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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Campo al Mare 2012

A Família Folonari produz vinho desde o século XVIII e a partir de 1999 começou a comprar terras na comuna de Castagneto Carducci, próximo ao mar Tirreno. É de lá que sai o Campo AL Mare, situado na gama da vinícola abaixo do famoso Baia al Vento. O Campos al Mare 2012 é um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit Verdot, que passa por um estágio de 12 meses em barris de carvalho francês antes de seu engarrafamento. Quando degustado apresentou cor grená de média intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas vermelhas, a exemplo de cereja madura, casca de laranja cristalizada, pimenta do reino e a madeira muito bem integrada. Na boca mostrou com corpo e boa acidez. Nitidamente era mais leve que os demais e poderia ser mais persistente, sendo este seu pequeno pecado.
Classificação Vinho por 2: Bom (+) 
País: Itália
Região: Bolgheri
Uva/Corte: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit Verdot
Teor alcoólico: 14,0%
Preço: R$ 250,00
Degustado em: 03 de junho de 2016  

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

IL Bruciato 2012

Em quinto lugar e no final da fila de nossa degustação de Supertoscanos ficou o IL Bruciato 2012. Ele é o segundo vinhos da Tenuta Guado al Tasso, pertencente à familia Antinori. Trata-se de um corte de Cabernet Sauvignon (65%), Merlot (20%), Syrah (15%), cujo vinhedo fica próximo ao mar Tirreno, mais quente do que na região do Chianti Clássico, berço dos Supertoscanos. Quando degustado apresentou cor rubi de média intensidade, com sutil reflexo violáceo. Nos aromas percebemos frutas negras com certa doçura, pimenta do reino e uma nota química lembrando o cheiro de farmácia (SO2 ?). Na boa mostrou bom corpo e boa persistência. Um vinho que agradou, mas ficou bem longe dos primeiros colocados, mostrando um perfil internacional.
Classificação Vinho por 2: Bom (+) 
País: Itália
Região: Bolgheri
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (65%), Merlot (20%), Syrah (15%)
Teor alcoólico: (-)
Preço: R$ 230,00
Degustado em: 03 de junho de 2016  

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Château Haut Pourret 2012

O Haut Porret foi o grande campeão da degustação de vinhos bordaleses, que buscou o embate entre vinhos produzidos na margem esquerda e na margem direita do estuário do Gironde. Trata-se de um Saint -Émilion Grand Cru produzido através de um corte composto por Merlot (70%) e Cabernet Franc (30%), que passou entre 18 e 24 meses por amadurecimento em barris de carvalho, com uma produção de pouco mais de 7200 garrafas em cada safra. Quando degustado apresentou rubi intenso com reflexos violáceos. No nariz foi possível perceber grande presença de fruta, frutas negras em compota como amoras e ameixas escuras, com a barrica muito bem trabalhada, apresentando notas de cedro, cravo e pimenta do reino. Aromas muito intensos. Na boca era encorpado com taninos presentes, mas de qualidade. Bom para ser apreciado já de imediato ou, ainda, ser guardado por mais alguns anos. Nitidamente melhor do que os outro vinhos que compuseram o painel.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: França
Região: Saint-Émilion

Uva/Corte: Merlot (70%) e Cabernet Franc (30%)
Teor alcoólico: 14,0%
Preço: R$ 250,00
Degustado em: 05 de novembro de 2015

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Château Beau Soleil 2011

A margem direita se destacou na degustação de vinhos bordaleses e abocanhou as primeiras colocações. O Château Beau Soleil fica localizado na sub-região bordalesa do Pomerol, onde há predominância de Merlot e os vinhos são ricos e aveludados. A propriedade consiste em apenas 3,5 hectares de vinhas de Merlot, com 35 anos de idade, num terreno que é uma mistura de areia e cascalho fino, altamente ferruginoso, como é típico da denominação. O Château Beau Soleil faz divisa com o Château Nénin e o Château La Croix-du-Cassé. Quando degustado apresentou cor rubi intenso, com um sutil reflexo alaranjado. No nariz foi possível perceber fruta vermelha madura como cereja, folhas secas e a madeira bem integrada. Na boca mostrou bom corpo e uma sutil adstringência. Melhor nos aromas do que na boca. Certamente vai melhorar com o tempo em garrafa. Ficou em segundo lugar.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: França
Região: Pomerol
Uva/Corte:
Merlot
Teor alcoólico: (-)
Preço: (-) 30,00 Euros
Degustado em: 05 de novembro de 2015

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Seghesio Sonoma County Zinfandel 2012

A Seghesio é uma das maiores especialistas em Zinfandel dos Estados Unidos. Seus vinhos sempre são mencionados nos principais livros e manuais de vinhos, a exemplo da publicação "1001 vinhos para beber antes de morrer". O Seghesio Sonoma County Zinfandel já foi indicado por diversas vezes para compor a lista dos " Top da Wine Spectator". Muita qualidade, por um preço ainda "acessível". Esse era o vinhos mais barato da degustação, custando atualmente por volta de R$ 260,00, praticamente a metade da maioria dos concorrentes. Isso é o interessante de realizar degustações às cegas: Jamais ser sugestionado pelo rótulo ou preço do vinho. Quando degustado ele apresentou cor rubi de média intensidade. Nos aromas foi possível perceber cereja em calda, cedro, pimenta do reino e notas minerais. Na boca tinha bom corpo, taninos macios e redondos, tudo isso somado a uma persistência longa. Um vinhos completamente harmonioso e integrado, que merecidamente, ficou em segundo lugar em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País: Estados Unidos 
Região: Sonoma County
Uva/Corte: Zinfandel
Teor alcoólico: 14,8 % 
Preço: R$ 260,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Seghesio

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Gran Tannat Premium 2013

O Tannat topo de gama de Montes Toscanini é um vinho muito interessante. Muito típico e particular. Prova disso é que, ao contrário de vinhos chilenos e argentinos, cujos vinhos topo de gama costumam apresentar graduações alcoólicas superiores a 14% ou 15%, o Gran Tannat conta com seu álcool na casa de 13%, o que contribui para um melhor equilíbrio de seus elementos. Durante a fermentação alcoólica a temperatura é controlada (máxima de 26°C) e a maceração realizada é prolongada, com utilização de remontagens diárias para melhor extração de cor e taninos. Ele passa, ainda, por fermentação malolática e amadurecimento em barricas de carvalho americano por 18 meses. Quando degustado apresentou cor rubi de bastante intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como ameixa e amoras, café, cedro, tabaco e couro. Na boca era encorpado e com taninos presentes, mas de qualidade. O retrogosto era longo e persistente e repetia com certa intensidade a nota de café, que se percebia no nariz. Certamente um vinho de guarda, que já está pronto para ser degustado, mas ainda tem muito chão pela frente.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Tannat
Teor alcoólico: 13,00%
Preço: R$ 220,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pericó Icewine 2009

O primeiro vinho do gelo brasileiro esteve presente na etapa recifense do Circuito Brasileiro de Degustação, mostrando que a Pericó vai chegar com força total em Pernambuco. Sem dúvida se trata de um dos melhores vinhos licorosos feitos em terras brasileiras. Para que um vinho seja considerado Icewine é necessário que as uvas sejam colhidas congeladas, numa temperatura que não pode ultrapassar seis graus negativos. Até que a vinícola pudesse realizar, em temperatura ideal, a colheita que deu origem a este vinho rosé licoroso, foram feitas três tentativas sem sucesso, o que demonstra o quanto é difícil a produção desta preciosidade. As parreiras que deram origem a este vinho ficam localizadas na cidade de São Joaquim, numa altitude de 1.300 metros acima do nível do mar. A produção por planta foi de apenas meio quilograma, tendo as uvas da variedade Cabernet Sauvignon sido transportadas em caminhão refrigerado (-5º C) até a vinícola. De acordo com Jefferson Sancineto Nunes, enólogo da Pericó, essa variedade foi escolhida por ser a mais tardia disponível na Vinícola e, portanto, a única capaz de sustentar seu lento amadurecimento nas parreiras até a chegada das temperaturas negativas do inverno ao alto da serra de São Joaquim, Santa Catarina. Quando degustado apresentou cor salmão com reflexos alaranjados. No nariz foi possível perceber frutas secas (figo) em contraste com frutas em compota, além da madeira e tostado. Na boca mostrou a acidez equilibrando muito bem a doçura, além de grande persistência.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Brasil
Região: São Joaquim 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 15,00%
Preço: R$ 200,00
Degustado em: 12 de setembro de 2013 
Link: Pericó

domingo, 23 de setembro de 2012

Duas Quintas Reserva Especial 2004

No quarto lugar, um ícone português feito pela Casa Ramos Pinto, o Duas Quintas Reserva Especial 2004. A Ramos Pinto foi fundada em 1880 e desde o começo do século XX já exportava os seus vinhos fortificados para o Brasil, chegando a ser responsável pela metade dos vinhos consumidos na América do Sul naquela época. Em 1990 passou a integrar o grupo Roederer, que manteve a filosofia de trabalho, concedendo uma maior visibilidade internacional à Casa Ramos Pinto. O Duas Quintas Reserva Especial 2004 é oriundo de vinhedos com mais de 80 anos de idade, que ficam localizados em Duas Quintas diferentes: Bom Retiro e Urtiga. As uvas são colocadas em lagares de granito, onde são pisadas a pé, para que tenha início o processo de fermentação. Antes de ser engarrafado ele estagia por 18 meses em barris de carvalho francês. Para a retirada dos sedimentos é feita a colagem com clara de ovo. Quando degustado ele apresentou cor rubi muito escuro com alguma evolução. Nos aromas foi possível sentir frutas negras, notas minerais e a madeira integrada, tudo com um estilo mais austero e fechado. Na boca mostrou-se bastante encorpado e, ainda, com alguma adstringência em seu fim. Certamente ainda tem muito chão pela frente. Não há dúvidas de que se trata de um vinho de guarda. 
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Portugal 
Região: Douro
Uva/Corte: Castas misturadas de vinhas velhas
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$240,00
Degustado em: 08 de setembro de 2012
Link: Ramos Pinto

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Obsessão 2004

No cômputo geral o Obsessão ficou em sexto lugar, mas em nossa opinião ele dividiu o quarto e o quinto lugar. Este rótulo já foi escolhido como o melhor vinho do Alentejo em uma prova realizada pela Revista de Vinhos de Portugal, com a nota 18/20. Antes de ser engarrafado passou por um amadurecimento de vinte meses em barris de carvalho francês e por mais três anos de envelhecimento em garrafa antes de ser comercializado! As nossas impressões foram muito parecidas com aquelas que tivemos na primeira vez em que o degustamos. Ele apresentou cor rubi profundo, muito escuro. No nariz o estilo é austero e ao mesmo tempo elegante. Foi possível perceber frutas negras, notas de chá, especiarias e uma madeira muito bem integrada a somar complexidade ao conjunto. Na boca, taninos sólidos como uma rocha e de grande qualidade. Final muito persistente. Quem tiver uma garrafa deste 2004 pode guardar que ele ainda tem chão pela frente!
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Portugal
Região:
Alentejo
Uva/Corte:
Alicante Bouschet e Trincadeira
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 280,00
Degustado em:
  de agosto de 2011

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Malhadinha 2007 - CBE

Demorou, mas o post saiu. Antes tarde do que nunca. O tema da Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês foi: um vinho que tivesse nos marcado muito! Não foi difícil descobrir qual seria o escolhido.  Nós já temos em nossa adega vinhos guardados para comemorar nossos aniversários de casamento, todos da safra do ano em que casamos (2007). Os melhores rótulos serão abertos a cada cinco anos. O primeiro deles foi o Malhadinha. Além de ter sido o rótulo de comemoração dos primeiros cinco anos de casamento, foi o último degustado antes da notícia de que seríamos pais de gêmeos. Felicidade em dobro! O Malhadinha 2007 é elaborado pela Herdade da Malhadinha Nova, com a assessoria de Luis Duarte. Trata-se de uma corte de Syrah, Cabernet Sauvignon, Aragonês, Touriga Nacional e Alicante Bouschet, que estagiou por 14 meses em barricas de carvalho francês antes de ser engarrafado. Foram produzidas apenas 14.065 garrafas deste rótulo, que recebeu nota 17,5 da Revista de Vinhos de Portugal. Quando degustado apresentou cor rubi escuro. Nos aromas foi possível notar um estilo mais austero, com frutas negras, tabaco, notas defumadas e a madeira bem elegante, lembrando cedro. Na boca mostrou-se encorpado com taninos de qualidade, mas que ainda devem ficar mais redondos com o tempo. Vinho que conjuga muito bem elegância e austeridade.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Portugal 
Região: Alentejo
Uva/Corte: Syrah, Cabernet, Aragonês, Touriga Nacional e Alicante Bouschet
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$ 200,00
Degustado em:13 de maio de 2012

domingo, 22 de julho de 2012

Bodega del Fin del Mundo Special Blend 2007



O projeto da Bodega del Fin del Mundo teve início em 1996, mas as primeiras vinhas somente foram plantadas em 1999. Ela está localizada na Patagônia em San Patricio de Chañar, Neuquén, onde há uma grande amplitude térmica, com variações de até 20 graus Celsius e baixa pluviosidade, com chuvas que totalizam aproximadamente 180 mm por ano. Trata-se de um corte de Cabernet Sauvignon (40%), Malbec (40%) e Merlot (20%), que passou por uma maceração extremamente longa (32 dias), para depois amadurecer por 15 meses em barricas de carvalho francês. Os vinhos da Bodega del Fin del Mundo levam a assinatura de Michel Rolland, que viaja de 5 até 6 vezes por ano até a vinícola. Quando degustado ele apresentou cor rubi intenso e brilhante. Nos aromas foi possível sentir frutas vermelhas maduras, cedro, notas condimentadas e de coco seco. Na boca mostrou bom corpo e taninos com alguma juventude. Ainda vai evoluir em garrafa, embora apresente um estilo mais delicado. Uma pena que aqui no Brasil chegue tão caro. Quem puder comprá-lo na Argentina vai pagar menos da metade do que se cobra aqui no Brasil.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Argentina
Região: Patagônia 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (40%), Malbec (40%) e Merlot (20%)
Teor alcoólico: 14,50%
Preço: R$190,00
Degustado em: 07 de junho de 2011

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Manso de Velasco 2007

Já fazia algum tempo que queríamos degustar novamente este vinho. O post  que fizemos sobre o Manso de Velasco 2006 foi um dos mais comentados aqui no blog. É que nossa opinião sobre ele foi negativa, o que contrariava a opinião de toda a crítica especializada na época. A safra 2006 recebeu 95 pontos no Guia Descorchados de 2010, sendo eleito o melhor Cabernet Sauvignon e melhor vinho da América do Sul. Recebeu 94 pontos da Revista Adega. Por fim, a publicação americana Wine Spectator, concedeu-lhe 91 pontos. O fato é que a garrafa da safra 2006 que provamos certamente não estava em seu melhor momento. Já o exemplar da colheita 2007 que degustamos recentemente, mostrou outro patamar de qualidade e complexidade. Mesmo assim, uma nota 95 nos parece um exagero. Um ponto que chamou a nossa atenção, muito embora não seja nenhuma novidade, foi a diferença de preço em relação ao mercado brasileiro. A garrafa que compramos foi adquirida no Duty Free do Chile por aproximadamente R$ 80,00, enquanto nas terras de cá ronda os R$ 200,00. Passando para a análise do vinho, quando degustado ele apresentou cor rubi profundo. Nos aromas foi possível sentir geleia de cassis, pimentão (bem integrado), cedro, chocolate, notas defumadas, pimenta do reino e um sutil mentolado. Na boca ele se mostrou encorpado, macio e com um retrogosto muito persistente. As notas de chocolate e cassis se repetiram na análise gustativa.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Chile
Região: Valle de Curicó 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 200,00 aproximadamente
Degustado em: 04 de maio de 2012
Link: Miguel Torres

terça-feira, 15 de maio de 2012

Bramare Apellation Luján de Cuyo Malbec 2009

Nós acertamos em cheio quando dissemos, no ano passado, que um pouco mais de guarda iria fazer muito bem para este vinho! Apenas um ano depois, o que já era muito bom ficou ainda melhor. Este é o rótulo que apresenta a melhor relação custo x benefício da Cobos, apesar de chegar ao Brasil por R$ 175,00. Claro que o Marchiori Malbec 2008 que provamos era superior a este vinho, mas não podemos deixar de considerar que a linha Appellation custa menos da metade que a linha Designation. Trata-se de um vinho que passa por um amadurecimento de 18 meses em barricas de carvalho francês/americano e, mesmo assim, a madeira não se torna excessiva, ficando bem integrada aos aromas. Ele mostrou cor rubi muito escuro, com uma evolução muito sutil. Nos aromas foi possível sentir frutas vermelhas maduras, madeira muito elegante, especiarias e notas de couro. Na boca estava muito redondo, extremamente aveludado. 
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País: Argentina
Região: Mendoza - Luján de Cuyo
Uva/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 14,90%
Preço: R$ 175,00
Degustado em: 02 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Achaval Ferrer Quimera 2009

Na Achaval tivemos a oportunidade de degustar cinco vinhos, mas somente iremos comentar com detalhes os três que mais nos impressionaram. O Achaval Ferrer Malbec Mendoza 2011, não necessita de maiores comentários, já que a análise que fizemos ano passado está muito parecida com a deste ano. Cabe ressalvar apenas um detalhe: a safra 2010 era superior, mostrando mais equilíbrio (confiram o link). O Finca Bella Vista 2011 (amostra de barrica) já foi comentado no post anterior e como ainda não está totalmente pronto, a vinícola ainda não disponibilizou a sua ficha técnica. Então, comecemos pelo Achaval Ferrer Quimera 2009, que certamente é o vinho de melhor relação custo x benefício desta vinícola. Ele é um corte constituído de 31% de Malbec de vinhedos de Medrano e Luján de Cuyo, 20% de Merlot de Tupungato, 27% de Cabernet Sauvignon de Medrano e Tupungato, 18% de Cabernet Franc de Tupungato e 4% de Petit Verdot, que repousou durante doze meses em barricas de carvalho francês, sendo 40% novas e 60% de um ano de uso. Quando degustado apresentou cor rubi.  Nos aromas mostrou um frutado, algum floral e notas condimentadas e de especiarias. Mais uma vez pudemos constatar que a fruta não era tão fresca, tendendo de alguma forma para um estilo "menos" novo mundo. Na boca mostrou bom corpo, estando redondo apesar da pouca idade. Pareceu menos adstringente que a safra 2008 na época em que foi provada.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: Argentina
Região: Mendoza
Uva/Corte: Malbec (31%), Merlot (20%), Cabernet Sauvignon (27%),  Cabernet Franc (18%)  e Petit Verdot (04%)
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 158,00 no Brasil
Degustado em: 02 de abril de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Santa Rita Triple C 2005

Muito embora os vinhos chilenos não sejam nossa preferência, este merece total atenção. O Triple C, elaborado com três variedade cujos nomes tem como inicial a letra "C" (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Carménère) mostra todo o potencial dos vinhos produzidos pela gigante Santa Rita. Cada variedade foi escolhida separadamente no seu nível adequado de maturação e vinificadas separadamente em cubas de inox. A Cabernet Franc foi fermentada em temperaturas ligeiramente mais frias (23-24 ºC) e o Cabernet Sauvignon e a Carménère em temperaturas que não ultrapassaram 26 ºC. Ele repousou durante 17 meses em barris novos de carvalho francês. Quando degustado apresentou cor rubi escuro. Nos aromas foi possível sentir frutas negras, nota seca, lembrando chá, chocolate, barrica bem integrada e toques mentolados. Estilo mais austero. Na boca mostrou-se encorpado, com taninos presentes, mas de boa qualidade.
Classificação Vinho por 2: Muito bom 
País: Chile
Região: Maipo
Uva/Corte: Cabernet Franc 55%, Cabernet Sauvignon 30% e Camenérè 15%   
Teor alcoólico: 14,70%
Preço: R$ 244,00
Degustado em: 01 de outubro de 2010
Link: Santa Rita

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Coyam 2008

Este nos pareceu o melhor vinho degustado na confraternização da "Confraria Pinote no I". Ele é produzido pela Emiliana, vinícola chilena, que trabalha seus vinhedos de forma orgânica e biodinâmica. No caso do Coyam as uvas que lhe deram origem foram tratadas de forma biodinâmica, que além das práticas orgânicas, leva em consideração o tratamento da vinha em períodos específicos, de acordo com a influência dos astros e ciclos da natureza. Tais princípios foram criados por Rudolf Steiner em 1924 e hoje estão ganhando força no mundo dos vinhos. O nome Coyam significa, na lingua Mapudungun, bosque dos carvalhos, pois esta árvore rodeia os vinhedos que dão origem ao vinho. Trata-se de um corte de Syrah (45%), Cabernet Sauvignon (27%), Carménère (11%), Merlot (14%) e Mourvedre (03%). Antes de ser engarrafado foi realizado um estágio de 12 meses em carvalho francês (85%) e carvalho americano (15%). Quando degustado foi possível sentir aromas de frutas negras, um toque herbáceo integrado (pimentão verde), madeira bem integrada (cedro) e notas de baunilha. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos aveludados. Apesar de jovem, já está num bom momento de prova. Não há dúvidas de que vai crescer em garrafa.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Chile
Região: Colchagua
Uva/Corte: Syrah, Cabernet, Carménère, Merlot e Mourvedre
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 160,00
Degustado em: 21 de dezembro de 2012
Link: Emiliana

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Boekenhoutskloof Syrah 2006 - O grande campeão

Pela contagem geral o Boekenhoutskloof Syrah 2006 foi o grande campeão da noite. Ele já havia vencido uma degustação de Syrah que promovemos anteriormente  e sagrou-se mais uma vez campeão numa prova de vinhos top's. Este está mais que testado e aprovado. O Boekenhoutskloof Syrah 2006 foi o primeiro vinho Sul-Africano que tivemos a oportunidade de degustar. Imaginem o que pensamos sobre os vinhos desta terra! Certamente não poderia haver começo melhor. Além da sua qualidade, o preço praticado aqui no Brasil é outro ponto forte. Pelos R$ 160,00 que custou dá até para falar em custo x benefício, já que se equipara qualitativamente a vinhos bem mais caros. Quando degustado apresentou cor rubi escuro, com halo apresentando um sutil atijolado. No nariz foi possível sentir frutas maduras, algum doce, madeira elegante e muito bem integrada, chá, chocolate e notas condimentadas. Na boca mostrou bom corpo, com taninos de qualidade, mas que ainda guardam uma sutil adstringência no retrogosto. Certamente pode alcançar mais alguma evolução em garrafa, embora possa ser degustado com muito prazer.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: África do Sul
Região: Franschhoek
Uva/Corte: Syrah
Teor alcoólico: 14,56%
Preço: R$ 160,00
Degustado em: 12 de novembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cortes de Cima Reserva 2004

Dessa vez o Cortes de Cima Reserva não teve a mesma sorte da primeira degustação. O detalhe é que nesta prova o nível era bem mais alto e a safra degustada era outra. Na primeira disputa que o colocamos, o rótulo era da colheita 2003, desta feita era do ano de 2004. No cômputo geral ficou empatado com o Pisano Axis Mundi 2002, dividindo o terceiro lugar. São vinhos bem diferentes, mas cada um com suas qualidades. Quando degustado o Cortes de Cima 2004 apresentou cor rubi atijolado. No nariz foi possível sentir frutas vermelhas maduras, fumo, chá , cânfora e notas defumadas. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos aveludados e alguma acidez. Ainda tem mais algum tempo pela frente, embora pareça estar no seu ápice. Quem tiver uma garrafa não exite em abrí-la. Esta mesma safra está sendo vendida na RM Express por R$ 192,00, podendo ser considerada uma barganha, já que seu preço médio no Brasil é de R$ 250,00 e em Portugal custa 60,00€.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom
País: Portugal
Região: Alentejo
Uva/Corte: 52% Aragonês, 24% Touriga Nacional, 14% Syrah e 10% Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,00%
Preço: R$ 192,00
Degustado em: 12 de novembro de 2011
Link: Cortes de Cima

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004

Dando seguimento às postagens da nossa 10ª degustação oficial, vamos falar do Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004, que ficou na contagem geral com o quinto lugar, mas em nossa opinião poderia ter ficado pelo menos um posto acima. Por coincidência, pouco tempo depois, tivemos o prazer de conhecer Álvaro Castro, o que será objeto de outro post. Para os que gostam das pontuações atribuídas pela crítica especializada, cade mencionar que João Paulo Martins atribuiu nota 17,5 a este vinho e Jancis Robinson chegou a apontá-lo como o melhor tinto da região do Dão. Ele é produzido com as uvas do Carrocel, no anos em que o topo de gama não é feito. Quando degustado apresentou cor rubi com reflexo atijolado. Apesar dos sete anos de idade ainda estava bastante exuberante no nariz, mostrando aromas florais (violeta) bem característicos da cepa, frutas vermelhas em compota e madeira bem integrada. Na boca mostrou bom corpo e acidez, mostrando que ainda tem muito chão pela frente. Ainda bem que temos uma garrafa guardada na adega!
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Portugal
Região: Dão
Uva/Corte: Touriga Nacional
Teor alcoólico: 13,00%
Preço: R$ 230,00
Degustado em: 12 de novembro de 2011
Link: Quinta da Pellada

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quinta dos Roques Reserva 2007

Fechando o ciclo do Decanter Taste Portugal, vamos falar do topo de gama da Quinta dos Roques. Este vinho foi um dos melhores que tivemos oportunidade de degustar no evento. Ainda estava muito jovem, mas já mostrando suas qualidades e, principalmente, o seu potencial. Feito com um corte de Touriga Nacional 55%, Alfrocheiro 20%, Jaen 15%, Tinta Roriz 5% e Tinto Cão 5%. Sem dúvida mais sério e complexo que o Touriga Nacional varietal. Pareceu ser o melhor da gama, embora o Touriga Nacional seja o mais festejado. Ele estagiou em barricas de carvalho francês de segundo uso durante 15 meses e talvez por este motivo a madeira esteja presente, mas muito equilibrada e bem dosada. Quando degustado apresentou cor rubi profundo.  O nariz mostrou-se bastante sério, mais que o Touriga Nacional degustado ao mesmo tempo. Lembrou frutas escuras, notas terrosas e barrica presente, mas de qualidade. Um grande representante do Dão que vale ter na adega.
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Portugal
Região: Dão
Uva/Corte: TN 55%, Alfrocheiro 20%, Jaen 15%, Tinta Roriz 5% e Tinto Cão 5%
Teor alcoólico: 13,50%
Preço: R$  160,00
Degustado em: 28 de agosto de 2011
Link: Quinta dos Roques