos, mas principalmente nos brancos, que são os que mais anidrido sulfuroso levam durante a sua produção e a patente deste novo método já foi registada."

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Amalaya 2008

Fundada em 1831, a Bodega Colomé é uma das adegas mais antigas da Argentina. Os vinhedos da Colomé ficam localizados numa altitude aproximada de  2.300 até 3.111 metros de altura, na região alta dos Vales Calchaquis, que é considerada a área vitivinícola de maior altura no mundo. Amalaya quer dizer "Esperança" em Quichua, a língua oficial dos povos do altiplano andino, nome especialmente escolhido para o vinho. O curioso é que este vinho, que tem os seus atributos, sequer é mencionado no site da vinícola. A Concha y Toro faz isso com o Reservado, mas o Amalaya é outra história, ou melhor, outro nível de vinho. Inclusive chegamos a sentir alguma dificuldade para fazer a descrição aromática. Quando degustado foi possível sentir fruta madura, madeira bem integrada. Um vinho bastante aromático e difícil de descrever. Na boca o corpo era médio, com taninos macios, bom retrogosto e fácil de beber. Estilo mais leve. Sem dúvida diferente e agradável.
Classificação Vinho por 2: Bom+
País: Argentina 
Região: Salta 
Uva/Corte: Malbec (70%), Cabernet Sauv. (20%), Syrah (5%) e Tannat (5%)
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$ 41,00 na DLP
Degustado em: 23 de outubro de 2010

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009


Para nós este ainda continua sendo o melhor vinho branco brasileiro. Recentemente provamos o Salton Virtude e achamos que não bateu esse Chardonnay da Casa Valduga, principalmente pela falta de acidez. Ainda precisamos provar os brancos da Villa Francioni para dar o veredito final. O Casa Valduga Chardonnay passa por amadurecimento de 06 meses em barricas de carvalho romeno e, mesmo assim, consegue manter sua acidez, o que não é tão fácil para os vinhos brancos. Quando degustado apresentou cor amarelo com reflexos dourados. Nos aromas percebemos leve tostado com um cítrico ao fundo, baunilha e uma nota de mel. É possível notar que a madeira foi muito bem trabalhada neste vinho, de modo que não teve os seus aromas encobertos e nem perdeu sua acidez por conta do estágio em barrica. Na boca mostrou bom corpo e untosidade, assim como acidez bem integrada. 
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves 
Uva/Corte: Chadonnay
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: Aproximadamente R$ 50,00 na Empório Recife
Degustado em: 11 de setembro de 2010

domingo, 29 de janeiro de 2012

Alta Vista Atemporal Blend 2007

Como todos os vinhos da Alta Vista, esse também é uma compra segura e faz valer cada centavo. Tanto é assim que recebeu merecidos 90 pontos da Wine Spectator. Antes de ser engarrafado foi envelhecido em barricas de carvalho francês por 12 meses. Ele apresenta um estilo mais austero em relação aos vinhos da linha premium, merecendo mais tempo em garrafa antes de ser colocado em prova. O nosso exemplar, quando degustado apresentou cor rubi violáceo, muito escuro, sem qualquer sinal de evolução. Nos aromas foi possível sentir frutas escuras em compota, mescladas com frutas vermelhas maduras, nota doce e a madeira bem integrada. Na boca era encorpado, com taninos de qualidade, mas ainda adstringentes. É um vinho potente e concentrado, que merece algum tempo de guarda, pois tem estrutura para envelhecer.
Classificação Vinho por 2: Bom 
País: Argentina
Região: Mendoza
Uva/Corte: Malbec (43%), Cabernet (36%), Syrah (11%), Petit Verdot (10%).
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$ 55,00 na RM Express
Degustado em: 10 de setembro de 2010
Link: Alta Vista

sábado, 28 de janeiro de 2012

Vinhas vigiadas do espaço produzem melhores uvas

Vimos essa notícia bem interessante no portal de vinhos Maria João de Almeida (Portugal). Vale conferir:

"A ESA, agência espacial europeia, está a colocar satélites artificiais em prol de melhores colheitas de vinhos. O serviço Grapelook(olhar as uvas) usa medições de satélite para ajudar a decidir a quantidade de água da rega e os melhores momentos para irrigar as plantações de uva. O serviço usa tecnologia que combina dados de observação da Terra e medições no terreno. Os valores de humidade do solo são enviados em tempo real para um centro de processamento através de uma conexão por satélite. Os dados dos satélites mostram a quantidade de água libertada pelas plantas, a quantidade de biomassa que cresce e a eficiência na utilização da água. Processadas todas estas informações, os mapas são colocados online, à disposição dos vitivinicultores e responsáveis pela rega, através de um site do Google Maps. "

Foto: Divulgada pela NASA

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Herdade do Esporão Alicante Bouschet 2005

A foto ao lado mostra porque a Alicante Bouschet é considerada uma casta tintureira. O vinho apresentou uma grande quantidade de borra, mostrando toda sua consistência, muito embora não seja um vinho encorpado. Quando degustado apresentou cor rubi escuro com halo demonstrando sutil evolução. Nos aromas foi possível sentir frutas vermelhas, cedro e uma nota herbácea seca (chá). Na boca mostrou corpo mais para mediano, acidez marcante e retrogosto com leve herbáceo. Este exemplar ainda foi elaborado antes da Herdade do Esporão resolver colocar os seus "monocastas" em um segmento superior. Inclusive temos visto este 2005, sendo vendido pelo preço da nova linha, que somente foi lançada posteriormente. Pelos R$ 65,00 que pagamos vale cada centavo, mas os R$ 150,00 que andam cobrando não vale de modo algum. A Casa dos Frios resolveu queimar o estoque e está vendo por R$ 60,00. Imperdível!
Classificação Vinho por 2: Bom+ 
País: Portugal 
Região: Alentejo
Uva/Corte: Alicante Bouschet
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 65,00 (essa garrafa)
Degustado em: 10 de outubro de 2010

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pesquisa mostra que beber vinho afasta alguns tipos de homens em bares

Matéria interessante da revista Adega. O que vai ter de mulher bebendo vinho.... Confiram:

"Uma pesquisa cientifica sobre comportamento mostra que mulheres que bebem vinho socialmente em bares atraem menos homens indesejados. A pesquisa realizada pelo Centro Médico Cedars-Sinai queria testar a crença de que bebidas alcoólicas atraem maus elementos. Até o vinho tinto mais barato possui sofisticação o suficiente para afastar a maioria dos homens que frequentam bares" disse o Doutor Cliff Dunham, autor do estudo. "Porém quanto mais caro e mais difícil de pronunciar for o vinho, mais o cara irá perceber que aquela mulher está fora do alcance." Ao mesmo tempo o estudo notou que outras bebidas alcoólicas tem o efeito contrário em atrair certos tipos de homens. O estudo será publicado Journal of Unrefuted Gynocentric Studies ainda esse mês."

Fonte: Revista Adega

Felino Cabernet Sauvignon 2007

Ano passado visitamos a Vinã Cobos e tivemos a oportunidade de fazer a Malbec Experience, provando desde a linha Felino até a Marchiori. Além dos Malbec's, tivemos a chance de degustar um Cabernet Sauvignon da linha Bramare e constatmos que ele estava um degrau abaixo do Malbec da mesma linha. Com o Felino foi a mesma coisa. Apesar de todo o cuidado da Cobos com o seu Cabernet Sauvignon, que repousa por 08 meses em barris de carvalho, ele ficou atrás do Malbec. O nosso exemplar, quando degustado, apresentou cor rubi escuro. No nariz a madeira era evidente, juntamente com os aromas de frutas negras concentradas. Aromaticamente estava fechado, de modo que somente melhorou depois de uma passagem pelo decanter. Na boca se mostrou encorpado, com bons taninos, mas ainda guardando certa adstringência e algum amargor no fim. Mais tempo em garrafa vai fazer bem para estes taninos. Um vinho bom, mas caro. Nesta faixa de preço é possível encontrar vinhos melhores. Aliás, o preço é sempre o grande problema da Viña Cobos.
Classificação Vinho por 2: Bom
País: Argentina
Região: Luján de Cuyo/Mendoza
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,20 %
Preço: R$ 70,00
Degustado em: 06 de junho de 2010

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Riscal 1860 2007

Este vinho é produzido pela Marqués de Riscal, uma gigante espanhola do setor vitivinícola, que está presente em quase cem países e exporta 60% de toda sua produção. O projeto para produzir um vinho fora da denominação de Origem Rioja, gerou seus primeiros frutos em 1999, data da colheita deste Riscal. Apesar de rotulado como Tempranillo, como permitido pela legislação européia, já que possui 85% dessa cepa em sua composição, o Syrah e a Merlot compõem os 15% restantes do corte. Antes de ser engarrafado, o vinho que origina o Riscal 1860 passa por um repouso de 06 meses em barris de carvalho americano. Quando degustado apresentou cor rubi. Nos aromas foi possível sentir frutas vermelhas frescas, cerejas e madeira bem integrada. Na boca era de fácil degustação, corpo leve e persistência mediana, apesar de mostrar uma adstringência no fim que certamente vai melhorar com o tempo em garrafa. Melhor no nariz do que na boca.
Classificação Vinho por 2: Bom
País: Espanha
Região: Castilla y León
Uva/Corte: Tempranillo
Teor alcoólico: 13,00 %
Preço: R$ 18,00 - 1/2 garrafa -  Deve estar mais caro
Degustado em: 19 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vinícolas pagarão indenização por venda de vinhos falsificados

Não são apenas os chineses que estão falsificando os vinhos. Daqui a pouco a moda chega aqui no Brasil. Essa triste notícia foi divulgada no site da revista Adega, vale conferir:

"Depois do caso do falso Pinot Noir, as vinícolas Gallo e Costellation irão pagar dois milhões de dólares para um fundo de compensação, que será usado para indenizar consumidores prejudicados.

As vinícolas compraram, entre os meses de Janeiro de 2006 e Março 2008, cerca de 18,5 milhões de garrafas de falsos Pinot Noir de produtores franceses, e venderam as garrafas com nomes de vinhos conhecidos, como Red Bicyclette, Redwood Creek, Turning Leaf, Farallon, Rex Goliath, Talus e Woodbridge de Robert Modavi.

Ambas, Gallo e Constellation negam as acusações, e dizem ter sido vitimas de seus fornecedores franceses.

Eles têm a documentação dos fornecedores de que os vinhos eram Pinot Noir, quando de fato existia uma grande quantidade de Merlot e Syrah.

Por enquanto, somente três consumidores californianos processaram as vinícolas, acusando-as de "concorrência desleal e publicidade ilícita, envolvendo bebidas mal rotuladas."

O trio de queixosos poderá receber um máximo de 58 mil doláres a partir do fundo de compensação. Outros consumidores que compraram garrafas falsas terão seu dinheiro de volta, no então se não tiverem a nota da compra, só receberão 3,50 dólares."

Santa Cristina IGT 2006

O Santa Cristina foi originalmente criado em 1946 como um Chianti Clássico pelo pai de Piero Antinori, o Niccolò. No entanto, com o surgimento das leis da DOCG em 1984 - pensadas por Piero Antinori - as quais exigem um menor rendimento de uvas nas vinhas, a denominação Chianti Clássico se tornou tão complexa e rica que exigia mais envelhecimento do que este vinho frutado e fresco deve ter para manter seu estilo e caráter. Portanto, com a safra 1987 o Santa Cristina afastou-se da designação Chianti Clássico, e a partir de 1994 a família Antinori começou a incluir 10% de Merlot à mistura para deixá-lo macio e com nuances frutadas. Para os que gostam das pontuações, cabe mencionar que a safra 2006 recebeu 85 pontos da Wine Spectator. Quando degustada apresentou cor rubi, demonstrando alguma evolução no halo. No nariz foi possível notar ameixa seca e alguma fruta madura, tudo num estilo mais velho mundo. Na boca mostrou corpo mediano, acidez pronunciada, que ressaltava o seu caráter gastronônico. Uma opção interessante de vinho italiano, que cabe no bolso. É importante dizer que não suporta grande guarda, devendo ser consumido durante sua juventude. 
Classificação Vinho por 2: Bom (+) 
País: Itália
Região: Toscana
Uva/Corte: Sangiovese (90%) e Merlot (10%)
Teor alcoólico: 12,50 %
Preço: R$ 45,00
Degustado em: 14 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Herdade das Servas entre os 90 e 93 pontos na Wine Enthusiast

"São três os vinhos da Herdade das Servas – projecto da família Serrano Mira, uma das mais antigas na produção de vinho alentejano (em Estremoz) – que mereceram uma atenção especial pela revista norte-americana Wine Enthusiast no final de 2011, ao receberem notas acima dos 90 pontos. Falamos dos tintos, todos eles da colheita de 2008, ‘Herdade das Servas Reserva’, ‘Herdade das Servas Syrah/Touriga Nacional’ e ‘Herdade das Servas’. Noventa e três (93) foram os pontos atribuídos ao ‘Herdade das Servas Reserva tinto 2008’, considerado pela Wine Enthusiast como um vinho escuro, concentrado e encorpado, cujo estágio em madeira fez sobressair os taninos e a fruta (frutos pretos maduros com toque de especiarias exóticas). A atribuição de um selo de “Cellar Selection” fez-se também notar neste vinho. O ‘Herdade das Servas Syrah/Touriga Nacional tinto 2008’, lançado pela segunda vez na história deste produtor, obteve uma classificação de 92 pontos. A crítica é bastante positiva quanto à harmonia e complementaridade que surge da união das duas castas que dão corpo a este vinho. O resultado é um vinho seco com notas de frutas exóticas e sabor a violeta e ameixa. Ao ‘Herdade das Servas tinto 2008’, a publicação atribuiu uma nota de 90 pontos, destacando a presença de ameixa e amora, perfeitamente integradas com madeira e especiarias. Um vinho cujo “elevado” teor de álcool lhe confere riqueza e equilíbrio. Esta não é a primeira vez que a Wine Enthusiast prova e aprova os vinhos da Herdade das Servas. Nas luzes da ribalta esteve também o ‘Monte das Servas Escolha tinto 2008’, com 89 pontos e distinção de “Best Buy”." 
Por Joana Pratas

Crasto 2007

A Quinta do Crasto sempre é um porto seguro. Desde o vinho de entrada até os que estão no topo, como o Vinha Maria Tereza e o Vinha da Ponte, a qualidade é sempre uma preocupação. O vinho objeto deste post foi vinificado com castas tradicionais do Douro (Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional), sem passar por estágio em madeira. Prova desta grande qualidade é que a safra 2009 acabou de receber 90 pontos da Wine Spectator. A nossa garrafa, da safra 2007, quando degustada apresentou cor rubi violáceo sem evolução. Nos aromas foi possível sentir frutas vermelhas maduras e uma nota vegetal bem integrada. Na boca o corpo era mediano, taninos com alguma adstringência, que devem melhorar com o passar do tempo, assim como leve amargor no fim. Melhor nos aromas do que na boca, já que estava um pouco ácido. Recentemente provamos esta mesma safra, ou seja, um ano e meio depois, e pareceu muito equilibrado, tendo evoluído na boca. Talvez a primeira garrafa degustada estivesse fora do padrão.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: Portugal
Região: Douro
Uva/Corte: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional
Teor alcoólico: 13,50%
Preço: R$ 50,00 Aproximadamente
Degustado em: 07 de Agosto de 2010