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sábado, 26 de agosto de 2017

Il Pino 2010

Trata-se de um projeto de Lodovico Antinori, irmão de Piero Antinori, estabelecido após a venda da Tenuta dell Ornellaia. A Tenuta do Biserno fica na comuna de Bibbona, nas colinas que fazem fronteira com a DOC Bolgheri. Trata-se de um corte feito com Cabernet Franc (40%), Merlot (40%), Cabernet Sauvignon (12%) e Petit Verdot (8%). Parte do vinho (80%) estagiou em barris de carvalho (novos e usados) por 12 meses, antes do seu engarrafamento. Após envelheceu por mais 12 meses em garrafa antes de ser comercializado. Quando degustado apresentou cor grená de muita intensidade. Já era possível observar evolução na cor em relação aos demais. No nariz a fruta ficou em segundo plano, destacando-se os aromas de tabaco, couro, pimenta do reino, cominho, além de notas defumadas. Na boca era encorpado, os taninos estavam macios e a persistência era longa. 
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Itália
Região:Toscana
Uva/Corte: Cabernet Franc (40%), Merlot (40%), Cabernet Sauvignon (12%) e Petit Verdot (8%)
Teor alcoólico: 14,0%
Preço: R$ 500,00
Degustado em: 03 de junho de 2016  

terça-feira, 11 de abril de 2017

Seghesio Old Vine Zinfandel 2011 - O grande campeão

E para fechar com chave de ouro, a última postagem sobre a degustação às cegas de californianos que participamos será sobre o grande campeão, o Seghesio Old Vine Zinfandel 2011. Ele é um blend de uvas oriundas dos vinhedos de Dry Creek e Alexander Valley. Para a Seghesio, uma vinha somente é considerada como velha a partir de 50 anos de idade e a idade média da videira utilizadas no "old vine" é de 70 anos de idade. Quando degustado cor rubi com reflexo atijolado. Nos aromas tinha certa semelhança com o Seghesio Sonoma County, só que com menos fruta e mais complexidade nos aromas. Foi possível perceber frutas vermelhas como groselha e cereja, de uma forma mais recatada, notas de cedro, pimenta do reino e toques minerais. A barrica foi muito bem trabalha e conferiu refinamento ao vinho. Na boca era encorpado e com taninos de veludo. A acidez estava viva e o retrogosto era longo persistente e agradável. Um vinhaço que mostra a Zinfandel em outro patamar. Merecidamente foi o campeão da disputa!
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Estados Unidos 
Região: Sonoma County
Uva/Corte: Zinfandel
Teor alcoólico: 14,8 % 
Preço: R$ 400,00
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Seghesio

quinta-feira, 30 de março de 2017

Hands of Time 2012

A Stag's Leap foi a vinícola vencedora do Julgamento de Paris em 1976, dentre os tintos, com seu mítico Cask 23. Essa credencial nos dá uma ideia da qualidade de seus vinhos. Como o orçamento estava curto para um Cask 23, que custa aproximadamente R$ 3.600,00 aqui no Brasil, fomos de Hands of Time. Trata-se de uma homenagem aos diversos enólogos que passaram pela Stag's Leap desde a década de 70 e contribuíram para o sucesso da vinícola. O vinho é um assemblage composta por Cabernet Sauvignon (57%) e Merlot (43%), que passa por um amadurecimento de 15 meses em carvalho francês neutro, sendo 5% de carvalho novo segundo informações da vinícola. Quando degustado apresentou cor rubi com leve reflexo violáceo de média intensidade. No nariz foi possível perceber aromas de frutas vermelhas e negras em compota como groselha e amoras, bombom de chocolate recheado com licor de cereja, pimenta do reino e baunilha. Na boca mostrou bom corpo, taninos macios e ótima acidez. Foi muito bem na degustação e levou o terceiro lugar
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Napa Valley
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (57%) e Merlot (43%)
Teor alcoólico: 14,5 % 
Preço: R$ 500,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Stag's Leap

domingo, 26 de março de 2017

Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011

Paul Hobbs é um dos enólogos mais famosos do planeta, conhecido não apenas por seus vinhos californianos, mas por diversos projetos e consultorias prestadas ao redor do mundo como na Argentina (Viña Cobos, Pulenta, Riglos e El Povenir), Chile (Pérez Cruz), França (Crocus), Uruguai (Familia Deicas), dentre outros lugares. Imaginem que ele (americano) foi convidado por franceses para elevar a qualidade dos vinhos feitos com a Malbec na sua região berço, Cahors, no Sudoeste da França. Um feito incrível. O Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011 foi produzido com uvas colhidas à noite, fermentado através da ação de leveduras indígenas e amadurecido por 11 meses em barris de carvalho francês novo (43%). Quando degustado, apresentou cor rubi intenso sutilmente atijolado. No nariz percebemos em grande intensidade licor de cereja, notas florais e barrica muito bem trabalhada, agregando toques de especiarias. Na boca tinha corpo médio (+), boa acidez e persistência. Um Pinot Noir que não nega suas origens, esbanjando fruta e intensidade. Quarto lugar para esse Pinot Noir em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Russian River Valley 
Uva/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 14,2 % 
Preço: R$ 475,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Paul Hobbs

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ridge Lytton Springs 2009

A Ridge é uma famosa vinícola californiana que participou do Julgamento de Paris e na segunda edição dessa prova venceu o embate nos tintos com o rótulo Monte Bello. O Ridge Lytton Springs 2009 é feito predominantemente com a Zinfandel (mais de 70%), com outras partes de Petit Sirah (com "i" mesmo) ou Durif como também é conhecida, além de Carignan. Trata-se de um vinho que recebeu na safra 2009 95 pontos Robert Parker. Quando degustado apresentou cor Grená intenso. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como amoras, tabaco, além de notas mentoladas e defumadas. Na boca era encorpado, com taninos de qualidade e muita persistência. Nos pareceu estar no chamado período de dormência, pois os vinhos da Ridge são muito longevos e, mesmo com muita idade, mostram-se em plena forma e exuberantes. Ficou com a quinta colocação no embate de californianos.
Classificação Vinho por 2: Bom (+) - Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Dry Creek Valley 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,50 % 
Preço: R$ 385,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Ridge

terça-feira, 14 de março de 2017

Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006

Depois de fundar a Bodega Montes no Chile, responsável por vinhos como Montes Alpha e Montes Folly, além de seguir com projetos na Argentina como a Kaiken, o pioneiro Aurélio Montes resolveu seguir para a Califórnia, onde fundou a Napa Angel. O Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006 passa por um processo de maceração a frio por 7 dias, seguindo por uma fermentação de 10 dias e após o final dessa etapa, a maceração ainda continua por mais 10 dias. Uma parte dele (45%) é amadurecida em barris novos de carvalho francês. Quando degustado apresentou cor atijolada com grande intensidade. Pela cor já era possível identificá-lo, pois a diferença de idade era grande em relação aos demais vinhos que participaram da degustação. Nos aromas percebemos tabaco, couro, café e notas defumadas. A frutas estava muito escondida. Na boca era bastante encorpado, com taninos presentes e com alguma adstringência. Foi o vinho que menos agradou. Estava muito evoluído nos aromas, embora na boca ainda se mostrasse vivo. Talvez tenha passado o seu melhor momento. Levou o último lugar da degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Regular 
País: Estados Unidos 
Região: Napa Valley 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,50 % 
Preço: R$ 350,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Napa Angel

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Prelúdio Barrel Select tinto 2009

Outra presença forte na feira de vinhos uruguaios foi a da Familia Deicas, através de seu Gerente de Exportações Diego Pérez e, ainda, de Fabiano Albuquerque, Rodrigo Cavalcanti e Ana Lima, todos da Interfood. Destaque para o vinho Prelúdio que é fruto de uma seleção especial de barricas. A cada 6 meses os melhores barris, com capacidade de prosseguir durante o exigente processo de envelhecimento, são escolhidos. A vinícola começa a produção desse vinho com 600 barricas e, ao final de um amadurecimento de 24-30 meses, menos de 200 barris permanecem selecionados. Na safra 2009 o corte do Preludio foi composto por Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%), Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%), passando por um amadurecimento de 30 meses em carvalho. Quando degustado apresentou cor rubi intenso com reflexo atijolado. Nos aromas mostrou frutas vermelhas maduras, além de  especiarias como noz moscada e baunilha. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos polidos e com grande persistência. Sem dúvida um dos grandes vinhos de corte do Uruguai.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%),Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%)
Teor alcoólico: 13,50 %
Preço: R$300,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2010

Semana passada recebemos o certificado do ISG - Internacional Sommelier Guild, uma das principais instituições de ensino sobre vinho no mundo. Aqui no Brasil o curso é ministrado pela Sommelier School, que é um Centro de Formação de Sommeliers. Durante o curso tivemos a oportunidade de provar vinhos com bastante tipicidade, cerca de 48 rótulos, entre brancos, tintos, espumantes, fortificados e de sobremesa. Escolhemos alguns para postar aqui no blog e o primeiro a ser escolhido foi um Barolo, simplesmente fantástico, o vinho predileto do curso. 
O Barolo é um vinho produzido no noroeste da Itália, na região do Piemonte, com a uva Nebbiolo, bastante complexo, com taninos marcantes. Em regra, não deve ser consumido logo após o processo de vinificação, uma vez que precisa passar por alguns  anos de envelhecimento para chegar ao ponto ideal. Para os produtores tradicionais a maceração das uvas é longa e ocorre em grandes toneis de madeira. Já alguns produtores mais modernos, buscando agradar ao mercado, têm substituído algumas técnicas de vinificação para gerar um vinho mais delicado, frutado, macio e mais acessível na juventude, mantendo, entretanto, sua capacidade de adegagem. 
A família Rivetto há quatro gerações produz vinhos nas terras de Alba, desde 1902, quando o avô Giovani abriu sua loja de vinhos que se tornou ponto de referência na venda do produto. Suas vinhas são minimalistas, representando com autenticidade seu terroir, não fazendo uso de produtos químicos sintéticos ou fertilizantes, sem que haja, portanto, um manejo agressivo do solo. 
O Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2010 estagiou por 30 meses em barricas de carvalho esloveno e descansou por mais 10 meses antes da comercialização. No visual apresentou intensidade média, cor rubi com halo atijolado. Interessante lembrarmos que a Nebbiolo é uma variedade com pouco pigmento, o que gera uma cor quase alaranjada, principalmente com o decurso do tempo. No nariz foi possível sentir aromas primários (da uva) - fruta escura e terciários (do envelhecimento), como flores e folhas secas, notas terrosas e cogumelos. Na boca era encorpado, com uma acidez marcante, taninos elevados, que irão amaciar com o tempo e persistência longa. O exemplar degustado ainda estava jovem, mas já era possível perceber toda sua complexidade, definitivamente um vinhaço.
Classificação Vinho por 2: Excelente 
País: Itália 
Região: Serralunga D'Alba - Piemonte
Produtor: Rivetto
Uva/Corte: Nebbiolo 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 460,00
Degustado em: 19 de julho de 2016
Link: Rivetto 
Dica de harmonização: vai bem com carnes vermelhas e queijos maduros
Temperatura de serviço: 18°

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Malbec Argentino 2005 #CBE

O tema do mês de abril da CBE foi inspirado no Malbec World Day (17/04) e não poderia ser outro senão "Malbec Argentino". Para tanto, escolhemos falar sobre o melhor Malbec que já degustamos, que foi objeto de um post no ano de 2011. O Catena Zapata Malbec Argentino 2005, trata-se de um blend de malbec composto pela seleção dos melhores lotes dos vinhedos Adriana e Nicasia. Acreditamos que a predominância de sua composição deva ser de uvas do vinhedo Adriana, já que o Nicasia foi provado na mesma oportunidade e se mostrou bastante diferente do Malbec Argentino. Em sua primeira safra (2004), chegou a receber nada menos que 98 pontos Robert Parker. Na safra 2005, que participou de nossa degustação, recebeu nota 95 da Wine Spectator e nota 97 de Robert Parker. Na noite em que foi degustado, apresentou cor rubi violáceo profundo. Quanto aos aromas, foi possível sentir frutas negras, nota doce, chocolate, mineral, mentolado e a madeira bem integrada. Na boca era encorpado, porém com taninos macios e boa persistência. Um vinho muito elegante!
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Argentina
Região: Mendoza
Uva/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 397,00 (Mistral)  
Degustado em: 29 de janeiro de 2011

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Quinta do Vale Meão 2007

O Quinta do Vale Meão, também conhecido como "Barca Nova", por ser produzido com as uvas que costumavam integrar o lote do Barca Velha, fez jus a toda sua fama e para nós foi o campeão da noite. Não é à toa que ele sempre figura entre os melhores vinhos do Douro em qualquer degustação que participe. No início ele estava fechado, mas depois de três/quatro horas de aeração mostrou toda sua força, aliás, toda a sua elegância. Alguns vinhos são devidamente aclamados pela crítica especializada e este é um deles. O Quinta do Vale Meão 2007 recebeu nota 95 da Wine Spectator, 94 de Robert Parker, 18 da Revista de Vinhos, 18,5 da revista Wine - A Essência do Vinho e 18,5 do Guia de Vinhos Rui Falcão. Quando degustado apresentou cor rubi violáceo. No nariz foi possível sentir aromas florais, frutas negras, pimenta do reino, noz moscada e a madeira muito bem integrada, fina e elegante. Um vinho bastante especiado e difícil de descrever. Na boca era encorpado e muito persistente. O Vale Meão tinha menos fruta e mais especiarias que o Rótulo Dourado, parecendo mais elegante e complexo. Ele ainda vai evoluir muito pelos próximos 10 anos.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Portugal 
Região: Douro
Uva/Corte: Touriga Franca (45%), Touriga Nacional (38%), Tinta Roriz (12%) e Tinta Barroca (5%)
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$ 385,00
Degustado em: 08 de setembro de 2012
Link: Quinta do Vale Meão

domingo, 7 de outubro de 2012

Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2005

No primeiro momento o Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2005 mostrou-se disparado o melhor vinho da noite. Com apenas uma hora de aeração ele já demonstrava toda sua força e houve um consenso entre os confrades, nas duas primeiras horas da degustação, que o lugar mais alto do pódio era dele. Entretanto, por volta da terceira/quarta hora de aeração o Quinta do Vale Meão 2007 nos pareceu melhor e, em nossa opinião, ficou com o primeiro lugar. O que não há dúvidas é que o melhor vinho do Alentejo que tivemos oportunidade de degustar foi este Rótulo Dourado. Não é por acaso que a Quinta do Mouro é uma das poucas vinícolas a figurar no livro "1001 vinhos para beber antes de morrer", embora com o rótulo que está um degrau abaixo deste. Na verdade o rótulo denominado "apenas" de Quinta do Mouro não está apenas um degrau abaixo, mas pelo menos uns dois. Cabe ressaltar, também, que ele recebeu nota 95 de Marcelo Copello e 18,5 do Guia de Vinhos Rui Falcão, sendo cada ponto mais que merecido. O vice-campeão da nossa degustação é feito com um corte de Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, que amadureceu durante 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Quando degustado apresentou cor rubi violáceo. No nariz foi possível sentir frutas vermelhas e negras em compota, especiarias (pimenta do reino noz moscada), notas minerais, assim como a madeira presente e muito bem integrada. Na boca mostrou-se bastante encorpado, mas com taninos aveludados, assim como uma acidez marcada e uma grande persistência no fim de boca. Vinho muito complexo e ainda jovem, que pode ser guardado por pelo menos mais 07 anos.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Portugal
Região: Alentejo
Uva/Corte: Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 600,00 na Casa dos Frios
Degustado em: 08 de setembro de 2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Barca Velha 2000

Certamente este é o vinho português mais aclamado e conhecido internacionalmente. O Barca Velha tem sua origem em 1952, sendo fruto do trabalho de Fernando Nicolau de Almeida, que trabalhou com as uvas obtidas na Quinta do Vale Meão, que era propriedade de Dona Antónia Adelaide Ferreira. Naquela época no Douro só eram produzidos vinhos fortificados de qualidade, sem que houvesse um tranquilo de destaque. A grande inovação para a elaboração do Barca Velha foi a utilização do controle de temperatura durante sua fermentação, o que foi primordial para que ele pudesse obter elegância. Para este resfriamento, Fernando Nicolau de Almeida utilizava gelo que chegava em caminhões. Para dar uma ideia da excepcionalidade deste vinho, desde 1952 somente foram lançadas 17 safras. Quando degustado apresentou cor rubi escuro com halo atijolado. Nos aromas foi possível sentir frutas negras, floral, especiarias e notas herbáceas que lembravam chá e fumo. Na boca mostrou bom corpo e persistência. Ele impressionou pela longevidade, já que era o mais velho (12 anos) e não demostrava sinais de cansaço.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Portugal 
Região: Douro
Uva/Corte: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão
Teor alcoólico: 13,50%
Preço: R$ 1.700,00
Degustado em: 08 de setembro de 2012
Link: Barca Velha

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Chryseia 2004

No quinto lugar geral ficou o Chriseya 2004. Temos que confessar que esperávamos mais deste vinho, que consta dentre aqueles enumerados pelo livro "1001 vinhos para beber antes de morrer". Trata-se de uma parceria entre a família Symington e Bruno Prats, que comandou o Château Cos d' Estournel por mais de trinta anos, para produzir um grande vinho não fortificado no Douro. Em sua composição são utilizadas de forma majoritária a Touriga Nacional e a Touriga Franca, que passaram por um envelhecimento em barris de carvalho francês de 400 litros. Quando degustado apresentou cor rubi escuro com certa evolução. No nariz foi possível sentir aromas herbáceos e químicos, além de uma nota licorosa que lembrava um vinho do porto. Na boca era encorpado, com taninos macios e acidez equilibrada. No fim de boca mostrou grande persistência.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: Portugal 
Região: Douro
Uva/Corte: Touriga Nacional e Touriga Franca
Teor alcoólico: 14,20%
Preço: R$350,00
Degustado em: 08 de setembro de 2012
Link: Chryseia

domingo, 26 de agosto de 2012

Aalto PS 2004 - Sério candidato a vinho do ano!

Achamos muito difícil que até o fim do ano algum concorrente consiga desbancar o Aaalto PS 2004, por isso ele é favorito ao título de vinho do ano aqui no blog. Com justiça, ele recebeu merecidos 98 pontos de Robert Parker, que acertou em cheio nessa avaliação! A Bodega Aalto foi criada em 1999 por Javier Zaccagnini (ex-diretor do conselho regulador de Ribera del Duero) e Mariano Garcia (ex-enólogo chefe da Vega Sicilia de 1968 até 1998), para produzir vinhos excepcionais a partir de videiras que possuem no mínimo 40 anos. No caso do Aalto Pagos Seleccionados (terrenos selecionados) as videiras possuem no mínimo 80 anos de idade. Trata-se de um vinho extremamente concentrado e equilibrado, que amadureceu durante 32 meses em barricas novas de carvalho francês. A madeira foi muito bem trabalhada e de forma alguma se sobrepõe à fruta, ao contrário, agrega elementos que dão mais complexidade ao vinho. A garrafa que abrimos precisaria de pelo menos uns 10 anos para chegar a seu ápice, estando, portanto, bastante jovem. Quando degustado ele apresentou cor muito escura, como um violeta profundo, quase negro. No nariz se mostrou muito complexo com frutas maduras (ameixas e amoras) em compota, notas de licor, noz moscada e a madeira bem integrada. Na boca era encorpado, mas com taninos de qualidade e uma enorme persistência. Ainda tinha uma pontinha de adstringência em razão de sua juventude. 
Classificação Vinho por 2: Excelente (+)
País: Espanha
Região: Ribeira del Duero
Uva/Corte:Tempranillo
Teor alcoólico: 15,00%
Preço: R$ 728,00 no Vinhocracia
Degustado em: 10 de março de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Gravas Del Maipo 2008

Esse é o Syrah topo de gama da Concha y Toro. Uma pena que seu preço seja proibitivo algo em torno de R$ 700,00 no Brasil e aproximadamente R$ 370,00 no Chile. Apesar de ser um dos vinhos mais jovens da prova, ele se saiu muito bem, mostrando que apesar da juventude já pode ser degustado com prazer. Trata-se de um corte de Syrah (91%) e Cabernet Sauvignon (9%), que amadureceu por 17 meses em barricas de carvalho francês (70% novas, 30% de segundo uso). Ele tem origem em solos aluviais formados por uma primeira camada de argila, que logo abaixo tem uma grande e predominante camada de cascalho (Gravas). Quando degustado apresentou cor rubi com reflexos violáceos. No nariz foi possível perceber frutas negras, com destaque para ameixa, chocolate,  notas apimentadas e de chá, madeira elegante e bem integrada. Na boca mostrou bom corpo, taninos de qualidade e grande persistência no fim de boca. Certamente o melhor Syrah chileno. Em nossa opinião ficou em segundo lugar na prova dos Syrah's.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País:Chile
Região: Vale de Maipo
Uva/Corte: Syrah (91%) e Cabernet Sauvignon (9%) 
Teor alcoólico: 15,00%
Preço: R$ 700,00
Degustado em: 11 de agosto de 2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Montes Folly 2005

Quando surgiu a ideia de produzir um Syrah "super premium" a intuição de Aurélio Montes o levou a plantar esta cepa nas encostas dos vinhedos de altitude mais elevada. Os vinicultores convencionais consideraram uma insensatez plantar a Syrah nas referidas encostas, onde haveria um custo muito alto para realizar o manejo do vinhedo. Por isso o vinho se chama "Folly", que no inglês significa insensatez e, ainda, construção dispendiosa, considerada inútil. O Montes Folly é cultivado nas encostas mais altas da "La Finca de Apalta", no Vale de Apalta, que possui uma inclinação de 45 graus. Os rendimentos do vinhendo são limitados a 4 toneladas por hectare, com uvas muito menores e mais concentradas que nos parreirais mais baixos. Para aumentar a concentração do vinho é realizada uma sangria de 20% do mosto. Ele é envelhecido durante 18 meses em 100% barricas novas de carvalho francês. Não há colagem, apenas uma leve filtragem antes do engarrafamento. A produção está limitada em 9.000 garrafas. Quando degustado apresentou cor rubi escuro com tons atijolados. Nos aromas foi possível sentir notas herbáceas, frutas vermelhas maduras e madeira muito bem integrada. Na boca mostrou bom corpo e boa acidez. Em razão do nível da prova, vai levar um bom menos. Para os que gostam das pontuações, cabe mencionar que ele recebeu nota 94 da Wine Spectator, embora nos pareça um exagero, já que os aromas herbáceos terminam por incomodar.
Classificação Vinho por 2: Bom (-)
País:Chile
Região: Vale de Apalta 
Uva/Corte: Syrah 
Teor alcoólico: 15,00%
Preço: R$ 350,00
Degustado em: 11 de agosto de 2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Kinien Malbec 2008

Este foi o melhor vinho que tivemos oportunidade de provar na Ruca Malen. A linha Kinien também conta com um varietal de Cabernet Sauvignon e acima desta gama há apenas um vinho, o Kinien de Don Raúl. O Kinien Malbec é feito com uvas oriundas de Vista Flores no Valle de Uco. O vinhedo que lhe dá origem tem 18 anos de idade, o que ajuda na complexidade do vinho. Após a vinificação ele passou por um amadurecimento de 14 meses em barricas novas de carvalho francês (90%) e americano (10%), tendo a clarificação sido realizada com claras de ovos. Antes de ser comercializado ele passou por envelhecimento de 12 meses em garrafa, na adega da vinícola. Justificando  a condição de melhor Malbec da Ruca Malen este exemplar chegou a receber nota 89 de Robert Parker. O fato é que ficamos curiosos para conhecer o Kinien de Don Raúl, um blend de Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot. Quando degustado apresentou cor rubi violáceo. Nos aromas sentimos frutas vermelhas maduras, com uma nota licorosa, além de notas apimentadas, defumadas e de cedro. Na boca se mostrou encorpado e com certa adstringência no final. Certamente vai evoluir com o tempo em garrafa. 
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Argentina
Região: Valle de Uco 
Uva/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 14,30%
Preço: R$180,00
Degustado em: 03 de abril de 2012
Link: Ruca Malen

domingo, 24 de junho de 2012

Avó Sabica 2004

Este foi um dos destaques do passeio enológico por Portugal, organizado pela Adega Alentejana aqui em Recife. Trata-se do vinho topo de gama da Casa Agrícola Santana Ramalho, que resolveu homenagear uma mulher ousada e sábia, que criou praticamente sozinha seus oito filhos, em razão da morte prematura do avô Joaquim, quando o filho mais novo tinha apenas dois anos. Esta foi a primeira safra desta homenagem, que só deve se repetir quando as uvas do vinhedo que lhe originam apresentarem qualidade excepcional. Ele passou por um repouso de quatorze meses em barricas de carvalho francês antes de ser engarrafado. Quando degustado apresentou cor rubi profundo, com reflexos atijolados. Nos aromas foi possível sentir frutas negras, especiarias como pimenta do reino e noz moscada. Depois de um tempo na taça abriu uma nota vegetal mais seca, lembrando ervas secas. Na boca mostrou-se bastante encorpado, mas muito aveludado. Ponto positivo: a presença em boca. Pontos negativos: a nota herbácea que surgiu e, principalmente, o preço.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Portugal
Região: Alentejo
Uva/Corte: Aragonês, Tricandeira e Alicante Bouschet
Teor alcoólico: 15,00%
Preço: R$ 450,00 (aproximadamente)
Degustado em: 26 de abril de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Volturno 2009

O Volturno 2009 foi o ápice da viagem, sendo considerado  por todos os confrades o melhor que tivemos a oportunidade de provar em Mendoza. Trata-se de uma mescla de Cabernet Sauvignon (81%) com Malbec (19%), que repousou durante 18 meses em barris de carvalho francês, totalmente novos. Ele é produzido com as melhores parcelas do vinhedo Marchiori, passando por uma maceração extremamente longa, que dura aproximadamente 35 dias. Foram produzidas apenas 3.600 garrafas, o que dá uma ideia da exclusividade do rótulo. Ele recebeu nota 98 de Robert Parker, ainda representado por Jay Miller. Dessa vez temos que concordar que a nota não foi um exagero. Durante a prova apresentou cor rubi escuro, muito profundo. Nos aromas foi possível sentir uma mistura de frutas maduras e frutas em compota, além de notas licorosas como num vinho do porto. A madeira estava muito bem integrada e elegante. Ainda foi possível perceber especiarias como a noz moscada e a pimenta do reino. Na boca era muito concentrado e, ao mesmo tempo, macio/aveludado. Um vinho extremamente complexo, que nos fez adotar uma nova categoria no blog: Excelente (+). Ele é um sério concorrente para ser o "vinho do ano" aqui no Vinho por 2!
Classificação Vinho por 2: Excelente (+)
País: Argentina
Região: Mendoza - Luján de Cuyo
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (81%) e Malbec (19%)
Teor alcoólico: 15,30%
Preço: R$ 950,00 na Grand Cru
Degustado em: 02 de abril de 2012
Link: Viña Cobos

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cobos Bramare Marchiori Vineyard Cabernet Sauvignon 2009

Esse Cabernet Sauvignon é simplesmente extraordinário! Não pudemos deixar de trazer uma garrafa para guardar em nossa adega. Muito embora a crítica especializada conceda notas maiores para o Marchiori Malbec, o exemplar de Cabernet Sauvignon do mesmo vinhedo nos agradou mais. Para os que gostam das notas da crítica especializada, este levou 93 de Robert Parker e, em nossa opinião, faz valer cada ponto. Os vinhos da Cobos não possuem um estilo muito aromático, com exceção de alguns exemplares do Valle de Uco, mas na boca são a personificação da palavra aveludado. Ele passa por uma maceração de 33 dias, o que pode dar uma ideia da sua concentração. Antes de ser engarrafado repousa por 18 meses em barris de carvalho americano e francês (70% novos). Quando degustado apresentou cor rubi escuro. Nos aromas mostrou fruta madura, notas licorosas que lembravam vinho do porto, além de especiarias. Na boca era muito concentrado e redondo. Realmente aveludado. Um grande Cabernet Sauvignon argentino.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Argentina
Região: Mendoza - Luján de Cuyo
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 15,00%
Preço: R$ 395,00 na Grand Cru 
Degustado em: 02 de abril de 2012