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terça-feira, 11 de abril de 2017

Seghesio Old Vine Zinfandel 2011 - O grande campeão

E para fechar com chave de ouro, a última postagem sobre a degustação às cegas de californianos que participamos será sobre o grande campeão, o Seghesio Old Vine Zinfandel 2011. Ele é um blend de uvas oriundas dos vinhedos de Dry Creek e Alexander Valley. Para a Seghesio, uma vinha somente é considerada como velha a partir de 50 anos de idade e a idade média da videira utilizadas no "old vine" é de 70 anos de idade. Quando degustado cor rubi com reflexo atijolado. Nos aromas tinha certa semelhança com o Seghesio Sonoma County, só que com menos fruta e mais complexidade nos aromas. Foi possível perceber frutas vermelhas como groselha e cereja, de uma forma mais recatada, notas de cedro, pimenta do reino e toques minerais. A barrica foi muito bem trabalha e conferiu refinamento ao vinho. Na boca era encorpado e com taninos de veludo. A acidez estava viva e o retrogosto era longo persistente e agradável. Um vinhaço que mostra a Zinfandel em outro patamar. Merecidamente foi o campeão da disputa!
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Estados Unidos 
Região: Sonoma County
Uva/Corte: Zinfandel
Teor alcoólico: 14,8 % 
Preço: R$ 400,00
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Seghesio

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Seghesio Sonoma County Zinfandel 2012

A Seghesio é uma das maiores especialistas em Zinfandel dos Estados Unidos. Seus vinhos sempre são mencionados nos principais livros e manuais de vinhos, a exemplo da publicação "1001 vinhos para beber antes de morrer". O Seghesio Sonoma County Zinfandel já foi indicado por diversas vezes para compor a lista dos " Top da Wine Spectator". Muita qualidade, por um preço ainda "acessível". Esse era o vinhos mais barato da degustação, custando atualmente por volta de R$ 260,00, praticamente a metade da maioria dos concorrentes. Isso é o interessante de realizar degustações às cegas: Jamais ser sugestionado pelo rótulo ou preço do vinho. Quando degustado ele apresentou cor rubi de média intensidade. Nos aromas foi possível perceber cereja em calda, cedro, pimenta do reino e notas minerais. Na boca tinha bom corpo, taninos macios e redondos, tudo isso somado a uma persistência longa. Um vinhos completamente harmonioso e integrado, que merecidamente, ficou em segundo lugar em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País: Estados Unidos 
Região: Sonoma County
Uva/Corte: Zinfandel
Teor alcoólico: 14,8 % 
Preço: R$ 260,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Seghesio

quinta-feira, 30 de março de 2017

Hands of Time 2012

A Stag's Leap foi a vinícola vencedora do Julgamento de Paris em 1976, dentre os tintos, com seu mítico Cask 23. Essa credencial nos dá uma ideia da qualidade de seus vinhos. Como o orçamento estava curto para um Cask 23, que custa aproximadamente R$ 3.600,00 aqui no Brasil, fomos de Hands of Time. Trata-se de uma homenagem aos diversos enólogos que passaram pela Stag's Leap desde a década de 70 e contribuíram para o sucesso da vinícola. O vinho é um assemblage composta por Cabernet Sauvignon (57%) e Merlot (43%), que passa por um amadurecimento de 15 meses em carvalho francês neutro, sendo 5% de carvalho novo segundo informações da vinícola. Quando degustado apresentou cor rubi com leve reflexo violáceo de média intensidade. No nariz foi possível perceber aromas de frutas vermelhas e negras em compota como groselha e amoras, bombom de chocolate recheado com licor de cereja, pimenta do reino e baunilha. Na boca mostrou bom corpo, taninos macios e ótima acidez. Foi muito bem na degustação e levou o terceiro lugar
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Napa Valley
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (57%) e Merlot (43%)
Teor alcoólico: 14,5 % 
Preço: R$ 500,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Stag's Leap

domingo, 26 de março de 2017

Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011

Paul Hobbs é um dos enólogos mais famosos do planeta, conhecido não apenas por seus vinhos californianos, mas por diversos projetos e consultorias prestadas ao redor do mundo como na Argentina (Viña Cobos, Pulenta, Riglos e El Povenir), Chile (Pérez Cruz), França (Crocus), Uruguai (Familia Deicas), dentre outros lugares. Imaginem que ele (americano) foi convidado por franceses para elevar a qualidade dos vinhos feitos com a Malbec na sua região berço, Cahors, no Sudoeste da França. Um feito incrível. O Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011 foi produzido com uvas colhidas à noite, fermentado através da ação de leveduras indígenas e amadurecido por 11 meses em barris de carvalho francês novo (43%). Quando degustado, apresentou cor rubi intenso sutilmente atijolado. No nariz percebemos em grande intensidade licor de cereja, notas florais e barrica muito bem trabalhada, agregando toques de especiarias. Na boca tinha corpo médio (+), boa acidez e persistência. Um Pinot Noir que não nega suas origens, esbanjando fruta e intensidade. Quarto lugar para esse Pinot Noir em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Russian River Valley 
Uva/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 14,2 % 
Preço: R$ 475,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Paul Hobbs

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ridge Lytton Springs 2009

A Ridge é uma famosa vinícola californiana que participou do Julgamento de Paris e na segunda edição dessa prova venceu o embate nos tintos com o rótulo Monte Bello. O Ridge Lytton Springs 2009 é feito predominantemente com a Zinfandel (mais de 70%), com outras partes de Petit Sirah (com "i" mesmo) ou Durif como também é conhecida, além de Carignan. Trata-se de um vinho que recebeu na safra 2009 95 pontos Robert Parker. Quando degustado apresentou cor Grená intenso. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como amoras, tabaco, além de notas mentoladas e defumadas. Na boca era encorpado, com taninos de qualidade e muita persistência. Nos pareceu estar no chamado período de dormência, pois os vinhos da Ridge são muito longevos e, mesmo com muita idade, mostram-se em plena forma e exuberantes. Ficou com a quinta colocação no embate de californianos.
Classificação Vinho por 2: Bom (+) - Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Dry Creek Valley 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,50 % 
Preço: R$ 385,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Ridge

terça-feira, 14 de março de 2017

Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006

Depois de fundar a Bodega Montes no Chile, responsável por vinhos como Montes Alpha e Montes Folly, além de seguir com projetos na Argentina como a Kaiken, o pioneiro Aurélio Montes resolveu seguir para a Califórnia, onde fundou a Napa Angel. O Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006 passa por um processo de maceração a frio por 7 dias, seguindo por uma fermentação de 10 dias e após o final dessa etapa, a maceração ainda continua por mais 10 dias. Uma parte dele (45%) é amadurecida em barris novos de carvalho francês. Quando degustado apresentou cor atijolada com grande intensidade. Pela cor já era possível identificá-lo, pois a diferença de idade era grande em relação aos demais vinhos que participaram da degustação. Nos aromas percebemos tabaco, couro, café e notas defumadas. A frutas estava muito escondida. Na boca era bastante encorpado, com taninos presentes e com alguma adstringência. Foi o vinho que menos agradou. Estava muito evoluído nos aromas, embora na boca ainda se mostrasse vivo. Talvez tenha passado o seu melhor momento. Levou o último lugar da degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Regular 
País: Estados Unidos 
Região: Napa Valley 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,50 % 
Preço: R$ 350,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Napa Angel