sexta-feira, 15 de setembro de 2017

One Bottle of Red 2015

Em tempos de vinhos caros, um bom custo x benefício cai muito bem. O One Bottle of Red é um vinho que cai bem naqueles dias despretensiosos e certamente vai agradar bastante a quem está começando no mundo do vinhos, justamente por ser fácil de beber e sem arestas. Não passa por madeira e mostra todo o frescor da fruta. Cor rubi com reflexo violáceo de média intensidade. Frutas vermelhas em compota, com destaque para framboesa, além de notas herbáceas lembrando pimentão. Na boca taninos macios, acidez média (+), taninos médios. Muito redondo na boca e com uma nota adocicada no retrogosto. Um vinho de bom custo x benefício.
Classificação Vinho por 2:Bom e Custo x Benefício
País: Chile
Região: Vinhedos Chilenos
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (87,5%) e Merlot (12,5%)
Teor alcoólico: 14,00% 
Preço: R$ 41,40 no site da Winebrands
Degustado em: 15 de setembro de 2017 
Link:One Bottle of Red 2015

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Continuando o tour pela Serra Gaúcha III - Lídio Carraro Vinícola Boutique, Casa Valduga e Miolo Wine Garden


Prosseguindo nas experiências enoturísticas de nossa última viagem a Bento Gonçalves, iniciamos o dia com uma visita a vinícola Lídio Carraro que fica ao lado da gigante Miolo.

Fomos amavelmente recebidos pela proprietária a senhora Isabel Carraro, esposa de Lídio, descendentes da família italiana da região de Trento, que nos informou sobre a filosofia dos produtos da casa, em particular de que todos os vinhos produzidos pela vinícola boutique não estagiam em barricas de carvalho, pois almejam que o vinho transpareça uma expressão verdadeira e genuína do terroir e de sua uva.

Explicou ainda que duas são as propriedades da família uma na própria sede da vinícola no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves e o resto dos vinhedos estão localizados no Município da Encruzilhada do Sul/RS. Eles produzem diversas linhas de vinho, a de entrada é chamada de Faces, que foi utilizada como símbolo da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas do Rio de 2016, mas ainda dispõe das linhas Agnus, Dádivas, Coletânea, Elos, Singular e, por fim, a linha Grande Vindima.

Dos que provamos, o único vinho que mereceu realmente destaque foi o Merlot Grande Vindima 2012, no aroma exalava intensa fruta negra e notas balsâmicas; no palato, médio corpo e boa persistência. Diria que se trata de um merlot puro sangue!!! 

Conclusão, acredito que a filosofia da vinícola é interessante, diria bastante ousada também, é preciso acreditar demais no terroir e nas respectivas safras (clima propício) e no manejo das uvas, a de 2016 foi complicada por exemplo, houve quebra de safra por razões climáticas duras. Utilizar menos leveduras orgânicas/químicas e privar seus vinhos de barricas pode ser que essas intervenções em anos difíceis ajudariam demais a correção de vinhos e a manutenção de certa qualidade dos mesmos, apenas realizando aqui uma ponderação na minha humilde opinião. Sendo assim, acho interessante que fossem elaborados talvez menos rótulos e castas (sabemos que tem uma questão de mercado e marketing da própria vinícola), e mais concentração na qualidade individual de cada um dos vinhos produzidos, quem sabe focar mais na emblemática tannat da região da Encruzilhada do Sul. 

De lá partimos para o restaurante Maria Valduga, dentro da vinícola Casa Valduga, empreendimento majestoso, quarta maior vinícola do país e um grupo empresarial que é formado por duas vinícolas de espumantes (Domno e Casa Valduga), uma Delicatessen conhecida nacionalmente a Casa Madeira, uma Cervejaria Leopoldina, além de projetos, como a Pousada e um parque local para os moradores e funcionários da região.

Vale demais a visita nesse restaurante que possui paredes de pedra e decoração rústica com detalhes modernos como a adega ao fundo, o almoço é um rodízio típico italiano, galeto, costela de porco e muita massa de qualidade. Brindamos com um Casa Valduga Arte Tradicional e partimos para a visita técnica da vinícola. Provamos durante a visita o Origem, um Cabernet Sauvignon de entrada honesto e sem barrica, além do Leopoldina Merlot, mais consistente e de uma linha acima. Mas o que é mais marcante de toda a visita é conhecer a cave de espumantes, a maior do Brasil com capacidade de estocagem de 300 (trezentas mil) de garrafas. Impressionante o tamanho dessa cave, eles até agora não conseguiram sequer chegar na metade em bons anos de produção para se ter uma idéia de sua dimensão. O passeio passa também pela frente deum parreiral da vinícola e o guia explica para os não iniciados todo o processo de produção e fermentação dos espumantes da Casa Valduga. Conclui na loja de varejo com toda a linha de espumantes da vinícola, interessante notar ainda a produção de duas linhas do mais famoso espumante da Casa o 130, que agora agregaram o Blanc de Blancs e Blanc de Noir. É possível ainda adquirir o top tinto da casa o Luiz Valduga, talvez o rótulo de vinho mais bonito nacional que já pude ver, o trabalho exterior do rótulo é arte pura, é preciso saber um dia se o conteúdo também...!!! 

Vamos fazer um parentese aqui e falar um pouco da Miolo Wine Garden que visitamos no dia anterior no final da tarde. Esse passeio obrigatório no Vale dos Vinhedos, este é um projeto especial desenvolvido pela área de enoturismo da Miolo Group para atendimento de turistas em família e casais, trata de food truck no meio da propriedade da Miolo cercado de parreirais em que a empresa preparou tendas e estrutura de picnic chique com serviço de slow food e carta própria de vinhos. A decoração é de tirar o fôlego, principalmente, porque lembra um jardim estiloso e cercado por videiras, aberto somente em finais de semana e feriados, a dica é ir no fim da tarde e aproveitar o pôr-do-sol.

A comida também é um dos pontos fortes, pois serve pequenos pratos para petiscar realmente, desde empanadas até pizzas de queijo briê com cogumelos, tudo bem feito e harmonizado com venda taças unitárias de seus melhores vinhos.Não desistimos ainda de investir nesse dia, que terminou de forma especial, por esse motivo dedicaremos um post específico para ele, que foi a visitação a vinícola a Cave Geisse, mas isso é outra estória...