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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Pisano: Personalidade e qualidade em vinhos uruguaios

No final do ano passado (2016) tivemos o prazer de participar de uma degustação promovida pela Mistral aqui no Recife, no restaurante Coco Bambu. Vale lembrar que no começo do mesmo ano vistamos os Pisano lá no Uruguai e todos os detalhes foram comentados aqui no blog (link). Dessa vez, aqui no Recife, a vinícola foi representada pelo Gerente de Exportação Nikolás Kozic (foto ao lado), que conduziu com maestria a apresentação dos vinhos da bodega. Mais uma vez ficamos certos de que falar dos Pisano é falar em muita personalidade e qualidade em seus vinhos.

Provamos um branco, um rosé e três tintos feitos com a Tannat, a uva emblemática do Uruguai. A degustação foi muito bem pensada, sendo possível perceber, em relação aos tintos, que nas três gamas apresentadas a qualidade é sempre alta, aumentando apenas a intensidade e complexidade de cada exemplar.

O primeiro vinho degustado foi o Cisplatino Torrontés 2015 que apresentou cor amarelo esverdeado. No nariz foi possível perceber notas florais, típicas da castas, além de aromas cítricos. Não é enjoativo como a maioria dos exemplares argentinos. Na boca o corpo era mediano, com boa acidez e persistência. Custa por volta de R$ 66,00 (toda linha Cisplatino) no site da importadora. (Bom)

Na sequência provamos o Cisplatino Rosé 2015, feito com a uva Cabernet Franc. Um rosé que mostrou um pegada mais intensa do que o habitual. No visual a cor era um rosado de alta intensidade. No nariz percebemos frutas vermelhas como morango e framboesa, além de um toque lácteo, muito embora ele não passe pela conversão malolática. Na boca mostrou certa estrutura, sendo mais firme do que a maioria dos rosés. Tinha boa acidez, corpo médio (+) e bom retrogosto. (Bom)

O primeiro tinto degustado foi o Cisplatino Tannat 2013. Cabe destacar que a linha Cisplatino é de exportação exclusiva para o Brasil. "A escolha do nome se deu porque quando o Uruguai estava lutando pela independência e fazia parte do Brasil era chamado pelos brasileiros de Cisplatina", segundo Nikolás Kozic. O Cisplatino Tannat mostrou cor rubi de média (-) intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas vermelhas como cereja, além da madeira, de forma muito sutil, em razão do estágio de parte do vinhos em barricas de carvalho usadas por três ou quatro meses. Na boca mostrou corpo médio, acidez alta e taninos presentes, mas de qualidade. (Bom).

Depois, partimos para o Rio de los Pájaros Tannat 2013, que passa por um amadurecimento de seis meses em barricas francesas de segundo uso. No visual a cor era rubi de média intensidade. No nariz foi possível notar frutas escuras como amoras, além de café e cedro. Na boca mostrou corpo médio (+), acidez alta e taninos de qualidade, mas que ainda ficarão mais macios com o tempo. Bom (+). No site da Mistral está por volta de R$ 83,00.

Por fim, para fechar com chave de ouro, provamos o RPF Tannat 2011 (safra histórica no Uruguai), vinho pelo qual somos apaixonados. Na taça ele mostrou cor rubi de alta intensidade. No nariz surgiram aromas de frutas negras (amoras) e vermelhas (cereja), defumado, couro e a barrica mostrando-se bem integrada, agregando notas de noz moscada e cedro. Na boca era encorpado com taninos de qualidade e muito nervo. Sem dúvida uma vinho com aptidão gastronômica. É para acompanhar um belo churrasco (link). (Muito Bom). No site da importadora está custando R$ 125,97 e faz valer cada centavo.

No final da degustação restou ratificada a impressão que tivemos no Uruguai: Los Pisano son los Pisano!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nicolás Catena Zapata 2005

No cômputo geral o Nicolás Catena Zapata 2005 ficou em segundo lugar, mas para nós ele merecia o primeiríssimo lugar. Trata-se de um vinho cuja marca principal é o equilíbrio. É complexo nos aromas, sem abusar da exuberância aromática e, na boca, consegue ser potente e ao mesmo tempo macio. Por isso, não há palavra melhor para resumi-lo, que não seja equilíbrio. Interessante como um vinho deste nível é excepcional desde jovem. Já havíamos degustado a safra 2007 (link) em nossa viagem para Mendoza e mesmo com toda juventude ele se saiu muito bem. O Nicolás Catena Zapata 2005 é composto de 78% Cabernet Sauvignon e 22% Malbec. O Cabernet Sauvignon vem dos vinhedos: La Piramide, Domingo e Adrianna. Enquanto o Malbec vem dos vinhedos: Adrianna e Nicasia. Ele amadureceu por 24 meses em barris novos de carvalho francês antes de ser engarrafado. Quando degustado apresentou cor rubi profundo com reflexos violáceos. No nariz foi possível sentir frutas escuras em compota, madeira muito bem integrada, noz moscada e uma nota mineral. Na boca mostrou-se encorpado, porém macio. Ainda tinha uma sutil adstringência no fim de boca. Sem dúvida vai evoluir em garrafa, embora esteja num bom ponto para degustação.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Argentina
Região: Mendoza
Uva/Corte: 78% Cabernet Sauvignon e 22% Malbec.
Teor alcoólico: 14,60%
Preço: R$ 337,00
Degustado em: 12 de novembro de 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pisano Axis Mundi 2002

Fim de ano é sempre uma loucura. Começamos a falar sobre a nossa degustação dos melhores e ainda não conseguimos terminar! Além de outros temas que interromperam nossas postagens, no meio do percurso ainda tivemos alguns percalços como uma mão quebrada e uma gripe de deixar uma semana em cima de cama. Passados estes obstáculos, vamos retomar as postagens daquela degustação. Empatado em terceiro lugar com o Cortes de Cima, ficou o Pisano Axis Mundi 2002. Sem dúvida um grande exemplo do nível em que o Uruguai elevou a casta Tannat. Tanto é assim que ele recebeu nota 18,5/20 da famosa Jacins Robson. Sem dúvida ele tem toda tipicidade da Tannat, mostrando alguma rusticidade, mas com uma elegância aliada. Quando degustado apresentou cor rubi muito profundo, o mais escuro de todos os degustados, com sutil reflexo atijolado. No nariz mostrou um estilo mais austero, com notas de cedro, couro, frutas escuras e fumo. Na boca era denso e sólido. Os taninos estavam presentes com alguma adstringência, mas sem dúvida alguma eram de grande qualidade. Apesar de seus 09 anos de idade, ainda tem espaço para evoluir em garrafa pelos próximos 05 anos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 15,00 %
Preço: R$ 235,00 na Mistral
Degustado em: 12 de novembro de 2011
Link: Pisano

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cortes de Cima Reserva 2004

Dessa vez o Cortes de Cima Reserva não teve a mesma sorte da primeira degustação. O detalhe é que nesta prova o nível era bem mais alto e a safra degustada era outra. Na primeira disputa que o colocamos, o rótulo era da colheita 2003, desta feita era do ano de 2004. No cômputo geral ficou empatado com o Pisano Axis Mundi 2002, dividindo o terceiro lugar. São vinhos bem diferentes, mas cada um com suas qualidades. Quando degustado o Cortes de Cima 2004 apresentou cor rubi atijolado. No nariz foi possível sentir frutas vermelhas maduras, fumo, chá , cânfora e notas defumadas. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos aveludados e alguma acidez. Ainda tem mais algum tempo pela frente, embora pareça estar no seu ápice. Quem tiver uma garrafa não exite em abrí-la. Esta mesma safra está sendo vendida na RM Express por R$ 192,00, podendo ser considerada uma barganha, já que seu preço médio no Brasil é de R$ 250,00 e em Portugal custa 60,00€.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Portugal
Região: Alentejo
Uva/Corte: 52% Aragonês, 24% Touriga Nacional, 14% Syrah e 10% Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 192,00
Degustado em: 12 de novembro de 2011
Link: Cortes de Cima

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004

Dando seguimento às postagens da nossa 10ª degustação oficial, vamos falar do Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004, que ficou na contagem geral com o quinto lugar, mas em nossa opinião poderia ter ficado pelo menos um posto acima. Por coincidência, pouco tempo depois, tivemos o prazer de conhecer Álvaro Castro, o que será objeto de outro post. Para os que gostam das pontuações atribuídas pela crítica especializada, cade mencionar que João Paulo Martins atribuiu nota 17,5 a este vinho e Jancis Robinson chegou a apontá-lo como o melhor tinto da região do Dão. Ele é produzido com as uvas do Carrocel, no anos em que o topo de gama não é feito. Quando degustado apresentou cor rubi com reflexo atijolado. Apesar dos sete anos de idade ainda estava bastante exuberante no nariz, mostrando aromas florais (violeta) bem característicos da cepa, frutas vermelhas em compota e madeira bem integrada. Na boca mostrou bom corpo e acidez, mostrando que ainda tem muito chão pela frente. Ainda bem que temos uma garrafa guardada na adega!
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Portugal
Região: Dão
Uva/Corte: Touriga Nacional
Teor alcoólico: 13,00%
Preço: R$ 230,00
Degustado em: 12 de novembro de 2011
Link: Quinta da Pellada

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Gaja Sperss 1997

Este Gaja foi o vinho que causou certa decepção durante a prova, mas que merece a prerrogativa da dúvida em razão da rolha ter mostrado algum vazamento. Não nos pareceu estragado, mas com o envelhecimento bastante acelerado para este tipo de vinho que é de grande guarda. Como o site do produtor não estava disponível para acesso, apenas conseguimos consultar informações complementares no site de seu importador no Brasil (Mistral), onde consta que ele é: "Um dos grandes e famosos "Nebbiolos de vinhedo" de Angelo Gaja, o fabuloso Sperss é simplesmente um dos melhores vinhos da Itália e uma das maiores expressões desta fantástica casta piemontesa. As vinhas estão plantadas nas melhores encostas de Serralunga d'Alba, região de Barolo, dando origem a um tinto potente e encorpado, com grande complexidade e a incrível elegância que é a marca registrada de Angelo Gaja." Quando degustado, apresentou cor rubi atijolado, mostrando ser o mais evoluído daqueles que estavam em prova. No nariz foi possível sentir frutas secas, notas terrosas, madeira presente e bem integrada, nota floral ao fundo e alguma nota química. Na boca corpo médio, mais leve que os demais participantes, com acidez presente.
Classificação Vinho por 2: Bom
País: Itália
Região: Piemonte
Uva/Corte: 94% Nebbiolo e 06% Barbera
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 1.000,00 (safra 2005 na Mistral)
Degustado em: 12 de novembro de 2011
Link: (---)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Kanonkop Cabernet Sauvignon 2007

Como de costume, vamos começar a falar sobre os vinhos da nossa 10ª degustação oficial, partindo do último lugar, até o nosso campeão. De forma unânime, o último colocado foi o Kanonkop Cabernet Sauvignon 2007, que foi atrapalhado pelo seu excessivo aroma de pimentão. Temos certeza que se ele tivesse sido oferido às cegas e em outro contexto, diríamos que era um vinho chileno. A safra do Kanonkop que chegou a vencer duas das degustações que realizamos anteriormente foi a 2005, que nos apreceu bem menos herbácea que a safra 2007. Outro ponto a ser considerado é que nesta prova o nível dos competidores foi muito mais alto.  Em uma degustação deste nível, o maior problema é que um bom vinho vai parecer regular, quando comparado com outros rótulos de qualidade excepcional. Quando degustado ele apresentou cor rubi violáceo profundo. Nos aromas foi possível sentir uma forte nota herbácea (pimentão), madeira bem integrada e ao fundo geléia de cassis. Na boca mostrou-se encorpado, com taninos de qualidade, mas com um forte herbáceo no retrogosto. Desta vez vai levar bom (-). Quem não se incomodar com aromas herbáceos não vai ter problemas com este vinho. 
Classificação Vinho por 2: Bom (-)
País: África do Sul
Região: Stellenbosh
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$129,96 na Mistral
Degustado em: 12 de novembro de 2011
Link: Kanonkop

domingo, 18 de setembro de 2011

Prévia da Degustação Oficial - Don Melchor 1999, Alion 2001, Herdade dos Grous 2005 e Dominus 2007

Depois de muito tempo sem provar bons vinhos com os amigos que sempre estão conosco nas degustações temáticas, a ansiedade estava grande. Então nada melhor que uma prévia para aquecer as turbinas, ou melhor, o fígado. Tudo girou em torno da abertura do Don Melchor 1999, que já repousava há um certo tempo na adega do confrade George. Ele ficou preocupado depois que comentei sobre a decepção que sofri com o Barbaresco Bersano 1999, muito embora o Don Melchor tenha uma estrutura que, em tese, permite uma logevidade muito maior. O fato é que tudo se torna uma boa desculpa para provar um bom vinho e ontem não foi diferente. Até os amigos Serpa e Luciana nos deram o prazer da companhia depois de quatro ou cinco meses longe das provas. Aos poucos vamos postar nossas impressões, mas de logo podemos adiantar que foi uma noite de grande vinhos e grandes amigos.

domingo, 5 de junho de 2011

Pulenta Estate Malbec 2008 - O Campeão

Mais uma vez a Pulenta mostrou destaque na produção de malbecs de qualidade, sendo este varietal o que teve melhor desempenho na degustação de varietais da linha Estate. Para os que gostam das pontuações este vinho recebeu 87 pontos de Patrício Tapia na safra 2007, que com muita propriedade ponderou que: "A grande virtude deste malbec é se manter fiel ao estilo da casa, redondo gentil e vivaz; pronto para ser desfrutado." Perfeita a definiçao do estilo de vinhos produzidos pela Pulenta Estate. Foi fácil perceber que se travava de um malbec já que sua cor era diferente, saíndo do rubi apresentado pelos outros varietais, para o púrpura ou violáceo. É um vinho muito bem feito, mas que pelo preço que é comercializado no Brasil encontra forte concorrência em sua a faixa, ou mesmo abaixo dela, como o Alta Vista Terroir Selection que custa aproximadamente R$ 20,00 a menos, sendo um vinho tão bom ou melhor. Na degustação mostrou  cor púrpura ou violácea. Os aromas eram de frutas escuras, com madeira bem integrada e uma nota doce bem característica dos malbecs. Mostrou um certo abaunilhado. Na boca apresentou bom corpo, taninos macios, boa persistência, algum herbáceo no retrogosto e certa acidez. A Pulenta Estate foi uma grande descoberta para nós
 Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Argentina
Região: Mendoza - Alto Agrelo
Uva/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$ 76,00 (Grand Cru ou Wine.com) 
Degustado em: 14 de maio de 2011
Link: Pulenta Estate

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pulenta Estate Pinot Noir 2008


O segundo lugar foi uma surpresa geral, já que a cepa Pinot Noir é bastante difícil de cultivar, produzindo bons vinhos com mais facilidade em sua terra natal a Borgonha. Em regra, seria mais fácil nos agradar com os Cabernets e Merlots do que com os Pinots produzidos na América do Sul. Não foi o que aconteceu naquela noite. As regiões mais frias como os vales Chilenos de Casablanca e San Antonio no Chile, assim como Patagônia e Alto Valle de Uco, são as que produzem os melhores resultados. Este Pinot Noir curiosamente não é produzido em nenhumas das duas últimas regiões mencionadas, mas agradou bastante. Outro fato que chamou nossa atenção foi o excelente trabalho realizado no amadurecimento em barris de carvalho. A madeira estava muito bem integrada, ele não parecia ter repousado por 12 meses em barris de carvalho francês. Agregou complexidade, ao invés de mascarar os aromas do vinho. Naquela noite mostrou cor rubi claro. Nos aromas eram evidentes as frutas vermelhas e as notas de madeiras que estavam muito bem integradas. Na boca, que era o seu ponto mais fraco, mostrou-se nitidamente mais leve que os demais e apesar do pocuo corpo, alguma adstringência. A persistência poderia ser melhor.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: Argentina
Região: Mendoza - Tupungato
Uva/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$ 82,45 (Wine.com) 
Degustado em: 14 de maio de 2011

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pulenta Estate Merlot 2007

Em terceiro lugar ficou o Pulenta Estate Merlot 2007 que mostrou uma linha até certo ponto parecida com o Pulenta Estate Cabernet Sauvignon, mas tudo em um  conjunto mais harmônico. Os aromas tinham um boa complexidade mas uma menor intensidade. O mesmo aconteceu na boca que era mais leve e macia. Neste ponto de evolução não há dúvidas de que está mais pronto que o Cabernet Sauvignon da mesma linha. Em contrapartida, ficou demonstrado que sua sobrevida será muito menor. Durante a degustação mostrou cor rubi escuro com sutil reflexo atijolado, nitidamente mais evoluído que todos os outros vinhos que estavam em prova. No nariz mostrou a madeira mais presente de todos os varietais degustados. Foi possível sentir futas vermelhas maduras, notas herbáceas e de cânfora. Na boca tinha um bom corpo, que era mais leve que o do Cabernet Sauvignon degustado. Está no ponto, quem tiver um garrafa na adega não deve pensar duas vezes em abri-la! 
Classificação Vinho por 2: Bom
País: Argentina
Região: Mendoza - Alto Agrelo
Uva/Corte: Merlot
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$ 76,00 (Grand Cru ou Wine.com) 
Degustado em: 14 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pulenta Estate Cabernet Sauvignon 2007

Todos os vinhos da linha Pulenta Estate que degustamos mostraram bastante qualidade. E a expetativa realmente era esta, pois começamos a conhecer esta vinícola pelo seu topo, através do Pulenta Gran Malbec 2007, que é um excelente vinho, tendo sido a nossa surpresa do ano passado. Também contribuiu para uma grande expectativa, que de maneira geral foi correspondida, a faixa de preço dos vinhos que gira em torno de R$ 80,00.  O vinho que menos agradou foi o Pulenta Estate Cabernet Sauvignon, que ainda está com algumas arestas por aparar. As vinhas que dão origem a este vinho tem 16 anos de idade e ele repousou por 12 meses em barris de carvalho francês.  Na noite da degustação ele apresentou cor rubi escuro e halo com alguma evolução. No nariz mostrou bastante tipicidade com notas herbáceas lembrando pimentão e cassis acompanhado de um nota doce. Na boca mostrou mais corpo que os demais, boa persistência e certa adstringência.  É um vinho bem feito, mas que ainda vai amaciar com o tempo em garrafa.
Classificação Vinho por 2: Bom
País: Argentina
Região: Mendoza - Alto Agrelo
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 76,00 (Grand Cru ou Wine.com) 
Degustado em: 14 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Degustação Varietais Pulenta Estate

Em mais uma degustação temática realizada às cegas, tivemos a oportunidade de degustar os varietais tintos da Pulenta Estate. Dessa vez a reunião foi realizada na casa dos amigos Lícia e George, que diga-se de passagem, organizaram muito bem o encontro que contou até mesmo com cupcakes temáticos (tinham um cacho de uva para ornamentar). Desta prova os amigos Serpa Jr. e Luciana, infelizmente, não puderam participar, pois estavam viajando. Na próxima a presença deles é garantida. A degustação foi bem interessante e didática, pois os vinhos realmente expressavam a tipicidade da casta com a qual foram produzidos. Por esse motivo, essa foi primeira vez em que todos os participantes conseguiram identificar corretamente quais eram as cepas que estavam sendo degustadas. Para abrir os serviços, nada melhor que um Cave Geisse Brut 2007, que é considerados por muitos o melhor espumante do Brasil. De fato, se não for o melhor, está entre os melhores. Terminamos por não tomar nota desse ótimo espumante, já que o foco eram os vinhos que estavam em prova. Uma excelente desculpa para comprar outra garrafa. Nos próximos posts vamos divulgar o resultado, começando pelo vinho que menos agradou, até chegar no campeão da noite.

domingo, 20 de março de 2011

Muga Reserva Selección Especial 2004 - O campeão

Este vinho, nesta mesma safra, já foi postado aqui no blog, quando degustado na Wines of the World, evento organizado pela Licínio Dias Importação. Desta vez tivemos a oportunidade de provar uma garrafa inteira com mais atenção, já que na primeira oportunidade ele foi degustado com outros 40 vinhos!
Pretendemos comprar outro exemplar para ter em nossa adega, já que além de ser um excelente vinho, possui grande capacidade de guarda, tendo se mostrado jovem, apesar de seus 7 anos. Na análise visual foi possível observar uma cor rubi com halo de evolução. Na prova olfativa notamos aromas de frutas vermelhas maduras, chá, nota terrosa sutil  e madeira muito elegante. Na boca o corpo era médio, com acidez correta e taninos presentes. Ainda apresenta alguma adstringência, sendo um indicativo de que mais alguns anos de guarda podem fazer algum bem. Um vinho que vale cada centavo do preço cobrado aqui no Brasil, uma vez que os espanhóis de gama mais elevada chegam a preços proibitivos.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Espanha
Região: Rioja
Uva/Corte: Tempranillo 70%, Garnacha 20% e Manzuelo y Graciano 10% 
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 125,00 (Licínio Dias) e R$ 140,00 na Casa dos Frios (safra 2003)
Degustado em: 03 de março de 2011
Link: Muga Reserva Selección Especial

quinta-feira, 17 de março de 2011

Anwilka 2006

Foi bem interessante a oportunidade, proporcionada pelo amigo Serpa Jr., de provar a safra 2006 deste grande vinho, principalmente quando nosso último post foi sobre o Anwilka 2007, que havia sido degustado uns quinze dias antes. Pudemos constatar que a safra 2006 (ou pelo menos a garrafa colocada em prova naquela noite) está num patamar inferior à safra 2007, que tivemos oportunidade de provar por duas vezes. O Anwilka 2007 foi produzido com 50% Syrah, 46% Cabernet Sauvignon e 4% Petit Verdot, enquanto a versão 2006 teve em seu corte a utilização de 66% Cabernet Sauvignon, 29% Syrah e 5% Merlot. Talvez a maior utilização de Syrah, que em regra tem melhor adaptação do que a Cabernet Sauvignno na África do Sul, tenha sido determinante. Na cor se mostrou bastante escuro com uma nota violácea. Os aromas eram de uma fruta doce escura, em compota, nota de caramelo e barrica bem integrada. Na boca era encorpado, com certa adstringência, mostrando juventude e um leve amargor no fim. Certamente alguns anos mais na adega vão fazer bem a este vinho. Vai a dica: A Grand Cru está queimando o estoque, já perdeu a distriubição da marca, e está vendendo por R$ 132,00 um vinho que já chegou a custar R$ 260,00. Não percam tempo!
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Uva/Corte: 66% Cabernet Sauvignon, 29% Syrah e 5% Merlot
Teor alcoólico: 13,50% 
Preço: R$  132,00 na Gran Cru
Degustado em: 03 de março de 2011
Link: Anwilka

terça-feira, 15 de março de 2011

Dr. Bürklin-Wolf Dornfelder 2007

Foi uma experiência bem interessante navegar por mares nunca dantes navegados, neste caso o dos vinhos tintos alemães, cujo país tradicionalmente tem uma maior fama quanto à produção de vinhos brancos, em especial aqueles elaborados com as uvas Riesling e Gewürztraminer. A Dornfelder, variedade de origem alemã, foi criada por August Herold no ano de 1955, através do cruzamento das uvas Helfensteiner e Heroldrebe. Segundo informações que constam no site da Mistral: "Na opinião de David Schildknecht, Dr. Bürklin-Wolf elabora um dos melhores exemplos de Dornfelder, a uva tinta criada na Alemanha, famosa por dar vinhos frutados e sedosos. Esta casta tem gozado de bastante popularidade na Alemanha, onde novos vinhos, maturados em barricas, têm mostrado muito mais classe que os exemplares de algumas décadas atrás. Um tinto bastante original, com um atraente aroma floral." De fato a característica floral da casta foi o que mais chamou nossa atenção durante a degustação. No visual mostrou-se rubi com tons violáceos. No nariz um floral evidente (violeta), lembrando alguns vinhos produzidos com Touriga Nacional e uma nota doce. Na boca, o seu ponto fraco, tinha corpo mediano, acidez pronunciada e pequena persistência.
Classificação vinho por 2: Bom
País: Alemanha
Região: Pfalz
Uva/Corte: Dornfelder
Teor alcoólico:  13,00%
Preço: R$ 81,34  na Mistral
Degustado em: 03 de março de 2011
Link: Dr. Bürklin-Wolf

domingo, 13 de março de 2011

Marques de Casa Concha Merlot 2007

Seguindo a tradicional ordem de comentário, que parte do vinho que menos agradou até chegar naquele de maior preferência, vamos começar falando sobre o Marques de Casa Concha Merlot 2007. Apesar de ter ficado no fim da fila, bem próximo ao Dr. Bürklin-Wolf Dornfelder, foi o que melhor harmonizou com a comida (Filé Champignon). Mais uma vez o que pesou na avaliação foi uma questão pessoal, já que a tradicional nota hebácea dos vinhos chilenos não nos agrada. O lado positivo é que na boca o vinho era bastante encorpado, mas com taninos macios, apesar de sua pouca idade, com excelente aptidão gastronômica. O vinho repousou por 18 meses em barricas de carvalho francês, sendo 36% de primero uso e 64% de segundo uso. Para os que apreciam as pontuações, cabe mencionar que recebeu 90 pontos do crítico Robert Parker. Na cor mostrou-se rubi com reflexo violáceo. Na análise olfativa foi possível peceber uma madeira bem marcada, a tradicobal nota herbácea dominando e, ao fundo, frutas vermelhas. Na boca apresentou-se encorpado, mas muito macio. O retrogosto também deixava algo herbáceo no fim. Sem dúvida melhor na boca do que no nariz.
Classificação Vinho por 2: Bom+
País: Chile
Região: Vale de Rapel
Uva/Corte: Merlot
Teor alcoólico:  14,5%
Preço: R$ 83,30 na Wine.com (membros do Clube W) 
Degustado em: 03 de março de 2011
Link: Marques de Casa Concha

quinta-feira, 10 de março de 2011

Abertura do Carnaval - Muga Selección Especial 2004, Marques de Casa Concha Merlot 2007, Dr. Bürklin-Wolf Dornfelder 2007 e Anwilka 2006

Apesar de termos passado uma semana sem postar e, ainda, sem tomar vinho na mesma média que de costume, o nosso carnaval começou com um excelente jantar no Restaurante Villa. 

Tivemos uma grata surpresa: O nosso amigo Serpa Jr. nos porporcionou a oportunidade de degustar uma safra do Anwilka (2006) que ainda não conhecíamos. Por coincidência foi o vinho do último post, mas na sua versão 2007. 

O jantar foi regado a Muga Selección Especial 2004, Marques de Casa Concha Merlot 2007, Dr. Bürklin-Wolf Dornfelder 2007 e Anwilka 2006, que se apresentaram muito bem, cada um dentro de sua proposta. Como de costume vamos comentar cada um dos vinhos ao longo da semana seguinte.
 
E a propósito: Tá vendo que vinho e carnaval tem tudo a ver! Olha a cara de alegria dos confrades! 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Catena Zapata Malbec Argentino 2005 - O Grande Campeão

Diante de tantos malbec's de nível excepcional, foi dificil escolher o melhor de todos eles. Contudo, havia um exemplar que estava um degrau acima de alguns e mais de um degrau acima de outros. O Catena Zapata Malbec Argentino 2005, trata-se de um blend de malbec composto pela seleção dos melhores lotes dos vinhedos Adriana e Nicasia. Acreditamos que a predominância de sua composição deva ser de uvas do vinhedo Adriana, já que o Nicasia foi provado na mesma oportunidade e se mostrou bastante diferente do Malbec Argentino. Em sua primeira safra (2004), chegou a receber nada menos que 98 pontos Robert Parker. Na safra 2005, que participou de nossa degustação, recebeu nota 95 da Wine Spectator e nota 97 de Robert Parker. Na noite em que foi degustado, apresentou cor rubi violáceo profundo. Quanto aos aromas, foi possível sentir frutas negras, nota doce, chocolate, mentolado e a madeira bem integrada. Na boca era encorpado, porém com taninos macios e boa persistência. Um vinho muito elegante!
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Argentina
Região: Mendoza
Uva/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 330,00 (Mistral)  
Degustado em: 29 de janeiro de 2011
Link: Catena Zapata Malbec Argentino

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pulenta Gran Malbec 2007


 Talvez o Pulenta pudesse ter sido o primeiro lugar da noite, caso eu (Maykel) não tivesse equivocadamente o colocado em último lugar na degustação. Degustações às cegas são assim mesmo, derrubam do cavalo até os mais experientes, que dirá os amadores. O demais confrades se revezaram, colocando-o em primeiro ou segundo lugar. Agora não temos mais dúvidas quanto ao nível deste vinho, que em nossa primeira prova, concorreu com  Almaviva 2007 e Anwilka 2007, conseguindo mostrar toda sua consistência. Por isso totalmente correspondida a expectiativa de que iria se destacar junto aos malbecs argentinos topo de gama, que foram colocados em prova. O Pulenta Gran Malbec é um exemplo de elegância e complexidade, estando totalmente pronto para ser degustados mesmo em sua juventude. No visual apresentou cor rubi violáceo. Na análise olfativa foi possível perceber uma fruta negra doce, chocolate e  madeira elegante e bem dosada. Na boca os taninos estavam presentes, porém macios, e com boa persistência. Um vinho sem qualquer aresta e que prima pela elegância!
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Argentina
Região: Mendoza - Alto Agrelo
Uva/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 170,00 (Grand Cru ou Wine.com) 
Degustado em: 29 de janeiro de 2011
Link: Pulenta Estate