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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Alto de La Ballena Red Blend 2015


Este vinho é um corte das variedades tintas produzidas na Serra de la Ballena, situada na região sudeste do Uruguai, próximo ao mar e a Punta del Este. As vinhas foram plantadas em um solo pedregoso, de boa drenagem e em declives ensolarados, sob influência marítima e de um clima temperado. A bodega Alto de La Ballena vem produzindo vinhos de qualidade em um terroir bem típico. O exemplar degustado é dos vinho de entrada da vinícola e nos surpreendeu bastante. Estagiou por seis meses em barricas de carvalho americano de 2° e 3° uso. Durante a prova observamos uma cor rubi com toque granada. O nariz é frutado, com notas doces, cedro e especiarias (pimenta). Na boca bom corpo e taninos presentes, que devem amaciar com mais algum tempo em garrafa. É um vinho que tem complexidade aromática e pegada. Vale provar!
Classificação Vinho por 2: Bom 
País: Uruguai
Região: Sierra De La Ballena
Produtor: Alto De La Ballena
Uva/Corte: 60% Tannat, 30% Merlot, 5% Cabernet Franc e 5% Syrah
Teor alcoólico: 13,5%
Temperatura de Serviço: 18°C
Preço: R$67,00
Harmonização: carnes grelhadas, massas e pizzas
Degustado em: 02 de fevereiro de 2018
Link: Alto de La Ballena Red Blend

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Artesana Tannat-Zinfandel 2013

Outra bodega que chamou nossa atenção foi a Artesana. Trata-se de uma vinícola de pequena produção, mas com muita qualidade, que tem foco nas uvas Tannat, Zinfandel e Merlot. É a única que trabalha com a Zinfandel, isso porque foi fundada em 2007 por um americano, que resolveu introduzir a uva ícone de seu país no Uruguai. Representando a vinícola, estava presente Analia Lazaneo, uma de suas enólogas. O Artesana Tannat-Zinfandel 2013 leva 80% de Tannat e 20% de Zinfandel em seu corte, passando por um amadurecimento de 20 meses em carvalho francês (Tannat) e americano (Zinfandel), gerando uma produção exclusiva de apenas 1436 garrafas. Quando degustado apresentou cor profunda, muito escura. Nos aromas a Zinfandel comandou com notas licorosas e de fruta em compota como amora e framboesa, além de cedro e noz moscada. Embora o teor alcoólico fosse de 14,5%, ele estava bem integrado e não sobrou. Na boca bastante encorpado, mas com taninos macios. A persistência era longa e repetia no retrogosto as frutas em compota.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat e Zinfandel 
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 87,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: Artesana

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Prelúdio Barrel Select tinto 2009

Outra presença forte na feira de vinhos uruguaios foi a da Familia Deicas, através de seu Gerente de Exportações Diego Pérez e, ainda, de Fabiano Albuquerque, Rodrigo Cavalcanti e Ana Lima, todos da Interfood. Destaque para o vinho Prelúdio que é fruto de uma seleção especial de barricas. A cada 6 meses os melhores barris, com capacidade de prosseguir durante o exigente processo de envelhecimento, são escolhidos. A vinícola começa a produção desse vinho com 600 barricas e, ao final de um amadurecimento de 24-30 meses, menos de 200 barris permanecem selecionados. Na safra 2009 o corte do Preludio foi composto por Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%), Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%), passando por um amadurecimento de 30 meses em carvalho. Quando degustado apresentou cor rubi intenso com reflexo atijolado. Nos aromas mostrou frutas vermelhas maduras, além de  especiarias como noz moscada e baunilha. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos polidos e com grande persistência. Sem dúvida um dos grandes vinhos de corte do Uruguai.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%),Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%)
Teor alcoólico: 13,50 %
Preço: R$300,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Gran Tannat Premium 2013

O Tannat topo de gama de Montes Toscanini é um vinho muito interessante. Muito típico e particular. Prova disso é que, ao contrário de vinhos chilenos e argentinos, cujos vinhos topo de gama costumam apresentar graduações alcoólicas superiores a 14% ou 15%, o Gran Tannat conta com seu álcool na casa de 13%, o que contribui para um melhor equilíbrio de seus elementos. Durante a fermentação alcoólica a temperatura é controlada (máxima de 26°C) e a maceração realizada é prolongada, com utilização de remontagens diárias para melhor extração de cor e taninos. Ele passa, ainda, por fermentação malolática e amadurecimento em barricas de carvalho americano por 18 meses. Quando degustado apresentou cor rubi de bastante intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como ameixa e amoras, café, cedro, tabaco e couro. Na boca era encorpado e com taninos presentes, mas de qualidade. O retrogosto era longo e persistente e repetia com certa intensidade a nota de café, que se percebia no nariz. Certamente um vinho de guarda, que já está pronto para ser degustado, mas ainda tem muito chão pela frente.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Tannat
Teor alcoólico: 13,00%
Preço: R$ 220,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Reserva Familiar Rosé 2016

Na sequência do evento de vinhos uruguaios, tivemos a oportunidade de experimentar os vinhos da bodega Montes Toscanini, representada por um de seus proprietários e também enólogo, Leonardo Montes Toscanini. A importadora Porto a Porto também se fez presente, através da enóloga e sommelière Emille Cruz (foto). A Montes Toscanini tem um perfil familiar, estando no ramo há mais de 100 anos; seu foco é totalmente voltado para os vinhos e, por isso, não recebe turistas. Tanto cuidado, se fez perceber nos vinhos que provamos, de grande tipicidade e que, nitidamente, evitam seguir o caminho da sobrematuração, o que se nota através do percentual de álcool mais comedido em relação a vinhos chilenos e argentinos. Um dos melhores rosados da feira foi o Montes Toscanini Reserva Familiar Rosé 2016, feito com a uva Cabernet Sauvignon. Muita personalidade, em um vinho rosé mais intenso do que o habitual. Quando degustado apresentou cor rosa intenso, quase um rubi de baixa intensidade. No nariz foi possível perceber frutas vermelhas como morango e cereja. Na boca era mais encorpado que o habitual e com ótima acidez e persistência.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 50,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Garzón Reserva Tannat 2013

Foi comentário de boa parte do público, inclusive de alguns de nossos alunos, que esse teria sido o melhor vinho tinto do evento. De fato o Garzón Reserva Tannat 2013 é um excelente vinho. Prova disso é que apesar de sua graduação alcoólica ser de 16,5%, em momento algum o álcool fica aparente. O porém é que, no nosso ponto de vista, ele mostra um estilo bastante internacional. Numa degustação às cegas seria muito difícil embora feito com a Tannat - dizer que se trata de um vinho Uruguaio produzido com a referida casta. Quando degustado apresentou cor violácea de grande intensidade. Percebemos aromas de fruta vermelhas e negras como cereja e ameixa, além de chocolate e barrica muito bem integrada. Na boca mostrou bastante corpo e taninos ainda com alguma adstringência. Certamente vai evoluir bem em garrafa, para atingir o ápice.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região:Maldonado
Uva/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 16,50 %
Preço: R$ 165,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Garzón Albariño 2015

O destaque, falando dos brancos, de todos os vinhos que provamos durante o evento de vinhos uruguaios foi o Garzón Albariño 2015. É incrível como esta variedade tem apresentado bons frutos no Uruguai, gerando vinhos de ponta. Certamente o fato da Garzón estar localizada a apenas 18 km do Oceano Atlântico, contribui para o tamanho frescor que seus vinhos apresentam. Quando degustado apresentou amarelo palha. No nariz foi possível sentir damasco, toques cítricos e notas minerais. Na boca o corpo era médio, a acidez presente e o retrogosto persistente. Sem dúvida mais complexo do que o Pinot Grigio e o Sauvignon Blanc da mesma linha, além de mais untuoso e encorpado, em razão do contato com as borras finas por alguns meses. Ótima pedida!
Classificação Vinho por 2: Muito bom (+)
País: Uruguai
Região: Maldonado
Uva/Corte: Albariño
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 90,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Garzón Sauvignon Blanc 2015

Provamos o Sauvignon Blanc - uma de nossas variedades brancas preferidas - da Garzón e também ficamos impressionados com o resultado. Os brancos da Garzón têm acidez, o que é essencial para qualquer vinho, ainda mais os brancos. Esse exemplar da fantástica safra de 2015 foi bastante favorecido pela ensolação daquele ano, obtendo aromas intensos de fruta, mas sem comprometer os ácidos da fruta. Quando degustado apresentou amarelo palha. No nariz foi possível perceber nitidamente maracujá, ervas e notas minerais. Na boca o corpo era leve, a acidez alta (como de nossa preferência) e o retrogosto com boa persistência.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região:Maldonado
Uva/Corte: Sauvignon Blanc
Teor alcoólico: 12,50 %
Preço: R$ 90,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Garzón Pinot Grigio 2015

A Garzón nos impressionou com seus vinhos brancos, que sem dúvidas, figuram entre os melhores exemplares do Uruguai. Trata-se de uma jovem vinícola, cujas terras foram adquiridas em 2006 por um dos homens mais ricos do planeta, o argentino Alejandro Bulgheroni. No ranking da Forbes ele figura justamente na frente de Donald Trump, o que nos dá uma noção do tamanho de sua fortuna. Independentemente dos aspectos financeiros, o trabalho na Garzón está sendo muito bem feito. São vinhos brancos que preservam a tipicidade das uvas com as quais são produzidos, sem abrir mão da qualidade e complexidade. Quando degustado apresentou cor amarelo com reflexos esverdeados. Nos aromas pudemos perceber notas cítricas e minerais, com um toque floral ao fundo. Na boca era leve e com ótima acidez e boa persistência.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: Uruguai
Região:Maldonado
Uva/Corte: Pinot Grigio
Teor alcoólico: 12,50 %
Preço: R$90,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: Bodega Garzón

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Pisano: Personalidade e qualidade em vinhos uruguaios

No final do ano passado (2016) tivemos o prazer de participar de uma degustação promovida pela Mistral aqui no Recife, no restaurante Coco Bambu. Vale lembrar que no começo do mesmo ano vistamos os Pisano lá no Uruguai e todos os detalhes foram comentados aqui no blog (link). Dessa vez, aqui no Recife, a vinícola foi representada pelo Gerente de Exportação Nikolás Kozic (foto ao lado), que conduziu com maestria a apresentação dos vinhos da bodega. Mais uma vez ficamos certos de que falar dos Pisano é falar em muita personalidade e qualidade em seus vinhos.

Provamos um branco, um rosé e três tintos feitos com a Tannat, a uva emblemática do Uruguai. A degustação foi muito bem pensada, sendo possível perceber, em relação aos tintos, que nas três gamas apresentadas a qualidade é sempre alta, aumentando apenas a intensidade e complexidade de cada exemplar.

O primeiro vinho degustado foi o Cisplatino Torrontés 2015 que apresentou cor amarelo esverdeado. No nariz foi possível perceber notas florais, típicas da castas, além de aromas cítricos. Não é enjoativo como a maioria dos exemplares argentinos. Na boca o corpo era mediano, com boa acidez e persistência. Custa por volta de R$ 66,00 (toda linha Cisplatino) no site da importadora. (Bom)

Na sequência provamos o Cisplatino Rosé 2015, feito com a uva Cabernet Franc. Um rosé que mostrou um pegada mais intensa do que o habitual. No visual a cor era um rosado de alta intensidade. No nariz percebemos frutas vermelhas como morango e framboesa, além de um toque lácteo, muito embora ele não passe pela conversão malolática. Na boca mostrou certa estrutura, sendo mais firme do que a maioria dos rosés. Tinha boa acidez, corpo médio (+) e bom retrogosto. (Bom)

O primeiro tinto degustado foi o Cisplatino Tannat 2013. Cabe destacar que a linha Cisplatino é de exportação exclusiva para o Brasil. "A escolha do nome se deu porque quando o Uruguai estava lutando pela independência e fazia parte do Brasil era chamado pelos brasileiros de Cisplatina", segundo Nikolás Kozic. O Cisplatino Tannat mostrou cor rubi de média (-) intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas vermelhas como cereja, além da madeira, de forma muito sutil, em razão do estágio de parte do vinhos em barricas de carvalho usadas por três ou quatro meses. Na boca mostrou corpo médio, acidez alta e taninos presentes, mas de qualidade. (Bom).

Depois, partimos para o Rio de los Pájaros Tannat 2013, que passa por um amadurecimento de seis meses em barricas francesas de segundo uso. No visual a cor era rubi de média intensidade. No nariz foi possível notar frutas escuras como amoras, além de café e cedro. Na boca mostrou corpo médio (+), acidez alta e taninos de qualidade, mas que ainda ficarão mais macios com o tempo. Bom (+). No site da Mistral está por volta de R$ 83,00.

Por fim, para fechar com chave de ouro, provamos o RPF Tannat 2011 (safra histórica no Uruguai), vinho pelo qual somos apaixonados. Na taça ele mostrou cor rubi de alta intensidade. No nariz surgiram aromas de frutas negras (amoras) e vermelhas (cereja), defumado, couro e a barrica mostrando-se bem integrada, agregando notas de noz moscada e cedro. Na boca era encorpado com taninos de qualidade e muito nervo. Sem dúvida uma vinho com aptidão gastronômica. É para acompanhar um belo churrasco (link). (Muito Bom). No site da importadora está custando R$ 125,97 e faz valer cada centavo.

No final da degustação restou ratificada a impressão que tivemos no Uruguai: Los Pisano son los Pisano!

terça-feira, 1 de março de 2016

Pisano Reserva Personal de la Familia Tannat 2010 # CBE

Voltando aos trabalhos na Confraria Brasileira de Enoblogs, nos coube a honra de indicar o tema do mês de março de 2016. Como no mesmo mês vamos para o Uruguai visitar alguma vinícolas, dentre elas a que faz o vinho objeto do post, nada melhor do que celebrar com o tema Tannat uruguaio. Inclusive, os posts dos demais confrades vão nos ajudar na escolhas da garrafas que voltarão na mala. Como é possível observar na foto, o nosso escolhido foi o Pisano RPF Tannat, devidamente harmonizado com um bife de chorizo. E que harmonização! A acidez do vinho ajudou a dissolver a gordura da carne, enquanto os taninos balancearam a suculência do corte. Quando degustado apresentou cor rubi de média intensidade. No nariz foi possível perceber frutas negra maduras e a madeira bem integrada. Merecia ter sido decantando para mostrar todas as suas nuances, mas a nossa "sede" não deixou. Na boca era estruturado, mostrando acidez presente e taninos redondos. Sem dúvida uma dos melhores vinhos feito exclusivamente com a Tannat no Uruguai.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Uruguai
Região: Progreso
Uva/Corte:Tannat
Teor alcoólico: 13,50 %
Preço: R$ 137,82 naMistral
Degustado em: 07 de fevereiro de 2016
Link: Pisano

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Eolo 2011

Segundo o Guia Descorchados ele é um dos melhores vinhos do Uruguai, tendo recebido nota 94 na safra 2010. De fato, trata-se de um grande vinho feito com um corte inusitado de Tannat (85%) e Ruby Cabernet (15%), que nada mais é que o cruzamento entre a Cabernet Sauvignon e a Carignan. Antes de ser engarrafado o vinho repousou durante 36 meses em barricas de carvalho francês. Quando degustado apresentou cor rubi profundo com reflexos violáceos, sem demonstrar qualquer evolução. Muito jovem. No nariz foi possível perceber frutas negras em compota, chocolate e a madeira bem integrada. Além disso o nosso exemplar tinha uma nota química que não incomodava e, ao contrário, agregava complexidade. Na boca é bastante encorpado, mas com taninos aveludados e uma acidez poderosa que vai agradar a quem gosta deste estilo de vinho tinto. Foi degustado muito jovem e ainda tem muito chão pela frente. Mais um belo trabalho da Viñedo de los Vientos, que além de seus tintos, começa a se destacar com seus vinhos brancos.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País:Uruguai
Região:Atlántida
Uva/Corte: Tannat (85%) e Ruby Cabernet (15%)
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 79,00 na Wine
Degustado em: 30 de janeiro de 2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Preludio Barrel Select Tinto 2007

O Preludio é fruto de uma seleção especial de barricas. A cada 6 meses os melhores barris, com capacidade de prosseguir durante o exigente processo de envelhecimento, são escolhidos. A vinícola começa a produção desse vinho com 600 barris e ao final de um amadurecimento de 24-30 meses, menos de 200 barris permanecem selecionados. Na safra 2007 o corte do Preludio foi composto por Tannat (37%), Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc (20%), Merlot (30%), Petit Verdot (4%) e Marselan (3%), passando por um amadurecimento de 30 meses em barris de carvalho. Quando degustado apresentou cor rubi intenso com halo sutilmente atijolado. Nos aromas se mostrou bastante especiado com notas de noz moscada e baunilha, além de frutas negras em compota e tabaco. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos polidos e com grande persistência. Sem dúvida um dos grandes vinhos de corte do Uruguai. Duelou como o Eolo Gran Reserva 2011 pelo posto de melhor vinho da degustação que organizamos. Na RM Express ainda está custando R$ 160,00, já que deve ser estoque antigo. Não dá para perder.
Claassificação Vinho por 2: Muito Bom
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte:Tannat (37%), Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc (20%), Merlot (30%), Petit Verdot (4%) e Marselan (3%)
Teor alcoólico: 13,00 %
Preço: R$ 160,00 na RM  Express
Degustado em: 30 de janeiro de 2016
Link: Juanicó

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pisano Axis Mundi 2002

Fim de ano é sempre uma loucura. Começamos a falar sobre a nossa degustação dos melhores e ainda não conseguimos terminar! Além de outros temas que interromperam nossas postagens, no meio do percurso ainda tivemos alguns percalços como uma mão quebrada e uma gripe de deixar uma semana em cima de cama. Passados estes obstáculos, vamos retomar as postagens daquela degustação. Empatado em terceiro lugar com o Cortes de Cima, ficou o Pisano Axis Mundi 2002. Sem dúvida um grande exemplo do nível em que o Uruguai elevou a casta Tannat. Tanto é assim que ele recebeu nota 18,5/20 da famosa Jacins Robson. Sem dúvida ele tem toda tipicidade da Tannat, mostrando alguma rusticidade, mas com uma elegância aliada. Quando degustado apresentou cor rubi muito profundo, o mais escuro de todos os degustados, com sutil reflexo atijolado. No nariz mostrou um estilo mais austero, com notas de cedro, couro, frutas escuras e fumo. Na boca era denso e sólido. Os taninos estavam presentes com alguma adstringência, mas sem dúvida alguma eram de grande qualidade. Apesar de seus 09 anos de idade, ainda tem espaço para evoluir em garrafa pelos próximos 05 anos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 15,00 %
Preço: R$ 235,00 na Mistral
Degustado em: 12 de novembro de 2011
Link: Pisano

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tannat Viejo Stagnari 2007

Sabe aquele vinho que todo mundo fala super bem e quando você prova pensa examente o contrário? Esse foi  o nosso caso em relação ao Tannat Viejo da Stagnari, que em seu contrarrótulo vem com uma listagem dos inúmeros prêmios que ganhou. Já havíamos degustado o Tannat Premier que é a linha mais básica da vinícola, numa degustação da uva Tannat, onde figuraram vinhos como: Amat 2004, Axis Mundi 2002, Carrau Reserva 2004 e o Catamayor Reserva de la Familia 2005. Tudo bem que isso foi uma injustiça, já que o nível dos concorrentes era muito mais elevado. Lembramos que naquela ocasião o vinho se mostrou extremamente herbáceo e desagradou a todos que estavam presentes no evento. Por essa razão, sempre tivemos vontade de dar uma nova chance aos vinhos produzidos pela Stagnari, desta vez com o Tannat Viejo que está um nível acima. Infelizmente o vinho não correspondeu às nossas expectativas, sendo uma nova decepção. No exame visual ele apresentou cor rubi escuro com tons violáceos. No exame olfativo tinha uma madeira bem marcada lembrando cânfora, frutas negras, notas de chocolate e o álcool um pouco aparente, tudo num estilo mais fechado. Na boca mostrou bom corpo, bastante adstringência e um incômodo amargor em seu retrogosto. No nariz o vinho chega a ser agradável, mas na boca ...
Classificação Vinho por 2: Regular
País:Uruguai
Região: Salto
Uva/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 50,00 na RM Express
Degustado em: 22 de outubro de 2010
Link: Tannat Viejo Stagnari