sexta-feira, 23 de junho de 2017

Château Beau Soleil 2011

A margem direita se destacou na degustação de vinhos bordaleses e abocanhou as primeiras colocações. O Château Beau Soleil fica localizado na sub-região bordalesa do Pomerol, onde há predominância de Merlot e os vinhos são ricos e aveludados. A propriedade consiste em apenas 3,5 hectares de vinhas de Merlot, com 35 anos de idade, num terreno que é uma mistura de areia e cascalho fino, altamente ferruginoso, como é típico da denominação. O Château Beau Soleil faz divisa com o Château Nénin e o Château La Croix-du-Cassé. Quando degustado apresentou cor rubi intenso, com um sutil reflexo alaranjado. No nariz foi possível perceber fruta vermelha madura como cereja, folhas secas e a madeira bem integrada. Na boca mostrou bom corpo e uma sutil adstringência. Melhor nos aromas do que na boca. Certamente vai melhorar com o tempo em garrafa. Ficou em segundo lugar.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: França
Região: Pomerol
Uva/Corte:
Merlot
Teor alcoólico: (-)
Preço: (-) 30,00 Euros
Degustado em: 05 de novembro de 2015

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O retorno ao Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves/RS

Contando mais uma vez, com a participação do colaborador do blog, Serpa Jr, segue o primeiro de uma sequência de posts sobre o Vale dos Vinhedos e seus vinhos, assim como a famosa Winerun.



"Em recente viagem à região da Serra Gaúcha, estivemos em Bento Gonçalves/RS para participar da Corrida Winerun CAIXA de 21km, que poderia ser realizada no individual ou no revezamento de dupla, em meio aos parreirais do Vale dos Vinhedos, e pudemos unir o útil ao agradável, ao poder realizar experiências de enoturismo com o esporte em uma das regiões mais belas do sul do país.

Jantamos na primeira noite no Hotel & Spa do Vinho, Autograph Collection, que faz parte da rede Marriott International em parceria com a Miolo Wine Group. Ele foi criado no ano de 2007, e expandido em 2014, possui um estilo neocolonial e é o maior empreendimento hoteleiro da região, sem dúvida nenhuma um resort 5 estrelas de respeito, localizado estrategicamente ao redor do vinhedo do Lote 43, um dos vinhos premium da vinícola.

A noite foi agradabilíssima e o restaurante do referido Hotel impressionou pelo luxo e sofisticação nos detalhes de uma decoração de um Brasil Imperial, não por menos o restaurante se chama “Leopoldina”, nossa imperatriz em tempos de Dom Pedro I. 

A carta de vinhos do restaurante foi o que mais me chamou à atenção, são três cartas: uma do Vale dos Vinhedos; outra do restante do Brasil; e a terceira, do resto do Mundo. Segundo o sommelier possui a maior adega dentro de um hotel no Brasil, com capacidade para 40 mil garrafas e acervo de mais de 600 rótulos. Fiquei perplexo com a variedade e quantidade de vinhos (brancos, tintos e espumantes) já existentes no Brasil, isso é sinal retumbante do quanto se desenvolveu o setor vinícola no país nos últimos 20 (vinte) anos, não somente em relação à quantidade de vinícolas e rótulos, mas sobretudo de variedade de castas, cortes e regiões produtoras. É uma viagem alucinante pelo Brasil viticultor!!!

Provamos o vinho Maximo Boschi Biografia Merlot, safra 2007, por sugestão do próprio sommelier da casa, e apesar de no primeiro instante agradar pelos aromas evocados de fruta negra, ervas finas e baunilha, não nos agradou na boca, pois os taninos e a acidez não estavam se balanceando direito, o primeiro ainda muito maduro e acidez muito leve. Para harmonizar melhor, pedimos um suculento lombo de porco, que trouxe novos ares ao vinho, mas nada que não ultrapassasse o critério de bom vinho.

No dia seguinte, fomos na vinícola Almaúnica, fundada em 08/08/2008, pelos irmãos gêmeos Magda e Márcio Brandelli, filhos do proprietário da vinícola Don Laurindo, de mesmo nome localizada logo no início do trecho do Vale dos Vinhedos. Esse nome, segundo nossa guia no local, sugere a vinícola partiu da ideia de juntar numa mesma “alma”, vinhos únicos, sendo que ela é cercada por 3 hectares de vinhedos de cabernet sauvignon, merlot e chardonnay.

Sem dúvidas, a vinícola é uma das mais modernas e charmosas do Vale dos Vinhedos, pequena com características e produção de vinícola boutique, ela se especializou em uma casta inédita na região – a syrah.

Visitamos as instalações da vinícola e provamos toda a linha de espumantes e vinhos reserva, além do vinho Quatro Castas. O ícone da vinícola é o vinho ultra premium Almaúnica Syrah 8 anos, que tem passagem por barricas novas de carvalho americano, para elaborar 2.150 garrafas, com maturação de 24 meses. 

Sobre os espumantes, o Moscatel deles é menos doce em boca que os demais da região, especialmente aqueles produzidos em Garibaldi/PB, por isso menos enjoativo, já o Brut é bom em aromas típicos de borbulhantes como panificação, mas peca em boca com leve corpo, já o Nature é o inverso, souberam ajustar o sabor e o corpo, mas não impressiona muito em seus aromas. Nos brancos, é preciso ainda evoluir a vinícola, o Reserva Almaúnica Sauvignon Blanc 2014 era de ligeira acidez e o Super Premium Almaúnica Chardonnay 2014, amadeirado demais, mas tem fãs daqueles que gostam do estilo californiano de produzir essa casta.


Dos tintos (Reserva Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec e Syrah), de safras entre 2012 a 2014, os dois primeiros bem característicos das castas, mas sem muito corpo, o malbec era muito parecido com os dois primeiros, acho que por conta do terroir, possuía uma nota doce no aroma que não lembrava malbec, é preciso dizer que não se enxerga aqui nem malbecs argentinos e nem de Cahors, muito distinto, realmente às cegas não era possível afirmar se tratar da casta malbec, sendo de médio corpo e leve acidez. O vinho premium Quatro Castas também impressionou em boca, era o de mais corpo e maior persistência do painel.

A syrah sim, parece que o produtor acertou a mão e vem desenvolvendo seu vinho mais consistente e seu melhor trabalho, crendo que a vocação da vinícola seria para essa casta, o Reserva Almaúnica Syra 2014 possui aromas típicos de syrah, como pimentaa, especiados, carne, defumados, com médio corpo, e talvez a relação de melhor custo benefício produzido pela vinícola, pois eles cobram R$ 85,00 por este rótulo.

Conclusão: o visual modernista e charmoso da vinícola e de seu parreiral na entrada vale demais a visita, poucas na região são tão bonitas e sofisticadas, sendo que as instalações impressionam mais que seus vinhos, mas acredito que eles estão no caminho certo quanto à casta syrah, certamente acredito que colherão bons frutos com ela, digo isso em face da qualidade de seus syrahs no Vale dos Vinhedos, mas apostaria que ela seria ainda melhor produzida na região da Campanha Gaúcha.

Dando continuidade ao passeio, dirigimo-nos à Risoteria e Café Vallontano, já que essa vinícola, apesar de não ser uma das menores da região, não possui visitação ao público, apenas um curioso e delicado restaurante com poucas mesas provençais de frente para seus parreirais. Aqui, diga-se de passagem, o nome diz tudo, os risotos são de muito bons a excelentes, comemos um de filé mignon ao vinho do porto e outro de cordeiro e pesto de hortelã, harmonizados conforme a carta com os respectivos vinhos em taça: Reserva Tannat Vallontano e Reserva Cabernet Sauvignon Vallontano. Estamos aqui tratando de especialistas, e já sabíamos que os vinhos não decepcionariam, o Tannat deles é redondo e aromático, já o Cabernet sem arestas. 

Na volta, como ninguém é de ferro, e sempre num estilo diríamos “bausaquiano”, desvendamos a Biscoteria Itallini, dentro do mesmo Vale, aqui nós estamos falando de sentimentos, aromas e lembranças da infância que remontam o chá da tarde de nossas vovós, várias provas de biscoitinhos artesanais, com sabores exóticos como o de erva doce, vinho com passas de uva e manjericão, e outros que, realmente, merecem a degustação, como o de limão siciliano e o de capuccino.

De lá, fomos a uma fazendinha típica italiana de ovelhinhas e carneiros chamada Casa da Ovelha, produtora de artigos artesanais na região, lá se produz iogurtes, queijos, doces, molhos, e até cosméticos. Já estava na seguinte situação, se me oferecessem mais um vinho com queijo tipo pecorino toscano, só uma boa rede me salvaria, pois Orfeu tava vindo não só com os braços, mas com um porrete mesmo…!!! Aqui, quase tudo que eles produzem é de qualidade superior, o Queijo Pecorino Toscano Reserva Especial maturado 500 dias deles é dos deuses, fora os iogurtes sem lactose com frutas da região!!! Sem igual!!! Todos são de qualidade incontestável e merecem demais uma visita e degustação.

Nesse lugar além dos produtos acima, eles possuem passeios e visitas guiadas aos turistas, alguns especialmente voltados ao público infantil, e aqui aconteceu uma das primeiras e gratas surpresas dessa viagem, fomos levados a conhecer a arte da falcoaria, o que aves de rapina, como corujas, falcões e gaviões podem fazer pela humanidade. Essas pequenas aves, além de superar a expectativa na beleza e no tamanho (pequenas como minha querida esposa!!!), são agéis, destemidas e certeiras na caça de suas presas, por isso são utilizadas para inúmeros fins, desde o controle de pragas locais, como controle de aves em aeroportos nacionais e internacionais.

Interessante perceber que as iscas do adestramento dessas aves são carnes de codornas cruas. Existem outros passeios na fazenda, mais voltados para os infantes como já dissemos, como é o caso da amamentação de cabritos e show de um border colier no pastoreiro de ovelhas, o que inegavelmente irá agradar aos pequenos, coisa rara na região voltada ao enoturismo. Nessa pequena fazenda concluí uma coisa: “em terra de ovelha, eu não queria ser codorna.” Essa viagem estava apenas começando, mas uma coisa já se percebia, que o passeio iria ser de cunho hedonista e definitivamente não prosaico."

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Chapelle de Potensac 2011

Ele é o segundo vinho do Chateâu Potensac, cuja propriedade fica localizada em encostas de cascalho, argila e calcário. No Château as vinhas têm em média 35 anos, sendo que a Cabernet Sauvignon predomina com 60% das parcelas. Diferentemente do vinho principal, as uvas utilizadas no Chapelle são: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit Verdot. Antes de ser engarrafado ele passou por um amadurecimento de 12 meses em barris de carvalho. Quando degustado apresentou cor rubi escuro com reflexo violáceo. No nariz foi possível perceber frutas vermelhas como cereja madura e madeira muito bem integrada, mostrando notas de cedro e especiarias. Na boca tinha bom corpo, boa acidez e taninos macios. Mereceu o terceiro lugar na degustação de vinhos de Bordeaux. 
Classificação Vinho por 2: Bom
País: França
Região: Médoc
Uva/Corte:
Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit Verdot
Teor alcoólico: 13,0% 
Preço: R$ 170,00
Degustado em: 05 de novembro de 2015

terça-feira, 23 de maio de 2017

Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) abre curso para Sommelier Profissional no Recife

Estão abertas inscrições para o curso de Sommelier Profissional da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), no Recife, que começa no próximo mês de junho. Trata-se do mais completo e respeitado curso de formação de profissionais da área no país, inclusive com reconhecimento internacional.

Datas das aulas (teóricas com uso de multimídia e degustações de vinhos relacionados com o tema):

• Módulo I - 02 a 04/06
• Módulo II - 30/06 a 02/07
• Módulo III - 25 a 27/08
• Módulo IV - 29/09 a 01/10
• Módulo V - 27 a 29/10
• Módulo VI - 24 a 26/11
• Módulo VII - 08 a 10/12

Horários:

• Sextas: 18h30 às 22h30
• Sábados: 8h30 às 12h30 e 14h30 às 18h30
• Domingos: 8h30 às 12h30

Local:

• DeVry | FBV: R. Jean Emile Favre, 422 - Ipsep, Recife - PE

Público-alvo:

• Comerciantes de vinhos e colaboradores
• Chefs, proprietários, gerentes, maitres e garçons de bares/restaurantes
• Estudantes e profissionais de gastronomia
• Apreciadores em geral.

Corpo docente da ABS-SP - Associação Brasileira de Sommeliers com os reconhecidos professores:

• Arthur Azevedo
• Gianni Tartari
• José Luiz Borges
• Mário Telles Jr.

Certificação:

• Diploma de Sommelier Profissional emitido no final do curso pela ABS, reconhecido em todo Brasil, mediante aprovação do(a) aluno(a) em avaliação. 

Investimento:
• R$ 5.400,00* (sócios da ABS-PE)
• R$ 5.900,00* (não sócios)
Valor dividido em até 10 vezes sem juros nos cartões de crédito.

Inscrições e associação:

• Através do site www.abs-pe.com.br

Contato:
·         (81) 98262-2200 | contato@abs-pe.com.br

terça-feira, 16 de maio de 2017

Galvão Bueno visita ONG Gerando Falcões e inaugura curso na periferia da Zona Leste de São Paulo

Iniciativa vai formar moradores em Sommeliers, especialista em vinhos; um dos formandos vai trabalhar com Galvão Bueno na Bueno Wines

O sábado do dia 06/05 ficará gravado na memória de centenas de crianças, jovens e adultos de comunidades do extremo leste de São Paulo, atendidos pelos projetos do Gerando Falcões. O “craque” em narração esportiva Galvão Bueno visitou a organização social para conhecer as atividades e contribuir com os projetos da ONG ao inaugurar um curso de Sommelier para moradores da periferia.

O apresentador saiu de Londrina, no Paraná, diretamente para São Paulo, rumo à escola municipal José Antônio Bortolozzo, no bairro Cidade Kemel, em Poá, no extremo leste, onde são realizadas atividades do Gerando Falcões. Lá, ele conheceu centenas de crianças, visitou oficinas como de boxe, pintura, teatro, futsal e coral. Os alunos ficaram encantados com a presença de Galvão, que cumprimentou os estudantes e não hesitou em tirar “selfies” com todos que pediam.

“Nós sofremos uma crise de cidadania gigantesca no nosso país. Ser ético, honesto e descente com os outros é obrigação das pessoas, não é mérito. O que eu vejo aqui, no Gerando Falcões, é uma escola de formação do cidadão, que parte do exemplo de Edu (Eduardo Lyra, fundador do Gerando Falcões)”, disse Galvão, enquanto visitava a oficina de coral, onde ele se emocionou e soltou a voz com outras 150 crianças, ao cantar a música “Oh Chuva”, do compositor Luís Carlinhos. 

Inauguração na sede da ONG

Depois de se encantar com a escola, Galvão seguiu, junto com o fundador da organização social, Eduardo Lyra, para a sede da ONG, na Avenida Niterói, também no bairro Cidade Kemel. Alunos inscritos no curso de Sommelier, professores, moradores e funcionários recepcionaram o narrador esportivo.

Durante o evento, Galvão surpreendeu ao anunciar que dois dos formandos do curso já sairão com emprego garantido. "Um deles vai trabalhar comigo, na minha empresa, e outro num restaurante parceiro. O pequeno sucesso que tive, que Deus me permitiu ter, é minha obrigação retribuir”, afirmou, Galvão.

Lyra, que dedicou anos da adolescência jogando futebol, disse que a visita de Galvão à comunidade “foi muito melhor do que se eu fizesse um gol em final de Copa do Mundo”. “Ter o Galvão aqui, construindo um futuro conosco, é muito gratificante. Hoje é um dia especial para a comunidade, para a zona leste. O Galvão é um ‘cara’ preocupado com o ser humano”, disse Lyra, em discurso ao público presente.

Curso de Sommelier

O curso de Sommelier no Gerando Falcões, em parceria com a Bueno Wines, empresa de Galvão Bueno, começou no dia 08/05. A turma é de 12 alunos, entre homens e mulheres acima de 18 anos. As aulas serão ministradas todas as segundas-feiras, das 19h às 21h, na sede da organização social. A grade de ensino inclui: introdução da história de vinhos; vinificação e produção; serviços de vinho; principais países produtores e principais uvas; introdução de licores e destilados; e harmonização. Ao todo, serão 12 aulas, uma por semana (3 meses).

terça-feira, 9 de maio de 2017

Encontro de Vinhos chega pela primeira vez ao Recife

Um dos principais eventos de vinhos do Brasil, o Encontro de Vinhos, chega ao Recife pela primeira vez no próximo dia 20, em Boa Viagem. A iniciativa existe desde 2009 e já percorreu diversas cidades das regiões sudeste e sul do país. Na capital pernambucana, o encontro será realizado no Hotel Courtyard by Marriott, em Boa Viagem, das 14h às 22h, pretendendo atrair em peso os enófilos da cidade.

O evento oferece degustação de diversos rótulos nacionais e importados trazidos por expositores de São Paulo e também de distribuidores e importadores locais. Durante a feira haverá venda de rótulos a preços promocionais, música e comidinhas, num clima descontraído, mesclando diversão e aprendizado.

Um dos pontos altos do Encontro de Vinhos é o Top 5, onde uma série de rótulos da exposição na feira são avaliados por especialistas, que escolherão os cinco melhores entre eles. O resultado é divulgado durante o evento, dando a oportunidade de os visitantes poderem prová-los e tirarem suas próprias conclusões.

Entre alguns expositores já confirmados estão:

·         World Wine Importadora
·         Jobtotal Importadora
·         Cantu Importadora
·         Casa Perini
·         Familia Cassone
·         Eno Cultura
·         Importadora Trinacria
·         La Pastina
·         P&F Wineries
·         Licínio Dias Importação
·         Grupo RM | LVMH
·         Rio Sol

Novas marcas ainda deverão se juntar ao evento, proporcionando uma degustação de pelo menos 200 rótulos de diferentes nacionalidades. O encontro é voltado tanto para apreciadores da bebida, quanto profissionais do ramo.

Estão à frente da iniciativa os profissionais paulistas Beto Duarte e Daniel Perches, em parceria local com os sommeliers Fabiana Gonçalves e Helton Silva.

Os ingressos para o evento custam R$ 60 e já estão à venda no site: www.encontrodevinhos.com.br. Entradas limitadas.

SERVIÇO:
Encontro de Vinhos - Recife
Quando: 20 de maio de 2017 (sábado)
Horário: 14h às 22h
Onde: Hotel Courtyard by Marriott [Av. Eng. Domingos Ferreira, 4661 - Boa Viagem]
Ingressos: R$ 60, à venda no site www.encontrodevinhos.com.br

segunda-feira, 8 de maio de 2017

La Closerie de Camensac 2011

Trata-se do segundo vinho do Château Camensac, Cinquiémes Cru Classé de 1855, incluído entre as preciosidades do livro "1.000 Grandes Vinhos que não Custam uma Fortuna". No Château Camensac há 65 hectares de vinhas em solo de cascalho profundo, sendo compostas por Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%). São selecionadas para este segundo vinho uvas de videiras jovens e, ainda, aqueles lotes de vinho que não estejam dentro do espírito do primeiro vinho do Château. Quando degustado apresentou cor rubi. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como amoras e ameixas e alguma madeira. Os aromas eram menos intensos do que deveriam. Na boca tinha bom corpo, taninos ainda mostrando adstringência e uma persistência mediana. Ficou em quarto lugar.
Classificação Vinho por 2: Regular
País: França
Região: Haut-Médoc
Uva/Corte: Merlot e Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 13,5% 
Preço: R$ 150,00
Degustado em: 05 de novembro de 2015

terça-feira, 2 de maio de 2017

Médoc Resérve Spéciale - Domaines Barons de Rothchild 2010

De longe o vinho mais fraco da degustação. Ele é é elaborado em Bordeaux pelos proprietários do Château Lafite-Rothschild, fruto de uma assemblage de Cabernet Sauvignon e Merlot, dos quais 40% tem contato com madeira. Quando degustado apresentou cor rubi com reflexo atijolado, denotando evolução. No nariz mostrou notas terrosas e ervas secas - um herbáceo mais intenso que o desejado - além da fruta muito tímida e escondida. Na boca tinha bom corpo, boa acidez e taninos ásperos. Ficamos na dúvida se ele estava poderia estar com algum defeito ou se o vinho efetivamente não tem um bom padrão de qualidade. Levou merecidamente o quinto lugar em nossa degustação de vinhos bordaleses, já que ficou em quinto lugar para todos os confrades.
Classificação Vinho por 2: Ruim
País: França
Região: Médoc
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon e Merlot
Teor alcoólico: 13,5% 
Preço: R$ 200,00
Degustado em: 05 de novembro de 2015

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Miolo lança Gamay Nouveau 2017

Uma das vinícolas mais premiadas e criativas do Brasil, a Miolo se inspirou na arte contemporânea para lançar o Miolo Gamay Nouveau 2017! Elaborado na região da Campanha Meridional, no Rio Grande do Sul, o vinho marca o lançamento da safra deste ano, já que é o primeiro rótulo do mundo da colheita de 2017 a chegar ao mercado.

Para cada nova safra, um novo rótulo: este ano, traços fluidos e cores que remetem às uvas e aos vinhedos estampam a “etiqueta” do Miolo Gamay, que desde 2008 traz os mais diferentes estilos em seu rótulo, tornando as garrafas verdadeiros itens de colecionador. Já estamparam o vinho obras expressivas da arte brasileira como o ‘Abaporu’ de Tarsila do Amaral, trabalhos de Romero Britto, Ana Maldonado, do grafiteiro Speto e a pintura Still Life: Vase with Irises Against a Yellow Background, do consagrado Vincent Van Gogh.

O vinho segue o conceito francês ‘beaujolais nouveau’, que marca na França e em mais de 200 países a chegada da nova safra. Também de inspiração francesa é seu modo de elaboração através do processo de maceração carbônica, utilizado na região do Beaujolais, o que confere um sabor único e irresistível ao vinho.

“Fomos buscar na arte contemporânea as cores e formas para festejarmos o primeiro vinho da safra! Elaborado com as uvas da variedade Gamay, é excelente para harmonizar com peixes, carnes e queijos. Como é leve e fresco, também é perfeito para embalar um final de tarde entre amigos”, explica Adriano Miolo, superintendente do grupo.

O ideal é degustá-lo a uma temperatura máxima de 12°C, e deve ser consumido preferencialmente jovem, no mesmo ano da elaboração. Possui cor rubi de média intensidade com tons violáceos. Aromas de morango, goiaba e maçã caramelada são rapidamente percebidos. Equilibrado, é agradável e descompromissado.

O vinho poderá ser encontrado em lojas, restaurantes e supermercados de todo o Brasil e também no site da Miolo (loja.miolo.com.br).

terça-feira, 25 de abril de 2017

Degustação de vinhos Bordaleses pela Confraria Wine Friends

Em dezembro de 2015 a confraria Wine Friends realizou sua segunda degustação, que teve como tema um embate entre vinhos da margem direita e esquerda do Estuário do Gironde. Na margem esquerda a predominância é da Cabernet Sauvignon, enquanto na margem direita a Merlot é a principal uva. Como em todas as edições, a degustação foi às cegas, impedindo qualquer influência de rótulo ou preço na opinião dos confrades. Participaram da disputa: La Closerie de Camensac 2011, Château Haut Porret 2012, Médoc Réserve Spéciale - Domaines Barons de Rotchchild 2010, Château Beau Soleil 2011, Chapelle de Potensec 2011 e Château Prost 2010. O resultado final revelou um vinho bordalês que oferece muito para o preço que se pede. Uma super dica.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Primeira feira de vinhos do ano no Recife acontece em maio

A Casa dos Frios, em parceria com a escola Enoclass, vai abrir o calendário de eventos de vinhos em 2017 com uma novidade. Devido ao sucesso da primeira edição, realizada em novembro do ano passado, o Wine Day agora contará com dois dias. A feira acontecerá nas datas 04 e 05 de maio, ocupando a área da adega e o piso superior da Casa dos Frios das Graças, das 18h às 22h. Este ano, os ingressos serão limitados por dia, para garantir o maior conforto do público.

A segunda edição do Wine Day vai disponibilizar mais de 150 rótulos nacionais e internacionais para degustação. Na lista dos expositores estão a Licínio Dias (LD) Importação, Veloz Distribuidora, Berkmann Wine Cellars, PPS Importadora, Botticelli, Dal Pizzol, World Wine Importadora, Importadora Decanter, Lídio Carraro, Don Guerino, Zahil Importadora, Casa Valduga, Domno Importadora, Miolo, Rio Sol, além da própria Casa dos Frios, com seus rótulos de importação direta.

Além da degustação, os participantes também terão a oportunidade de comprar os vinhos demonstrados na feira por preços bem abaixo da tabela normal. Outra vantagem é que na compra de um ingresso para participar de um dia do Wine Day, que custa R$ 100, o cliente poderá reverter metade desse valor para a compra de vinhos no local. O evento ainda contempla mesas de frios, onde o público pode dar uma parada entre um gole e outro.

Entre alguns dos vinhos que poderão ser provados no Wine Day estão o Domaine de la Croix Sennaillet Macon-Devaye (França), Luis Duarte Rubrica Tinto (Portugal), Lucarelli Primitivo di Puglia (Itália), Lost Angel Cabernet Sauvignon (EUA), Vallado Douro Tinto (Portugal), Alto Las Hormigas Classico Malbec (Argentina), Paul Mas Carignan Vielles Vignes (França), Lidio Carraro Grande Vindima Merlot (Brasil), Don Guerino Reserva Tannat (Brasil), Château Kefraya Les Brechetes (Líbano), Valduga Raízes Cabernet Sauvignon (Brasil), Amalaya Malbec (Argentina), Vistalba Corte C (Argentina), Miolo Cuvée Giuseppe (Brasil) e Cabriz Reserva Tinto (Portuga

As entradas antecipadas estão sendo comercializadas apenas na Casa dos Frios (unidades Graças, Boa Viagem e RioMar Shopping). Não haverá reservas e os ingressos são limitados.

SERVIÇO:

WINE DAY
Quando:
 04 e 05 de maio de 2017
Horário: 18h às 22h
Onde: Casa dos Frios (Av. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife-PE)
Ingressos individuais antecipados: R$ 100 para cada dia da feira (dos quais R$ 50 podem ser revertidos em compras de vinhos no local). Vendas apenas na Casa dos Frios (Graças | Boa Viagem | RioMar). Nos dias do evento, o valor será de R$ 150.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Seghesio Old Vine Zinfandel 2011 - O grande campeão

E para fechar com chave de ouro, a última postagem sobre a degustação às cegas de californianos que participamos será sobre o grande campeão, o Seghesio Old Vine Zinfandel 2011. Ele é um blend de uvas oriundas dos vinhedos de Dry Creek e Alexander Valley. Para a Seghesio, uma vinha somente é considerada como velha a partir de 50 anos de idade e a idade média da videira utilizadas no "old vine" é de 70 anos de idade. Quando degustado cor rubi com reflexo atijolado. Nos aromas tinha certa semelhança com o Seghesio Sonoma County, só que com menos fruta e mais complexidade nos aromas. Foi possível perceber frutas vermelhas como groselha e cereja, de uma forma mais recatada, notas de cedro, pimenta do reino e toques minerais. A barrica foi muito bem trabalha e conferiu refinamento ao vinho. Na boca era encorpado e com taninos de veludo. A acidez estava viva e o retrogosto era longo persistente e agradável. Um vinhaço que mostra a Zinfandel em outro patamar. Merecidamente foi o campeão da disputa!
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Estados Unidos 
Região: Sonoma County
Uva/Corte: Zinfandel
Teor alcoólico: 14,8 % 
Preço: R$ 400,00
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Seghesio

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Seghesio Sonoma County Zinfandel 2012

A Seghesio é uma das maiores especialistas em Zinfandel dos Estados Unidos. Seus vinhos sempre são mencionados nos principais livros e manuais de vinhos, a exemplo da publicação "1001 vinhos para beber antes de morrer". O Seghesio Sonoma County Zinfandel já foi indicado por diversas vezes para compor a lista dos " Top da Wine Spectator". Muita qualidade, por um preço ainda "acessível". Esse era o vinhos mais barato da degustação, custando atualmente por volta de R$ 260,00, praticamente a metade da maioria dos concorrentes. Isso é o interessante de realizar degustações às cegas: Jamais ser sugestionado pelo rótulo ou preço do vinho. Quando degustado ele apresentou cor rubi de média intensidade. Nos aromas foi possível perceber cereja em calda, cedro, pimenta do reino e notas minerais. Na boca tinha bom corpo, taninos macios e redondos, tudo isso somado a uma persistência longa. Um vinhos completamente harmonioso e integrado, que merecidamente, ficou em segundo lugar em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País: Estados Unidos 
Região: Sonoma County
Uva/Corte: Zinfandel
Teor alcoólico: 14,8 % 
Preço: R$ 260,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Seghesio

quinta-feira, 30 de março de 2017

Hands of Time 2012

A Stag's Leap foi a vinícola vencedora do Julgamento de Paris em 1976, dentre os tintos, com seu mítico Cask 23. Essa credencial nos dá uma ideia da qualidade de seus vinhos. Como o orçamento estava curto para um Cask 23, que custa aproximadamente R$ 3.600,00 aqui no Brasil, fomos de Hands of Time. Trata-se de uma homenagem aos diversos enólogos que passaram pela Stag's Leap desde a década de 70 e contribuíram para o sucesso da vinícola. O vinho é um assemblage composta por Cabernet Sauvignon (57%) e Merlot (43%), que passa por um amadurecimento de 15 meses em carvalho francês neutro, sendo 5% de carvalho novo segundo informações da vinícola. Quando degustado apresentou cor rubi com leve reflexo violáceo de média intensidade. No nariz foi possível perceber aromas de frutas vermelhas e negras em compota como groselha e amoras, bombom de chocolate recheado com licor de cereja, pimenta do reino e baunilha. Na boca mostrou bom corpo, taninos macios e ótima acidez. Foi muito bem na degustação e levou o terceiro lugar
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Napa Valley
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (57%) e Merlot (43%)
Teor alcoólico: 14,5 % 
Preço: R$ 500,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Stag's Leap

domingo, 26 de março de 2017

Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011

Paul Hobbs é um dos enólogos mais famosos do planeta, conhecido não apenas por seus vinhos californianos, mas por diversos projetos e consultorias prestadas ao redor do mundo como na Argentina (Viña Cobos, Pulenta, Riglos e El Povenir), Chile (Pérez Cruz), França (Crocus), Uruguai (Familia Deicas), dentre outros lugares. Imaginem que ele (americano) foi convidado por franceses para elevar a qualidade dos vinhos feitos com a Malbec na sua região berço, Cahors, no Sudoeste da França. Um feito incrível. O Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011 foi produzido com uvas colhidas à noite, fermentado através da ação de leveduras indígenas e amadurecido por 11 meses em barris de carvalho francês novo (43%). Quando degustado, apresentou cor rubi intenso sutilmente atijolado. No nariz percebemos em grande intensidade licor de cereja, notas florais e barrica muito bem trabalhada, agregando toques de especiarias. Na boca tinha corpo médio (+), boa acidez e persistência. Um Pinot Noir que não nega suas origens, esbanjando fruta e intensidade. Quarto lugar para esse Pinot Noir em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Russian River Valley 
Uva/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 14,2 % 
Preço: R$ 475,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Paul Hobbs